O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, projeta um futuro sombrio para a economia do país com o fim da escala 6×1. Em sua conta no Instagram, o empreendedor postou um vídeo em que ironicamente defenderia uma mudança ainda mais radical para a escala “4×3” de modo a acelerar o processo de falência do país (leia íntegra abaixo).
“Se for para quebrar o país, que seja rápido”, disse o empresário em suas redes sociais, repostando um vídeo do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). Seu posicionamento repercute a aprovação do novo regime de trabalho pela Câmara dos Deputados na quinta-feira (28).
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“O Congresso deveria aprovar a 4 X 3 e implantá-la já em junho para que a gente visse quanto tempo o Brasil iria aguentar. Coisa ruim tem que ser o mais rápido possível, não adianta você ficar sofrendo por muito tempo”, desenvolveu ele em uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira. Ele projetou especialmente falências de pequenas e médias empresas como resultado da pressão do novo regime de trabalho.
Hang acredita em uma pressão inflacionária a partir da implementação da medida e defendeu que a pressão tributária reflete sobre os preços de bens e serviços. Ele estimou em 15% a 20% o impacto nas redes Havan com a nova escala, na mesma entrevista.
Confira na íntegra nota de Hang:
Quem vai pagar a conta do fim da escala 6×1? O TRABALHADOR!
Não caia no conto do vigário. Agora, com o período eleitoral começando, vão querer enganar você com propostas eleitoreiras.
Todo mundo quer trabalhar menos, mas essa conta vai sair de algum lugar. Aprovaram na Câmara dos Deputados a escala 5×2, com redução da carga horária e manutenção do mesmo salário.
São vários os motivos que podem prejudicar o Brasil: aumento da inflação, redução de empregos, mais informalidade, diminuição de vagas e muito mais. Quem defende o fim da escala 6×1 está pensando apenas no discurso bonito, e não no futuro do Brasil.
Se esse projeto for realmente aprovado, será o começo do fim. O Brasil vai, de vez, para o abismo! Vamos perder empresas, empregos e oportunidades para outros países, como o Paraguai, que incentiva e não pune quem produz.
(…)
O Brasil está virado de cabeça para baixo!
Sou a favor de que o trabalhador tenha a liberdade de escolher quantas horas e quantos dias deseja trabalhar. Liberdade significa dar opções, não tirar oportunidades.
Os Estados Unidos, que se tornaram a maior potência econômica do planeta, construíram sua riqueza valorizando o trabalho, a produtividade e a liberdade econômica. Lá, quem quer produzir encontra caminhos. Aqui, muitas vezes, encontra obstáculos.
Enquanto isso, vemos empresas deixando o Brasil e levando investimentos para países como o Paraguai, onde há menos burocracia, menos impostos e mais segurança para empreender.
Precisamos parar de punir quem produz, gera empregos e movimenta a economia. Nenhum país prosperou dificultando a vida de quem trabalha.
O Brasil precisa incentivar a liberdade, o empreendedorismo e a geração de oportunidades. É assim que se constrói um país mais rico e com mais qualidade de vida para todos.


