O ex-ministro venezuelano e empresário colombiano Alex Saab, identificado como testa de ferro do ditador deposto da Venezuela Nicolás Maduro, compareceu nesta segunda-feira (18) a um tribunal federal de Miami, onde enfrenta acusações de lavagem de dinheiro após sua deportação para a Flórida.
Saab, de 54 anos, que já havia sido processado criminalmente nos EUA, foi acusado formalmente pelo Distrito Sul da Flórida de lavagem de dinheiro e conspiração para realizar transações financeiras, assim como por ocultar e disfarçar a origem dos fundos.
Conhecido por ser um aliado próximo a Maduro, ele já havia sido processado nos EUA por enriquecimento ilícito por meio de contratos governamentais e de atuar como suposto testa de ferro do ex-ditador venezuelano.
O regime chavista, atualmente comandado por Delcy Rodríguez, anunciou a deportação do criminoso por “cometer diversos crimes nos EUA”. Saab, que chegou a Miami na noite de sábado pelo Aeroporto de Opa-locka, ficará detido sem direito a fiança até 24 de junho, declarou a juíza Marty Fulgueira Elfenbein durante a breve audiência.
O aliado de Maduro chegou a estar preso nos EUA por dois anos, entre 2021 e 2023, mas foi libertado pelo presidente Joe Biden em uma troca de prisioneiros – dias depois, o governo norte-americano ainda acrescentou que a soltura era parte de uma estratégia para conter a migração de venezuelanos para os EUA.
Saab havia sido preso em Cabo Verde em 2020 e posteriormente extraditado para os EUA, mas o julgamento nunca ocorreu.
A deportação de Saab faz parte de uma colaboração entre Washington e Caracas, desde a operação dos EUA que capturou Maduro em 3 de janeiro e o levou para Nova York, onde responde à justiça por tráfico de drogas.
VEJA TAMBÉM:


