O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quinta-feira (7) que o debate sobre fim da escala 6×1 estaria “amadurecido” e negou que a discussão tenha surgido por causa das eleições. Em seu estado de origem, ele projetou a aprovação da proposta ainda neste mês.
“(O debate) não foi inventado por ser ano eleitoral. É uma pauta de muitos anos, que amadureceu e se transformou em uma grande discussão nacional. Estamos tratando disso com responsabilidade, ouvindo trabalhadores, setor produtivo e especialistas”, declarou em coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa da Paraíba transmitida pelo Youtube. Ele ainda previu uma possível “unanimidade” na votação.
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Motta viajou com o projeto Câmara pelo Brasil, que leva a primeira audiência pública dedicada ao tema da redução de jornada justamente ao domicílio eleitoral do presidente do legislativo federal. ministro do Trabalho e Emprego de Lula, Luiz Marinho, que também é um defensor da medida.
Uma das principais bandeiras de Lula para este ano eleitoral, a redução da jornada integra um “pacote de bondades” – medidas com forte apelo eleitoral lançadas pelo Planalto na tentativa de alavancar a candidatura do petista à reeleição.
Atualmente, a Constituição estabelece uma jornada de trabalho de até oito horas diárias e 44 horas semanais. A escala 6×1 permite descansos rotativos, desde que seja garantido ao menos um domingo de folga ao mês.


