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Galípolo associa inflação a problema de produtividade “bastante evidente” no Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, associou a inflação no Brasil a uma deficiência do país em incrementar sua produtividade. A avaliação ocorreu nesta quarta-feira (3) durante o 14º Fórum de Lisboa, evento conhecido como “Gilmarpalooza” por conta de seu organizador, o Instituto de Direito Público (IDP), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

“É um ponto preocupante para vários países, para a Europa, para a América Latina, mas para o Brasil também, que é a ausência de ganhos de produtividade bastante evidentes na nossa economia. […] A economia vem crescendo, temos uma renda máxima histórica e desemprego na mínima, mas enxergamos que temos esse desafio de entender como o Brasil pode crescer com cadeias globais de valor sustentadas pela produtividade”, disse Galípolo.

O termo “produtividade” tem ganhado destaque na discussão de outro tema: a proposta de extinguir a escala de trabalho 6×1. Os críticos argumentam que proibir a modalidade impactará a produtividade, com possibilidade de queda importante no Produto Interno Bruto (PIB).

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Nesta edição, o Gilmarpalooza foca nos impactos da inteligência artificial (IA) no Judiciário e na sociedade como um todo, com defesas de regulação por parte de atores como os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, o ex-ministro Ricardo Lewandowski e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Para Galípolo, os benefícios da IA na produtividade só serão sentidos no futuro. Com eles, o presidente do BC espera que haja menos pressão sobre a inflação, “ainda que o Brasil esteja menos linkado a esse segmento”.

Durante o evento, Motta concedeu uma entrevista ao Congresso em Foco em que alegou que dará prioridade à regulamentação da IA, com o intuito de que as regras já estejam em vigor nas eleições.

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Galípolo também comentou sobre as tarifas dos Estados Unidos contra outros países, incluindo o Brasil. Para ele, o fato de o Brasil ter uma dependência menor da economia americana do que os outros países ajudou a amortecer o impacto das alíquotas de 50% que, após a suspensão, podem passar a 25%.

Sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente do BC também minimizou os impactos, vendo na condição exportadora do Brasil um fator que colaborou para que o choque fosse menor.

 

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