O cooperativismo de crédito no Sul do país segue demonstrando um ritmo de crescimento firme e contínuo, consolidando um espaço que avança de forma consistente no mercado financeiro regional. Um indicador claro desse movimento vem da SISPRIME do Brasil. A instituição acaba de romper a marca histórica de 60 mil cooperados, registrando um avanço de 5% na sua base social em comparação com o encerramento de 2025.
Esse novo patamar dá sequência direta à trajetória ascendente que a cooperativa já vinha registrando no início de 2026. Ao fechar o primeiro trimestre, a instituição, que nasceu com atuação preferencial na área da saúde, já contabilizava mais de 59 mil associados distribuídos por sua rede de atendimento. O salto recente para os 60 mil membros reforça a tração e a capilaridade da organização, que hoje opera 47 agências estratégicas nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Expansão estratégica e diversificação de base
Para além do crescimento nominal da base de membros, a solidez que ampara essa expansão é refletida nos grandes números institucionais da cooperativa, que atualmente administra cerca de R$ 12 bilhões em recursos e ostenta um patrimônio líquido superior a R$ 1,8 bilhão. Esses indicadores posicionam a instituição como a maior cooperativa de crédito independente do Brasil e a maior com foco no segmento de saúde.
No entanto, o avanço geográfico tem demandado uma capacidade analítica de adaptação aos novos ecossistemas econômicos. Embora mantenha sua governança e matriz fincadas em Londrina, no Norte do Paraná, a SISPRIME tem conseguido replicar sua cultura de proximidade em mercados altamente competitivos e com matrizes produtivas distintas, como o agronegócio do Centro-Oeste e o pujante setor de serviços e indústrias do interior paulista e mineiro. Essa capilaridade reduz a dependência de flutuações econômicas regionais e pulveriza os riscos de crédito.
Inserido em um cenário macroeconômico ainda marcado por juros restritivos e seletividade na concessão de crédito por parte do varejo bancário, o modelo cooperativo independente se sobressai. Ele se transformou em uma plataforma de fomento e proteção patrimonial para o público de alta renda e para o setor produtivo. O Dr. Alvaro Jabur, Presidente do Conselho de Administração da SISPRIME do Brasil, pontua como essa lógica de mercado tem atraído novos perfis de investidores:
“O cooperativismo tem atraído cada vez mais pessoas porque oferece uma lógica distinta da encontrada no sistema financeiro tradicional. Aqui, o cooperado não é apenas cliente, ele também participa dos resultados. Em um cenário de juros elevados e maior cautela econômica, isso ganha ainda mais relevância.”
A antítese da digitalização fria
Outro aspecto que fundamenta o ritmo de crescimento da instituição é o seu posicionamento em relação à experiência do usuário. O mercado financeiro tradicional atravessa um processo acelerado de fechamento de agências físicas e migração forçada para o atendimento massificado via inteligência artificial, um movimento que muitas vezes gera fricção no público corporativo e de alta renda, que demanda soluções customizadas e agilidade na tomada de decisão.
Na contramão dessa tendência de “digitalização fria”, a SISPRIME adota um modelo híbrido. A tecnologia é empregada para garantir conveniência, segurança e rapidez nas transações cotidianas, enquanto a estrutura física das 47 agências é desenhada para o aconselhamento financeiro estratégico e o relacionamento de longo prazo.
Essa filosofia operacional se reflete diretamente no Net Promoter Score (NPS) da cooperativa, que atingiu a marca histórica de 84 pontos. No universo de métricas corporativas, um NPS desse patamar sinaliza o que os especialistas chamam de “zona de excelência mundial”, nivelando a experiência do cliente da instituição à de grandes marcas globais de tecnologia e luxo.

“Nós também investimos continuamente em tecnologia, digitalização e inovação porque entendemos que isso faz parte da expectativa e da necessidade dos cooperados. No entanto, acreditamos que a tecnologia deve aproximar as pessoas, não as substituir.”
Alvaro Jabur, presidente do Conselho de Administração da SISPRIME do Brasil.
Governança e blindagem institucional
A sustentação de R$ 12 bilhões sob gestão em um ambiente de volatilidade exige uma arquitetura de controle rigorosa. Para dar suporte a essa estrutura, a cooperativa adota um modelo de governança corporativa baseado em múltiplas camadas de supervisão, que englobam desde auditorias independentes periódicas até doze níveis internos de controle de risco e conformidade.
Essa blindagem institucional recebe validação externa de agências globais de classificação de risco. A SISPRIME carrega o selo da Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação do mundo, com as notas F1+(bra) para curto prazo — a mais alta da escala nacional e AA-(bra) para longo prazo. Na prática, esses conceitos sinalizam ao mercado uma expectativa de risco de crédito muito baixa e uma robusta capacidade de pagamento de suas obrigações financeiras.
Adicionalmente, o ecossistema conta com a proteção do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que assegura depósitos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O mecanismo confere ao investidor o mesmo nível de segurança jurídica e de proteção de liquidez oferecido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) operante nos bancos comerciais convencionais.
Prestes a completar três décadas de história, o desempenho recente da SISPRIME reitera uma tendência que se consolida no ambiente de negócios brasileiro: em momentos de transição econômica e de busca por eficiência, a proximidade no relacionamento, a governança estrita e o compartilhamento de resultados transformam o cooperativismo de crédito independente em uma escolha estratégica para a gestão de grandes volumes de recursos e para o desenvolvimento sustentável das comunidades.


