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PF cumpre novas ordens de Moraes em inquérito sobre vazamentos na Receita

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira (1º), mais uma fase da Operação Exfil, em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes coordena investigações sobre o vazamento de dados de si próprio, de seus familiares e de outros magistrados da Corte, partindo de servidores da Receita Federal.

Nesta fase, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

As investigações começaram em 17 de fevereiro com uma nota atípica do Supremo. Nela, o órgão expõe os nomes dos servidores investigados, que foram alvo de afastamento imediato, busca e apreensão, uso de tornozeleira eletrônica e obrigação de recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana.

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Em meio à tensão entre Receita e STF, o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kleber Cabral, deu entrevistas criticando a operação. Ele chegou a dizer que seria mais seguro investigar facções criminosas do que os ministros. Logo após as falas, Moraes determinou que Cabral prestasse depoimento.

O Tribunal de Contas da União (TCU) também atua na apuração dos vazamentos, mas recebeu também, do Ministério Público, uma representação para averiguar eventuais excessos nos inquéritos conduzidos pelo Supremo. O chamado inquérito das fake news, no qual os servidores da Receita foram incluídos, já dura mais de sete anos e enfrenta críticas inclusive da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Dados obtidos pela Gazeta do Povo por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que, em 2025 e no início de 2026, os sistemas de segurança da Receita foram acionados 2.599 vezes, alertando superiores de que os servidores estariam acessando dados de pessoas politicamente expostas.

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