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Relatório da CPMI aponta participação de altos escalões que “encobriam assalto a aposentados”

Parecer do deputado Alfredo Gaspar tem mais de 4 mil páginas e pede indiciamento de 218 pessoas por participação no esquema. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

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Apuração em andamento

O ex-ministro Carlos Lupi, da Previdência Social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA) são quatro políticos entre as 218 pessoas que a CPMI do INSS pediu o indiciamento nesta sexta-feira (27), durante a última sessão marcada por fortes e acaloradas discussões entre parlamentares.

Os nomes deles constam no longo relatório de 4,3 mil páginas lido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que pontuou que altos escalões “encobriam assalto a aposentados” com a participação de parlamentares e de altos escalões no esquema que desviou mensalidades cobradas indevidamente de beneficiários do INSS.

“Ao longo de seus trabalhos, [a CPMI] identificou investigados que habitavam os altos andares do poder econômico e político. Um senador da República descrito pela Polícia Federal como liderança e sustentáculo do esquema. Ministros de estado que ora incentivavam e ora encobriam o assalto a aposentados. Presidentes do INSS e diretores de benefício cujos nomes aparecem em planilha de propina de operadores financeiros”, disparou durante o início da leitura.

O relator, como já havia anunciado anteriormente, deixou de fora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A leitura do relatório, que seguirá ao longo do dia e pode se estender para uma sessão extra da CPMI no sábado (28), precisou ser feita após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar a prorrogação por 8 votos a 2, decidida na véspera contra a liminar deferida pelo ministro André Mendonça no começo da semana, que estenderia os trabalhos de investigação por mais 60 dias.

Ainda durante a leitura do relatório, Gaspar frisou que o esquema tinha participação também de deputados federais, servidores e dirigentes de entidades investigadas que “negociavam percentuais sobre o produto do crime, enquanto assinavam atos administrativos com aparência de plena regularidade”. Ele apontou que operadores movimentavam quase R$ 40 bilhões com o apoio de fintechs e empresas de fachada “por anos”.

Mais informações em instantes.

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