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Servidores do BC citam Pix em pedido de avanço da PEC da autonomia

Um grupo de 43 servidores do Banco Central (BC) enviou uma carta aberta ao Senado Federal nesta terça-feira (9) manifestando apoio a uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca estabelecer a autonomia financeira da autarquia. Um dos argumentos utilizados para a defesa da proposta é a preservação do Pix.

“O Pix, patrimônio público do Estado brasileiro e referência mundial, precisa ser preservado e fortalecido. Para que continue a evoluir e servir à sociedade, é essencial garantir-lhe recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene”, defende.

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O sistema de pagamentos brasileiro entrou como componente do tom das eleições de 2026 por conta do incômodo expresso por empresas americanas ao governo dos Estados Unidos. A ferramenta foi utilizada como embasamento na sugestão do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para instituir uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros.

A tramitação está suspensa desde o dia 20 de março, por conta de um pedido de vist, mas consta na pauta da sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta quarta-feira (10). Em meio às emendas, o relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), pretende incluir o Pix no texto, que passaria, com isso, a ter status constitucional. A ideia coloca o governo em um dilema: se por um lado a esquerda é contra a autonomia do BC, por outro, o discurso de soberania tem hoje, no Pix, seu principal alvo.

“A gente pode colocar o Pix na Constituição, basta que o PT não nos atrapalhe. Seria uma boa resposta. É a manifestação, realmente, de que o Lula quer isso que está dizendo. Ele quer isso, colocou um cartaz dizendo que o Pix é nosso. Pode ser, sim, já é nosso, mas pode ir para a Constituição assim que essa PEC for aprovada”, disse Plínio, em entrevista ao SBT News.

 

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