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Novo do PR e SC criticam Zema por ataque a Flávio Bolsonaro

O diretório do Novo no Paraná criticou o pré-candidato à Presidência da República do partido, Romeu Zema (Novo-MG), após o ex-governador mineiro gravar um vídeo com cobranças ao também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesta quarta-feira (13), um áudio do filho do ex-presidente da República enviado a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi revelado com um suposto pedido de recursos para pagar um filme sobre a trajetória de Bolsonaro.

De acordo com a nota do Novo Paraná, o vídeo de Zema foi precipitado e “gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas”. No Paraná, o Novo e o PL firmaram uma aliança recentemente com a pré-candidatura ao Senado da dupla Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Filipe Barros (PL-PR), estabelecida com a filiação do senador Sergio Moro ao PL para a disputa do governo do estado. “Posicionamentos públicos dessa natureza devem observar alinhamento prévio com a convenção nacional do partido — o que não ocorreu neste caso”, disse o diretório paranaense.

O comunicado do Novo também reforça a manutenção da coligação entre os partidos no Paraná para as eleições de outubro. “A aliança entre PL e Novo no Paraná permanece sólida, fundamentada em diálogo, convergência de princípios e compromisso com resultados concretos para os paranaenses. Unidos pela oposição ao PT e ao ideário da esquerda, seguimos confiantes na força desse projeto para o estado”, completou.

No vídeo, Zema disse que o pedido de Flávio a Vorcaro é “imperdoável”. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, afirmou o presidenciável mineiro. Na quarta-feira (13), o site The Intercept Brasil divulgou mensagens e áudios entre Flávio e Vorcaro. No conteúdo, o senador pede dinheiro ao banqueiro para financiar o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro. 

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Dallagnol sai em defesa de Flávio e rebate Gleisi Hoffmann

O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol saiu em defesa do aliado Flávio Bolsonaro após ser cobrado por Gleisi Hoffmann, ex-ministra petista de Lula e pré-candidata ao Senado no Paraná. “A Gleisi quer saber onde estou. Estou aqui, pedindo a CPMI que o PT está travando”, respondeu.  

Para ele, o áudio de Flávio enviado para Vorcaro não aponta para nenhuma prática de crime. “Mostra patrocínio privado sem contrapartida. É o mesmo critério que a Lava Jato usou para não acusar Lula pelo filme da Odebrecht em 2009, quando Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa patrocinaram a cinebiografia do seu chefe e depois faturaram bilhões em contratos do PAC”, disse Dallagnol em resposta a Gleisi. 

“Tinha suspeita de contrapartida, mas não foi comprovada. O beneficiado era o seu chefe [Lula]. Você não perguntou onde estava ninguém. Não acusou de nada. Você falava que era perseguição”, completou.

Dallagnol defendeu a instalação da CPI no Congresso e a continuidade das investigações envolvendo o Banco Master. “Tem muito mais a investigar: ministros do STF patrocinados por Vorcaro pelo mundo afora, contratos milionários com o escritório do ministro Lewandowski e da esposa de Moraes, reuniões fora da agenda do presidente da República, aprovação do Cade para a compra do Master pelo BRB. Tudo isso exige resposta e transparência”, rebateu.

Novo de Santa Catarina também critica Romeu Zema

O presidente do Novo Santa Catarina, Kahlil Zattar, também criticou Zema pelas declarações contra Flávio Bolsonaro. “Não houve alinhamento prévio com o partido e consideramos que o vídeo foi divulgado de maneira precipitada e desnecessária pela equipe de comunicação de campanha”, disse.

O Novo também é aliado do PL em Santa Catarina. O ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo-SC) será candidato a vice-governador na chapa à reeleição de Jorginho Mello (PL-SC). Segundo Zattar, a parceria permanece “sólida” para as eleições. “Seguimos confiantes na continuidade desse projeto de união da direita para contribuir com o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou o presidente catarinense da sigla.

Ele ainda defendeu a continuidade das investigações relacionadas ao Banco Master e a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para apurar as ligações do banqueiro com políticos.

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