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Díaz-Canel diz que “povo” de Cuba “está pronto para lutar” contra os EUA

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou em entrevista à emissora russa RT, nesta sexta-feira (17), que a população da ilha está disposta a “pegar em armas” contra os Estados Unidos caso o presidente Donald Trump autorize uma operação militar para derrubar o regime comunista. A Casa Branca tem soltado nas últimas semanas falas que sugerem o interesse americano em intervir no país caribenho.

Ao ser indagado sobre essa hipótese, o líder do regime comunista cubano garantiu que há “um povo pronto para lutar” contra os EUA no país, apesar das diversas manifestações internas contra a ditadura castrista. Díaz-Canel afirmou que “milhões de cubanos” se mobilizariam para “salvar a revolução e defender o solo cubano” diante de uma eventual “agressão”. O ditador também ressaltou o que chamou de “força da união” do país como principal recurso diante de qualquer ofensiva externa.

Ao longo da entrevista concedida para a emissora, o ditador cubano evitou traçar paralelos com a situação da Venezuela.

As declarações de Díaz-Canel chegam em meio a uma escalada nas tensões entre seu regime e a Casa Branca. Ao longo desta semana, circularam relatos de que o Pentágono estaria elaborando planos para uma ação militar contra Havana. O ditador comunista já havia pedido anteriormente que a população cubana se mantivesse em alerta diante de um possível ataque dos EUA.

Na entrevista, ditador também voltou a responsabilizar o embargo americano pelas dificuldades enfrentadas por Cuba. De acordo com ele, apesar dos embargos, ilha avançou “embora não tenhamos alcançado tudo o que sonhamos e tudo o que desejamos”. Díaz-Canel aproveitou ainda para agradecer à Rússia por uma remessa de 100 mil toneladas de petróleo bruto enviada no final de março, encerrando um período de quase três meses sem esse tipo de importação por parte do regime, após o início do embargo energético imposto por Trump contra a ilha em janeiro.

Os Estados Unidos vêm cobrando de Cuba reformas econômicas profundas e argumentam que o modelo econômico de controle estatal adotado pela ilha fracassou. Conforme informações divulgadas em março, há um canal de diálogo inicial entre os dois lados, mas nenhum detalhe concreto sobre essas conversas foi revelado desde então.

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