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Como a cachaça de um alambique de Santa Catarina se tornou a melhor do Brasil?

A cachaça Bylaardt Extra Premium, produzida artesanalmente em Luiz Alves (SC), foi eleita a cachaça do ano em 2026 pela Cúpula da Cachaça. O reconhecimento coroa uma tradição familiar iniciada em 1943 e um projeto de envelhecimento em carvalho francês que já dura décadas.

Qual foi o prêmio conquistado pela cachaça catarinense?

A bebida Bylaardt Extra Premium alcançou o primeiro lugar no ranking nacional da Cúpula da Cachaça em maio de 2026. Este concurso é considerado o mais importante do setor no Brasil, funcionando como uma espécie de ‘Copa do Mundo’ do destilado nacional, reunindo especialistas e voto popular.

O que torna esse destilado tão especial em relação aos outros?

O grande diferencial é o tempo e o cuidado na produção. A versão premiada passa 18 anos envelhecendo em barris de carvalho francês novos. Esse longo período de maturação transforma a ‘pinga’ comum em uma bebida refinada, com aroma e sabor complexos, que pode ser comparada a whiskies de alta qualidade.

Como funciona o processo de escolha da melhor cachaça do país?

A avaliação é rigorosa e dividida em três fases. Primeiro, o público indica seus rótulos favoritos. Depois, um painel de especialistas (jornalistas e pesquisadores) filtra os finalistas. Na etapa final, os jurados provam as 50 melhores cachaças às cegas, sem saber a marca ou a origem, avaliando apenas cor, aroma, sabor e textura.

Qual é a história por trás do alambique Bylaardt?

A empresa foi fundada em 1943 por Wilibaldo Van Den Bylaardt, um descendente de holandeses, em Luiz Alves. No início, a produção era movida pela força da água e sem energia elétrica. Hoje, a terceira geração da família mantém a filosofia de priorizar o tempo da bebida e a produção artesanal limitada em vez da quantidade industrial.

Onde é possível conhecer e provar essa bebida premiada?

A experiência completa acontece no próprio alambique em Luiz Alves, no Vale do Itajaí, cidade conhecida como a capital catarinense da cachaça. Para quem não pode viajar, a marca comercializa cerca de 20 mil garrafas por ano, uma tiragem limitada que deve crescer conforme mais barris antigos cheguem ao ponto ideal.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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