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Trump sugere ter pistas sobre paradeiro de novo líder do Irã e descarta retirada de tropas

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há uma “alta probabilidade” de saber onde está o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, a quem descreveu como uma figura “mais racional” que seu pai, o falecido aiatolá Ali Khamenei, e garantiu que não planeja retirar os cerca de 50.000 soldados destacados no conflito até que se alcance uma “conclusão” definitiva na região.

Em entrevista concedida à rede NBC, gravada na última sexta-feira (6) e transmitida neste domingo (7), o mandatário americano analisou a sucessão de poder em Teerã após o estopim do conflito armado e assinalou que Mojtaba Khamenei se encontra “bastante ferido” após o ataque no qual morreu seu pai e antecessor no cargo de autoridade máxima do regime.

“Mais jovem, creio, e mais racional. Ferido; está bastante ferido. Portanto, há uma certa bravura aí”, disse Trump ao ser questionado sobre as características do novo líder iraniano.

Mojtaba Khamenei não aparece em público desde que sofreu ferimentos no bombardeio israelense que tirou a vida de seu pai durante a primeira leva de bombardeios contra o Irã, em fevereiro.

Embora não tenha fornecido detalhes concretos, o presidente americano sugeriu que os serviços de inteligência americanos dispõem de informações precisas. “Não quero dizer se sei ou não onde ele está, mas há uma alta probabilidade de que sim”, comentou.

Trump também declarou que o Irã “não tem outra opção” a não ser negociar com Washington, mas que ainda não aceitou um acordo para pôr fim à guerra porque seus líderes são “fortes” e “orgulhosos”.

De acordo com o presidente americano, restam ao regime islâmico “alguns mísseis e alguns drones”.

“Diria que, em termos percentuais, talvez 21% ou 22% de seus mísseis sejam mísseis inteligentes, mas não é o que era quando atacamos pela primeira vez”, acrescentou.

Em relação ao contingente militar americano, Trump rejeitou a possibilidade de que as tropas estejam em uma situação de risco.

“Não considero que estejam em perigo. Temos a melhor defesa e o melhor ataque que já se viu”, afirmou, classificando como “insensato” um eventual recuo neste momento porque os EUA talvez tenham que “utilizar” os soldados.

Até o momento, o balanço oficial do conflito aponta 13 militares americanos mortos em incidentes vinculados diretamente às hostilidades. “Perdemos 13 pessoas aqui e isso é muito. Treze pessoas são demais”, admitiu.

No entanto, o presidente americano ponderou que, “se olharmos para o Vietnã, onde morreram centenas de milhares de pessoas, ou para qualquer uma das últimas sete ou oito guerras (…), nós perdemos 13. É menos do que qualquer um teria imaginado”.

O histórico de baixas americanas inclui a morte de seis militares em 1º de março, após um ataque iraniano contra o porto de Shuaiba, no Kuwait. Posteriormente, em 8 de março, outro soldado morreu em decorrência de uma ofensiva de Teerã contra uma base aérea na Arábia Saudita.

O último incidente foi registrado em 12 de março, quando seis militares morreram na queda de um avião de reabastecimento KC-135 Stratotanker da Força Aérea dos EUA no oeste do Iraque.

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