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Ministro confirma que PT usará relação entre Flávio e Vorcaro na campanha eleitoral

O ministro José Guimarães (PT-CE), das Relações Institucionais, confirmou que o PT usará a suposta relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, na campanha eleitoral à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido de dinheiro de Flávio a Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), revelado na semana passada pelo site The Intercept Brasil, será um dos principais temas que o partido abordará na campanha para evitar qualquer tipo de tentativa de colar o escândalo do Master a Lula. Segundo a apuração, Flávio Bolsonaro cobrou R$ 134 milhões de Vorcaro, dos quais R$ 61 milhões foram efetivamente pagos.

“O que não queremos é que culpas que não são do governo caiam no nosso colo, como o caso do Banco Master. Não se pode sustentar uma candidatura com mentiras”, afirmou Guimarães em entrevista à Folha de S. Paulo publicada nesta terça-feira (19).

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Ainda nesta manhã, Flávio Bolsonaro se reunirá com a cúpula do PL para discutir como fica a pré-candidatura à presidência da República após o vazamento dos áudios e explicar como era exatamente sua relação com o banqueiro responsável pelo que já é tratado como o maior escândalo financeiro da história do país. Uma entidade que reúne policiais federais estima um rombo de R$ 500 bilhões.

A isso se somam as diferentes versões que vêm sendo dadas por Flávio, seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outro aliados, como o deputado federal Mario Frias (PL-SP), para explicar as apurações do The Intercept Brasil desde a semana passada.

“Defendemos o devido processo legal: quem fez paga a conta. O eleitor será mais criterioso e avaliará o caráter dos candidatos. A imagem do Flávio como ‘moderno e ético’ ruiu; o rei está nu e será difícil ele se vestir novamente”, completou Guimarães.

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Ainda no PT, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) inclua Flávio Bolsonaro e o pai no inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos Estados Unidos para articular sanções contra o Brasil durante o julgamento do ex-presidente no processo da suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Para ele, o dinheiro utilizado para financiar o filme pode ter servido “total ou parcialmente” para a “campanha internacional conduzida por Eduardo Bolsonaro no exterior contra o Estado brasileiro, suas autoridades constituídas, seu Poder Judiciário, sua soberania jurisdicional e seus setores produtivos”.

Lindbergh Farias pediu à Corte que determine uma série de medidas cautelares contra Flávio, como apreensão do passaporte, proibição de deixar o país, bloqueio de bens e valores vinculados ao projeto e a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático, com preservação de metadados e mensagens.

O pedido também enfatiza a necessidade de cooperação jurídica internacional com os Estados Unidos para rastrear fluxos financeiros, supostos pagamentos a lobistas e registros de reuniões de Eduardo em território americano.

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