VILLA NEWS

Gilmar Mendes não gostou dos fantoches do Zema

Fantoche levemente assemelhado a um ministro do STF (Foto: Reprodução do vídeo publicado por Romeu Zema)

Ouça este conteúdo

Xi, acho que a carapuça serviu. O quê? Você não ficou sabendo? É que o ministro mais sorridente, simpático e democrático do STF e, por que não?, do Brasil-sil-sil, Gilmar Mendes, quer que o igualmente sorridente, simpático e democrático ministro Alexandre de Moraes inclua o governador Romeu Zema no inquérito das fake news – o AI-5 dessa geração de autocratas envergonhados. Tudo por causa de um vídeo com fantoches.

ENTRE PARA A MINHA COMUNIDADE NO WHATSAPP!

Isso mesmo! Tudo porque Zema divulgou um videozinho com fantoches vagamente assemelhados a alguns ministros do STF. No vídeo, os ministros-fantoches tratam de assuntos nada republicanos, como grana recebida por debaixo dos panos, envolvimento de certos ministros com banqueiros picaretas, decisões mandrakes e blindagem institucional. Essas coisas que eu e você sabemos que acontecem, mas que não podem ser ditas em voz alta, muito menos em tom de humor e com fantoches, senão o Gilmar Mendes perde o controle e começa a gritar que é fake news, ataque à democracia e golpe.

Fica a dica

O caso me lembrou do saudoso Agildo Ribeiro e seus igualmente saudosos fantoches que tiravam sarro dos políticos da época, como Fernando Collor de Mello, Paulo Maluf, Brizola e Lula. Vocês talvez não se lembrem, mas naquela época ainda havia liberdade de expressão no Brasil e o texto era pesadíssimo. Explícito mesmo. E, por mais que uns poucos reclamassem, não havia nem clima para se pedir a censura dos bonecos. Tampouco se falava em ataque à democracia ou golpe. Era ataque à corrupção e ponto.

Aliás, Agildo Ribeiro contou em entrevista, se não me engano ao Jô, que os corruptos daquele tempo gostavam do quadro do programa “Cabaré do Barata”. Quando o fantoche do Paulo Maluf não aparecia, por exemplo, o próprio ligava para a emissora reclamando. Um tanto porque a impunidade era uma certeza e o corrupto não tinha medo dos bonecos. Outro tanto porque todos entendiam que a crítica bem-humorada aos poderosos, corruptos ou meramente ridículos fazia parte do jogo e era melhor, bem melhor, mil vezes melhor ter fama de corrupto do que ter fama de censor. Aliás, fica a dica.

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *