O governo federal lançou nesta terça-feira (12) o programa Brasil contra o Crime Organizado. Com investimento previsto de R$ 11 bilhões, a iniciativa foca em asfixiar o caixa de facções e reforçar a segurança em presídios, exigindo que estados interessados nos recursos adiram às novas regras.
De onde virão os R$ 11 bilhões anunciados para o plano?
O montante total é dividido em duas frentes: R$ 1,06 bilhão sairá diretamente do Orçamento da União para 2026. Os outros R$ 10 bilhões serão disponibilizados por meio de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esses recursos do banco são destinados aos estados que aceitarem as condições do programa para comprar equipamentos, reformar cadeias e investir em tecnologia.
O que significa a estratégia de asfixia financeira das facções?
Essa estratégia foca em ‘secar’ o dinheiro do crime. Em vez de apenas prender quem está na ponta, o governo quer identificar e neutralizar empresas, fundos e esquemas logísticos usados por milícias e facções para lavar dinheiro. Para isso, será criada uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em nível nacional, centralizando investigações sobre o patrimônio dos criminosos.
Quais mudanças acontecerão nos presídios estaduais?
O plano prevê que 138 presídios geridos pelos estados passem a seguir padrões rígidos, parecidos com os das penitenciárias federais. Isso inclui a instalação de bloqueadores de sinal de celular que realmente funcionem, novos scanners e raios-x, além de um isolamento mais severo das lideranças criminosas. O objetivo principal é interromper as ordens de crimes que hoje saem de dentro das celas.
Como o governo pretende melhorar a resolução de homicídios no Brasil?
Atualmente, apenas 36% dos assassinatos são esclarecidos no país. Para aumentar esse índice, o projeto vai investir no fortalecimento das polícias científicas. Isso inclui a compra de equipamentos modernos de DNA e a padronização dos bancos de dados entre os estados. A ideia é que, com perícias melhores e informações compartilhadas, seja mais fácil identificar e punir os culpados por mortes violentas.
Houve algum anúncio sobre o tráfico de armas e munições?
Sim, um dos eixos é focado em cercar o acesso de criminosos a armamentos pesados. O plano prevê o uso de drones, helicópteros e tecnologia de fronteira para monitorar rotas de tráfico. Também será fortalecida a Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas (Renarm), que integra os ministérios da Justiça, Defesa e Fazenda para fiscalizar desvios e rastrear a origem de munições e explosivos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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