O pastor Silas Malafaia comentou, nesta terça-feira (2), a notícia de um processo criminal movido contra ele pelo ator Wagner Moura. Dizendo-se surpreendido, Malafaia afirmou que a ação é um “absurdo” e justificou o fato de ter chamado o artista de “cretino” dizendo que ele pertence à chamada “esquerda caviar”. O processo corre em sigilo a pedido de Moura, que ainda não se pronunciou publicamente sobre a disputa judicial.
“Eu vou dizer para vocês por que eu o chamo de ‘cretino’. (…) Ele pertence àquela ‘esquerda caviar’, típico da esquerda: mora em lugar de bacana, viaja em classe executiva de aviação, fica em hotel cinco estrelas, usa grifes caríssimas e prega o socialismo aqui”, declarou o pastor.
VEJA TAMBÉM:
Malafaia ainda citou o fato de que 30% do orçamento do filme “O Agente Secreto” seria financiado por verba pública. De acordo com o religioso, isso significaria que o cachê do ator teria o mesmo percentual de dinheiro público, enquanto o artista “fingiria que não é com ele”.
Além disso, acusou Moura de fazer propaganda contra o país ao fazer declarações públicas de que teria havido um golpe de Estado no Brasil em 8 de janeiro de 2023. O pastor voltou a dizer que a atitude do ator é “seletiva” por desconsiderar outras pessoas que também o ofenderam, classificando o processo como uma tentativa de perseguição por sua fé.
Nesta segunda-feira, a equipe que representa Moura declarou que Malafaia, ao se referir a ele como “cretino” e “esquerdista de araque”, cometeu os crimes de injúria e difamação, que podem ser punidos com até quatro anos e meio de prisão. O processo tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, conforme confirmado pela Gazeta do Povo.
A defesa alegou a ampla exposição pública dos comentários de Malafaia e a longa carreira de Wagner Moura, ligada ao debate político, para argumentar que sua imagem seria “vulnerável” às mensagens de Malafaia.
Os advogados aproveitaram, ainda, as polêmicas antigas envolvendo o pastor, que já foi condenado a indenizar o influenciador Felipe Neto e está enfrentando um processo pelo mesmo crime de injúria no Supremo Tribunal Federal (STF) por dizer que o Comando do Exército brasileiro seria “frouxo”.
A reportagem procurou os advogados de Moura para confirmar a ação e voltou a tentar contatá-los à luz dos novos comentários de Malafaia, mas não teve resposta. O espaço segue aberto para comentários.


