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Por que não fazem uma CPI para mostrar tudo?

CPI pode dar transparência a todas as ligações de Vorcaro (Foto: Reprodução/Youtube/Esfera Brasil)

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Jair Bolsonaro, quando presidente, não pôde nomear o seu escolhido para chefe da Polícia Federal, Alexandre Ramagem. Foi proibido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e não nomeou. Fizeram um inquérito para apurar se o presidente interferia nas investigações do órgão. O inquérito achou zero. Tiraram o delegado, puseram outro para fazer outro inquérito. O segundo inquérito chegou ao mesmo resultado: Bolsonaro não interferiu em nada. Ponto.

E hoje, o que está acontecendo? Um delegado que prendeu o careca do INSS, que está investigando um roubo cruel e gigantesco de R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas idosos da Previdência, foi transferido para Minas Gerais sob a alegação de que ele estava com saudade das alterosas. O delegado se chama Guilherme Figueiredo Silva e estava também investigando o filho do presidente da República, o Fábio Luís, o Lulinha, e a suspeita de ser mediadora de tudo, Roberta Luchsinger.

O delegado perde o inquérito com um ano de investigação. Imagine tudo que já está armado na cabeça dele, avançando e sabendo de tudo? O deputado Carlos Gilberto (PL-PB) está pedindo à Procuradoria-Geral da República para saber o por quê. É preciso saber se não há interferência do presidente da República ou de alguém que quer agradá-lo e tira esse delegado que está investigando demais.

Não é um casinho qualquer. É um roubo cruel, crudelíssimo. Merecia, se tivesse pena de morte no Brasil, a pena máxima. Mas não tem.

Caso Master avançando

Aí a gente pensa em outra coisa também: no Toffoli, quando era relator do Master, não andava. Passou para o André Mendonça e está essa correria. Até o pai do Vorcaro já está preso, que era o sujeito que administrava as turmas daquele bando mafioso, que tinha a turma que quebrava os dentes de um jornalista, se precisasse, e tinha os meninos que mexiam na internet para atacar o Banco Central e defender o Master.

Bom, falei disso sem falar no Flávio ainda, porque os assuntos vão amadurecendo. O Datafolha mostrou que ainda não afetou nada porque o áudio saiu na quarta-feira e a pesquisa recolheu informações na terça e na quarta. Está o Flávio empatado com o Lula em 45% no segundo turno. E é bom a gente lembrar que o eleitor brasileiro parece que não acompanha muito os fatos, engole sapos. Até um sapo barbudo já engoliu. Depois do Mensalão, ainda reelegeu o Lula. E depois ainda reelegeu Dilma, depois da maior catástrofe no PIB brasileiro.

Agora a mídia anti-Bolsonaro, que estava quieta porque Bolsonaro estava fora do baralho e o filho parecia que ia ser presidente, viu a oportunidade de enfraquecer a candidatura e ao mesmo tempo aquecer a bilheteria do filme.

O Flávio escorregou nessa fraterna amizade com Vorcaro. Na hora em que todo mundo já sabia, ele devia se afastar, mas não se afastou. Ele tem que ser “mulher de César”: não basta ser honesto, tem que parecer ser honesto. De todos os erros que ele cometeu, nenhum foi mais grave do que esses erros que a gente já conhece aí: de R$ 129 milhões, de mesada, de receber Vorcaro… Está tudo aí. Por que não fazem uma CPI para mostrar tudo transparentemente? Aí trata todo mundo por igual.

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