O presidente americano, Donald Trump, negou nesta terça-feira (12) informações veiculadas pela imprensa dos EUA que apontaram que correligionários do Partido Republicano teriam lhe pedido para que não autorizasse uma operação militar em Cuba. Porém, disse que vai “conversar” com a ditadura castrista.
“Nenhum republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país falido e só caminha em uma direção: para baixo! Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu Trump na rede Truth Social, em referência à visita de três dias que fará esta semana a Pequim, onde se encontrará com o ditador Xi Jinping.
Mais cedo, o site The Hill, especializado em cobertura sobre a política americana, disse que senadores republicanos alertaram Trump para que os EUA não atacassem Cuba, alegando o perigo de “abrir outra frente militar” em um ano de eleições parlamentares de meio de mandato presidencial e que encontrar uma solução para a guerra no Irã “deveria ser a prioridade da nação e do governo”.
No final de janeiro, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.
Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários. Porém, em março, Trump permitiu entregas pontuais de petróleo russo.
Trump vinha afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã, e em abril, o jornal USA Today informou que o Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação na ilha.
Nesta semana, a emissora CNN informou que as forças americanas estão intensificando os voos militares na costa de Cuba para coletar informações, outro sinal de que uma operação estaria sendo planejada.
Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram sanções contra o conglomerado empresarial Gaesa, controlado pelos militares cubanos, seu diretor e a mineradora de economia mista Moa Nickel, o que levou a empresa canadense Sherritt a abandonar a joint venture que tinha com a estatal cubana Compañía General de Níquel.
VEJA TAMBÉM:


