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PF mira 71 alvos do crime organizado horas antes de pacote de Lula contra facções

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a Operação Força Integrada II em 16 estados do país, com foco no combate ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e atuação de facções criminosas.

A ofensiva ocorre poucas horas antes do lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, preparado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar responder ao avanço da criminalidade e ao desgaste político na área da segurança pública.

Ao todo, a operação busca cumprir 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão em estados como Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

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O plano “Brasil contra o Crime Organizado” que prevê um investimento bilionário na área de segurança pública aos estados que aderirem à proposta, novas regras e reforço operacional para enfrentar facções criminosas em todo o país. O pacote será regulamentado por decreto e por pelo menos quatro portarias, além de colocar em prática pontos do chamado PL Antifacção.

A segurança pública se tornou um dos temas de maior pressão sobre o Palácio do Planalto, diante do crescimento da preocupação popular com violência, tráfico e domínio territorial de facções.

Na Paraíba e em Minas Gerais, a Operação Trapiche concentra uma das maiores ofensivas do dia contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que o grupo era comandado por um homem preso no sistema penitenciário, mesmo recolhido atrás das grades.

Em Minas Gerais, as operações Paper Stone e Rota Andina miram uma estrutura de tráfico interestadual e internacional de drogas que utilizava “logística aérea sofisticada, empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultação patrimonial e movimentação de ativos ilícitos”. A Justiça autorizou o cumprimento de 22 mandados de prisão e o bloqueio patrimonial de aproximadamente R$ 98 milhões.

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No Rio Grande do Norte, a Operação Barba II tenta desmontar uma organização interestadual suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ofensiva inclui bloqueio e sequestro de bens móveis e imóveis avaliados em cerca de R$ 13 milhões.

Já no Paraná, a Operação Blue Sky II é um desdobramento de ações anteriores contra integrantes de uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas. Mandados são cumpridos em cidades do interior do estado para tentar prender integrantes do núcleo operacional do grupo.

No Ceará, a Operação Custos Legis investiga ameaças contra uma autoridade da segurança pública estadual. Além de mandado de prisão temporária, a Justiça autorizou quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados.

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No Espírito Santo, a Operação Alçapão mira a estrutura logística de armamentos de uma facção criminosa. A suspeita é de que imóveis em Cariacica eram utilizados para armazenar armas, munições e explosivos.

As ações também atingem grupos envolvidos em crimes como receptação de equipamentos da Caixa Econômica Federal, falsificação de documentos, migração ilegal, crimes ambientais e exploração de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.

Em diferentes estados, a PF também determinou bloqueios de contas, sequestro de veículos, imóveis e outros bens ligados aos investigados.

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