Paranaguá, no litoral do Paraná, está entre as 30 cidades mais violentas do país. É o que mostra o Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira (26).
O estudo, realizado anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela que o município paranaense registra taxa de 50,7 assassinatos estimados por 100 mil habitantes — 76 homicídios estimados no total.
Já Curitiba é uma das mais seguras, entre as três capitais com os menores indicadores, com 13,2 homicídios para cada 100 mil habitantes, ou 242 estimados no total.
De acordo com o levantamento, em 2024 o Brasil chegou a 42.590 homicídios e uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, queda de 6,9% no número absoluto de mortes e de 7,4% na taxa em relação ao ano anterior.
Entre 2014 e 2024, o indicador segue em queda. Enquanto a taxa nacional caiu 33,4%, o número de homicídios baixou 29,6%. Nos últimos cinco anos, entre 2019 e 2024, a queda foi de 8,6% na taxa e de 6,4% no total de vítimas. Esses números confirmam a tendência de redução da violência letal no país, ainda que por razões diferentes entre os estados.
As maiores taxas de homicídio em 2024 foram registradas no Amapá (45,7), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Na outra ponta, os menores níveis foram registrados em São Paulo (6,6), Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2).
Entre os municípios, 194 registraram taxas inferiores à referência nacional de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. Entre os 20 mais violentos, 17 estavam no Nordeste, dois no Norte e um no Centro-Oeste.
No topo da lista apareceram Maranguape (CE), com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes; Jequié (BA), com 79,4; Maracanaú (CE), com 74,1; Itapipoca (CE), com 74,0, e Caucaia (CE), com 72,9. A Bahia sozinha respondeu por dez municípios entre os 20 de maior taxa, enquanto o Ceará contribuiu com cinco.
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Em 2024, o Paraná registrou 19,5 assassinatos por 100 mil habitantes, queda de 2,5% na comparação com o ano anterior — 2.305 estimados no total. Com 149.819 habitantes, Paranaguá foi o 26º município do país com o indicador mais alto, de acordo com o Atlas: 50,7 homicídios por 100 mil habitantes, ou 76 estimados no total.
Outras cidades paranaenses também apresentaram índices elevados:
- Sarandi: 35,8 homicídios por 100 mil habitantes (45 estimados no total);
- Almirante Tamandaré: 35,3 homicídios por 100 mil habitantes (44 estimados no total);
- Ponta Grossa: 31,4 homicídios por 100 mil habitantes (117 estimados no total).
Curitiba entrou na lista das capitais com os menores índices, com 13,2 assassinatos por 100 mil habitantes (242 estimados no total), atrás de Florianópolis (9,7) e Distrito Federal (10,9), e à frente de Goiânia (14,7) e São Paulo (15,3).
As 20 cidades com mais de 100 mil habitantes e menores taxas estavam concentradas no Sudeste e no Sul — 15 municípios do Sudeste e cinco do Sul. Jaraguá do Sul (SC), com taxa de 2,0 homicídios por 100 mil habitantes; Brusque (SC), com 2,6; Santa Bárbara d’Oeste (SP), com 3,2; Lavras (MG), com 3,6, e Bragança Paulista (SP), com 3,8, foram os que registraram os menores índices.
A reportagem da Gazeta do Povo solicitou posicionamento à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), mas não obteve resposta até a publicação.
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