O deputado federal André Janones (Rede-MG) utilizou um treinamento de comunicação do PT para levar à militância petista estratégias para, em suas palavras, “descer o cacete” nos eleitores de direita, a quem ele se refere como “gado”. A palestra ocorreu nesta terça-feira (9).
“As redes sociais são as ruas de hoje em dia e nós temos que fazer o enfrentamento, sim. É levar as conquistas do presidente, é levar o que ele fez e ir pra cima do gado, descer o cacete, fazer o enfrentamento”, declarou Janones.
Para aplacar as resistências do eleitorado ao presidente Lula (PT), ele sugere que os internautas de esquerda criem cortinas de fumaça para “desviar o foco” de falas do presidente que, em sua opinião, não estariam erradas, mas descontextualizadas pela direita.
“Pegaram um recorte pequenininho do presidente Lula, tiraram totalmente de contexto. Acho que a maioria aqui nem vai lembrar disso, de tanto que a gente conseguiu abafar. E começou a viralizar nas redes sociais uma fala que sugeriria que o presidente tinha estimulado a violência contra as mulheres. […] Eu falei: ‘não, nós não vamos rebater, nós vamos desviar o foco'”, explicou.
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Durante a palestra, o político falou sobre a investida contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), destacando que “foi muito menos o fato e muito mais a forma” que teria convencido o eleitorado a ter uma percepção negativa.
“E aí a gente foi criando toda a narrativa, toda a história, e depois um desfecho final, um arremate: ‘Olha, conseguimos o nosso objetivo, mostramos para as autoridades quem é Flávio Bolsonaro’, etc.”, contou.
O deputado federal é um dos principais alvos de processos judiciais de políticos de esquerda por suas falas e postagens. Em uma das sentenças, a Justiça mineira determinou o pagamento de uma indenização por danos morais de R$ 5 mil ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por tê-lo chamado, à época, de “vereador pedófilo”.
Janones, no entanto, diz que não se preocupa em ser chamado de “baixo nível”, uma vez que, em sua visão, “o que está em jogo é a democracia”.
“Antes eu dizia que valia quase tudo, eu mudei o meu discurso nesses quatro anos. Hoje, para mim, vale tudo para salvar a democracia nesse país”, concluiu.


