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Ataque a tiros em mesquita nos EUA deixa três mortos

Três pessoas foram mortas em um ataque a tiros ocorrido nesta segunda-feira (18) no Centro Islâmico de San Diego, complexo que abriga a maior mesquita da cidade californiana e também uma escola.

Segundo informações da emissora CNN, o chefe de polícia local, Scott Wahl, disse que um dos mortos é um segurança que agiu como um “herói” e “salvou vidas”, ao ajudar a conter os autores dos disparos e evitar uma tragédia maior. Os outros dois mortos também são homens adultos, relatou Wahl.

Dois suspeitos, de 17 e 18 anos de idade, foram encontrados pouco depois em um carro perto do local do ataque, mortos por ferimentos autoinfligidos, de acordo com a polícia. O mais jovem foi identificado como Cain Clark, cuja mãe havia informado à polícia horas antes do ataque que o filho e seu carro haviam desaparecido, além de três armas.

As autoridades afirmaram que o ataque está sendo investigado como crime de ódio. Policiais disseram à CNN que uma carta de suicídio foi encontrada na casa dos pais de um dos suspeitos e a mensagem continha frases sobre “orgulho racial”. Além disso, “discursos de ódio” foram rabiscados em uma das armas usadas no ataque.

“Hoje, nossa cidade foi abalada por um ato violento de ódio no Centro Islâmico de San Diego e meu coração está com todas as pessoas afetadas por esta tragédia. Ninguém em nossa cidade deveria jamais ter que temer por sua segurança em um local de fé e aprendizado”, afirmou em comunicado o prefeito de San Diego, o democrata Todd Gloria.

O ataque ocorre em um momento em que a violência contra muçulmanos aumenta nos Estados Unidos. O Conselho de Relações Americano-Islâmicas registrou no ano passado 8.683 denúncias de discriminação antimuçulmana no país, o maior número de ocorrências desde que a entidade começou a coletar dados, em 1996.

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