O presidente Lula (PT) viajará a Washington para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro está previsto para ocorrer na quinta-feira (7), mas ainda não consta na agenda oficial do Planalto. Mesmo assim, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), confirmou a viagem e falou das expectativas.
“Toda a orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil-Estados Unidos. É um ganha-ganha, nós temos aqui mais de três mil, quase quatro mil empresas americanas no Brasil. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço. Agora é fortalecer esta parceria, derrubar também barreiras não tarifárias”, comentou Alckmin.
O último encontro entre os dois presidentes foi em outubro de 2025, na Malásia, durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Na ocasião, o petista pediu a suspensão das tarifas impostas ao Brasil enquanto os dois países negociavam. Cerca de um mês depois, Trump acatou o pedido, citando o “progresso inicial nas negociações com o governo do Brasil”.
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Agora, porém, a situação está envolta na recente tensão diplomática envolvendo a detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE).
O governo americano acusou o delegado Marcelo Ivo de Carvalho de utilizar o ICE para tentar driblar o rito formal de extradição e o expulsou do país. Lula, então, aplicou o princípio da reciprocidade para expulsar o agente americano Michael Myers.
O primeiro contato entre Lula e Trump foi em setembro de 2025, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump mencionou o contato entre os dois em seu discurso, dizendo que houve uma “química excelente” e que Lula aparentou ser “um cara muito legal”.


