Preocupação com segurança fez crescer a procura por organização patrimonial (Foto: Divulgação)
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O planejamento sucessório deixou de ser uma prática restrita a grandes fortunas e vem avançando entre famílias de classe média no Brasil. A preocupação com segurança patrimonial, prevenção de conflitos familiares e possíveis mudanças tributárias fez crescer a procura por testamentos, holdings familiares, doações em vida e estratégias de organização patrimonial.
Dados do Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF) mostram que o país registrou 38.740 testamentos em 2025, o maior número da série histórica. O volume representa crescimento acumulado de 21% nos últimos cinco anos. Apenas em relação a 2024, a alta foi de 1,7%. No Paraná, por exemplo, o número de testamentos cresceu 37,7% nos últimos cinco anos, passando de 2.532 atos em 2020 para 3.489 em 2025, também um recorde histórico.
O avanço indica uma mudança de comportamento das famílias brasileiras, causada principalmente pelo aumento da longevidade, pelo crescimento do empreendedorismo e pelas discussões envolvendo tributação sobre heranças e doações. Especialistas apontam que imóveis, pequenas empresas, aplicações financeiras e até ativos digitais passaram a motivar famílias a organizar a sucessão ainda em vida.
“O planejamento sucessório deixou de ser associado apenas a patrimônios milionários. Hoje, famílias de classe média entendem que organizar bens e definir regras sucessórias pode evitar disputas, proteger patrimônio e reduzir custos futuros”, afirma Philippe Enke Mathieu, CEO da GFX – Inteligência Financeira.
O crescimento também acompanha a digitalização dos serviços cartoriais. Atualmente, procedimentos como testamentos podem ser realizados pela plataforma e-Notariado, o que ampliou o acesso e simplificou processos antes vistos como burocráticos.
Além dos testamentos, o mercado observa aumento da procura por holdings familiares, seguros de vida com foco sucessório e previdência privada como ferramenta de transferência patrimonial. No caso das empresas familiares, cresce a busca por protocolos de governança e acordos societários capazes de garantir a continuidade dos negócios e reduzir conflitos entre herdeiros.
Mathieu ressalta que o brasileiro passou a enxergar o planejamento sucessório como uma ferramenta de organização familiar e financeira, e não apenas como uma discussão sobre morte ou herança. “O planejamento sucessório está incorporando novidades, como herança digital, gestão de criptomoedas, educação financeira para herdeiros e mediação familiar. A tendência é que o setor continue crescendo conforme aumenta a conscientização financeira”, afirma.
Confira 7 tendências apontadas pelo especialista que favorecem o crescimento do planejamento sucessório:
- Holdings familiares mais acessíveis
Antes concentradas em grandes patrimônios, as holdings passaram a ser utilizadas também por famílias com imóveis, pequenas empresas e investimentos financeiros. A estrutura facilita a administração dos bens, ajuda na sucessão e pode reduzir burocracias futuras.
- Aumento dos testamentos
O crescimento recorde de testamentos mostra uma mudança cultural importante no país. Cada vez mais brasileiros buscam definir previamente a divisão patrimonial para evitar disputas judiciais e garantir que suas vontades sejam respeitadas.
- Receio de mudanças tributárias
As discussões sobre possível aumento do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) fizeram muitas famílias anteciparem processos sucessórios. O tema ganhou força especialmente após debates ligados à reforma tributária.
- Crescimento das empresas familiares
Pequenas e médias empresas passaram a discutir sucessão de forma mais estratégica. A preocupação envolve continuidade do negócio, preparação de herdeiros e redução de conflitos societários no futuro.
- Popularização da educação financeira
O maior acesso à informação sobre investimentos, patrimônio e organização financeira aproximou a classe média do planejamento sucessório. “O tema deixou de ser visto como algo distante da realidade da maioria das famílias”, lembra o especialista.
- Inclusão dos ativos digitais
Criptomoedas, contas digitais, investimentos online e patrimônio virtual passaram a integrar o planejamento sucessório. Sem organização prévia, muitos desses ativos podem ser perdidos ou inacessíveis para os herdeiros.
- Crescimento dos inventários extrajudiciais
A possibilidade de resolver inventários diretamente em cartório tornou o processo mais rápido e menos burocrático. Isso ajudou a ampliar a procura por soluções preventivas e organização patrimonial em vida.
Sobre a GFX – Inteligência Financeira
A GFX – Inteligência Financeira é uma das maiores plataformas de consultoria financeira do Brasil, com uma rede de mais de 130 franquias. Com sede em Curitiba e atuação nacional, a empresa se apoia em sua metodologia própria, A Casa Financeira, para oferecer soluções integradas em áreas como seguros, investimentos, consórcios, crédito, benefícios, M&A e sucessão familiar e empresarial.
O modelo prepara seus franqueados e licenciados para um atendimento completo e estratégico, além de qualificá-los para conquistas internacionais, como o reconhecimento pelo MDRT.
A presença da GFX se estende por importantes centros econômicos e regionais em todo o país, solidificando sua capilaridade e compromisso com o mercado brasileiro. Atualmente, está presente em cidades como Curitiba, Brasília, Recife, Salvador, Londrina, Maringá, Balneário Camboriú, Blumenau, São Paulo, Joinville, Belo Horizonte e Passo Fundo.
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