O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), anunciou em uma nota divulgada neste domingo (7) a criação de uma comissão para discutir se haverá intervenção na executiva do Distrito Federal. O colegiado terá cinco membros, incluindo o presidente, deputado federal Isnaldo Bulhões (AL). A primeira reunião ocorrerá no final da tarde desta quinta-feira (11).
A crise gira em torno do recente rompimento entre o ex e a atual governadora do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP). Rocha veio a público para anunciar que, diante do distanciamentos com os planos da dupla para o Executivo distrital, o apoio estava rompido. Em resposta, Celina afirmou que “sucessão nunca será submissão” e deixou claro que pretende seguir sua gestão de acordo com suas próprias convicções.
“Fui leal durante todo o tempo em que estive ao lado dele como vice-governadora. Em tempos muito difíceis, eu cumpri meu papel com respeito, responsabilidade e espírito público. Mas hoje, eu não sou mais vice-governadora, eu sou governadora, e governar exige, acima de tudo, compromisso com os fatos, mesmo quando eles são difíceis”, afirmou Celina.
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Ocorre, porém, que mesmo depois do anúncio, o presidente da executiva e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz, disse que o conflito seria “administrável” e declarou apoio à reeleição de Celina. Nessa linha, o MDB seguiria ligado ao PP para as eleições de 2026.
Com isso, os deputados distritais João Hermeto, Daniel Donizet, Iolando Almeida, Jaqueline Silva e o deputado federal Rafael Prudente enviaram o pedido de intervenção, ressaltando o desalinhamento.
“O conflito interno no Distrito Federal está demonstrado por atos públicos, manifestações de dirigentes, reação da governadora, reposicionamento de alianças e divergência entre a linha nacional de protagonismo do MDB e a linha local de acomodação ao projeto de reeleição da atual mandatária”, diz o ofício, obtido pelo portal Metrópoles.
Dos 24 deputados que integram a CLDF, cinco são do MDB e dois são do PP. Com a reconfiguração, Celina passa de uma maioria confortável a um cenário perto da igualdade entre situação e oposição.


