Ao justificar a substituição do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo na chapa presidencial do Democracia Cristã (DC) ao Planalto, o presidente da sigla, João Caldas, comparou o novo pré-candidato, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, ao jogador de futebol Neymar. A declaração ocorreu durante entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (19).
“Você vai para uma Copa do Mundo e vai deixar o Neymar jogar ou vai deixar o Neymar no banco? Então nós temos, na nossa seleção, o Joaquim Barbosa que é o nosso Neymar. Então não tem nem o que se explicar”, afirmou. A declaração ocorre um dia após o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, colocar fim às incertezas e anunciar a convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026,
Ao falar de Rebelo, Caldas avaliou como insatisfatório o desempenho nas pesquisas eleitorais nos meses em que o ex-ministro foi considerado o pré-candidato do partido. O ex-aliado do presidente Lula (PT) disse que não foi informado e cogita acionar a Justiça em busca de uma decisão colegiada por meio de convenção partidária.
“O tempo que ele teve, oito meses de exposição na mídia, de entrevista, e as pesquisas – por exemplo-, a do Atlas[Intel] hoje – não pontua. Então o que é óbvio, o que é lógico, é a substituição. Todo partido faz isso, todas as pessoas que precisam tomar decisões tomam as decisões mais acertadas, e essa, para o partido, foi a mais acertada”, argumentou Caldas.
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Sobre a relação com Rebelo após o anúncio da troca e a possibilidade de judicialização, Caldas afirmou que, desde o início, a manutenção da pré-candidatura estava condicionada ao desempenho nas pesquisas e negou qualquer motivação pessoal, classificando a medida como apenas uma decisão política.
“O ministro Joaquim não para de receber ligações do Brasil e de fora do Brasil. Então nós temos a oportunidade de ter um grande brasileiro disposto e apto a disputar a Presidência da República”, completou.
Como a confirmação ainda é recente e não era cogitada até então, Joaquim Barbosa não aparece nas pesquisas de intenção de voto, deixando incerta a adesão do eleitorado ao nome. Para Caldas, a condição de ex-ministro do Supremo facilitaria a articulação por reformas na Corte.


