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Andrés Sanchez é expulso do Corinthians por uso irregular de cartão corporativo

Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou expulsão de Andrés Sanchez do quadro de sócios após investigação sobre uso de cartão corporativo para despesas pessoais. Ex-presidente também é alvo de apuração do Ministério Público

© Agência COrinthians


26/05/2026 11:00 ‧
há 59 minutos
por Folhapress

Esporte


Corinthians

(FOLHAPRESS) – O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou nesta segunda-feira (26), em reunião no Parque São Jorge, a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro de sócios do clube por uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais.

 

Dos 167 conselheiros presentes, 112 votaram a favor da expulsão, enquanto 49 se posicionaram contra. Também houve seis abstenções.

A decisão seguiu o parecer da Comissão de Ética do clube, elaborado pelo presidente em exercício do órgão, Leonardo Pantaleão, que recomendou a exclusão de Andrés do quadro associativo.

Com a aprovação, o ex-dirigente será formalmente notificado para que a medida passe a ter efeito.

Segundo Pantaleão, a punição não precisa ser submetida a uma assembleia-geral de sócios.

“Trata-se de um julgamento do colegiado. O Conselho tem autonomia e não há necessidade de assembleia-geral para essa finalidade”, afirmou.

O parecer da Comissão de Ética concluiu que Andrés Sanchez praticou “conduta incompatível com os deveres ético-institucionais previstos no estatuto do clube”, especialmente em relação ao uso de recursos corporativos e à prestação de contas.

A investigação interna aponta que o ex-presidente utilizou o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, período correspondente a parte de seu segundo mandato no clube.

Além do processo interno no Corinthians, Andrés também é investigado pelo Ministério Público pelos mesmos fatos.

Os valores questionados chegam a R$ 480,1 mil, já considerando correção monetária e juros.

Na defesa apresentada ao Conselho Deliberativo, Andrés alegou que não existia uma política interna específica para regulamentar o uso do cartão corporativo. O ex-dirigente também afirmou que parte das despesas estava ligada a compromissos institucionais, houve confusão entre gastos pessoais e corporativos e parte dos valores teria sido devolvida ao clube.

Por causa de medidas cautelares que o impedem de frequentar as dependências do Corinthians, Andrés não compareceu à reunião no Parque São Jorge. A defesa foi apresentada pelo advogado Alexandre Imbriani.

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Folhapress | 22:24 – 25/05/2026

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