O cofundador da Microsoft, Bill Gates, prestou depoimento nesta quarta-feira (10) perante uma comissão do Congresso sobre seu relacionamento com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Durante o testemunho, o bilionário afirmou que não tinha conhecimento dos crimes do falecido financista e que Epstein tentou chantageá-lo com informações sobre sua vida pessoal, incluindo o fato de ter sido infiel em seu casamento, para se aproximar, de acordo com uma cópia de suas declarações iniciais obtida pela CNN.
“Nunca testemunhei nem tive qualquer indício de que Epstein estivesse envolvido em condutas criminosas contínuas. Nunca fui à sua ilha, ao seu rancho ou à sua casa na Flórida. Nunca vitimizei ninguém. Embora ele possa ter tentado cultivar um relacionamento pessoal, eu nunca estive interessado nisso e nunca retribuí”, declarou perante os congressistas em depoimento feito a portas fechadas.
Ele relatou que soube que Epstein tinha conhecimento de informações sensíveis sobre sua vida pessoal, mas esses casos “dolorosos” não tinham relação com a interação entre os dois.
De acordo com Gates, os dois se conheceram em 2011, quando o criminoso sexual condenado prometeu doar bilhões de dólares para cuidados de saúde global. “Lembro-me de saber que Epstein havia enfrentado problemas legais anteriormente, mas não compreendia totalmente a extensão dos crimes que ele cometeu. Aceitei a apresentação sem fazer a análise criteriosa que deveria”, admitiu aos legisladores.
No entanto, essa relação teria chegado ao fim em 2014, quando a chantagem foi feita. Em suas palavras, o elo entre eles foi devido a um “grave erro de julgamento”.
Gates teve seu nome divulgado entre as mais de três milhões de páginas, incluindo fotos e vídeos, relacionadas ao caso Epstein, que o Departamento de Justiça liberou em janeiro.
Após a divulgação desses documentos, o bilionário negou qualquer irregularidade e disse que se arrependia de “cada minuto” que passou com Epstein. Ele insistiu que foi “insensato” ter passado tempo com o criminoso sexual condenado e que as alegações de Epstein sobre ele nos documentos eram “falsas”.
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