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Bolsonaro correu e ainda corre risco de morte, dizem médicos

Laudo do assistente técnico da defesa aponta para riscos concretos a Bolsonaro. Documento é utilizado para pedir prisão domiciliar humanitária. (Foto: Andre Borges/EFE)

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A equipe médica que assiste o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou, nesta sexta-feira (13), em coletiva de imprensa no hospital DF Star, em Brasília, que a intercorrência que motivou sua internação foi um evento que “quase o matou”. Os médicos manifestaram preocupação com o quadro clínico e voltaram a ressaltar a importância de o ex-presidente cumprir pena em prisão domiciliar.

“Nós já havíamos alertado nos relatórios [sobre a saúde de Bolsonaro]. Realmente, uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e, se não houver intervenção, o paciente pode evoluir ao óbito. O risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nestas circunstâncias”, disse o médico Claudio Birolini. Ele ponderou que, no momento, Bolsonaro encontra-se “estabilizado” e “consciente”.

Ainda de acordo com os médicos, Bolsonaro permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por tempo indeterminado. “Ele ficará o tempo que for necessário”, declarou o cardiologista Leandro Echenique. O médico explicou que os calafrios relatados seriam um fenômeno clínico conhecido como “bacteremia”, que indica a presença de infecção bacteriana na corrente sanguínea.

Os médicos ressaltaram que a presente pneumonia, a terceira, seria a mais forte de todas. Para o médico Brasil Caiado, a velocidade com que a infecção evoluiu foi “assustadora”. “Se um quadro começa às 2h e, às 8h, a tomografia já mostra tal grau de comprometimento dos pulmões, é uma situação que chama muita atenção”, afirmou Caiado.

O profissional ressaltou a importância da concessão do benefício de prisão domiciliar para o quadro de Bolsonaro. “É claro que determinados ambientes, do ponto de vista do desencadeamento e do agravamento de doenças, trazem certas complicações”, afirmou. “Em casa, tem-se uma alimentação muito mais adequada. Sabemos que a alimentação influencia no processo de refluxo. Com uma dieta controlada, sem dúvida nenhuma, o risco é menor”, concluiu.

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