Na última terça-feira (10), a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na casa do jornalista Luís Pablo, no Maranhão. A ordem, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, investiga suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino após denúncias sobre uso de veículos.
O que motivou a ação da Polícia Federal contra o jornalista?
A operação busca investigar o crime de ‘stalking’, que significa perseguição. O Supremo Tribunal Federal apura se o jornalista utilizou mecanismos estatais para identificar veículos usados pelo ministro Flávio Dino e seus familiares. A suspeita é que a divulgação dessas informações tenha exposto indevidamente a segurança da autoridade e de seus parentes.
Qual foi a denúncia publicada por Luís Pablo envolvendo Flávio Dino?
O jornalista publicou que Dino estaria utilizando um SUV blindado pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para fins pessoais e familiares. Segundo a reportagem, o combustível do veículo também seria pago com verba pública destinada à segurança de magistrados. Pablo afirmou que o STF só formalizou o pedido do carro após a repercussão da notícia.
Quais materiais foram apreendidos durante a diligência policial?
Os agentes da Polícia Federal estiveram na residência de Luís Pablo e apreenderam seus principais instrumentos de trabalho, como computadores e aparelhos celulares. O jornalista informou, por meio de nota, que aguarda o acesso total aos autos do processo, que tramita sob sigilo, para compreender os fundamentos da decisão e se defender adequadamente.
Como as entidades de classe reagiram ao caso?
A seccional da OAB no Maranhão demonstrou preocupação institucional. A Ordem destacou que a Constituição garante a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte. A entidade reforçou que medidas de busca contra comunicadores devem ser feitas com extrema cautela para não ferir o livre exercício da profissão nem os princípios do devido processo legal.
O inquérito faz parte da investigação das fake news no STF?
Embora relatórios iniciais ligassem o caso ao inquérito das fake news, o STF esclareceu que se trata de uma investigação específica solicitada pela Polícia Federal em dezembro de 2025. O processo estava inicialmente com o ministro Cristiano Zanin, mas foi redistribuído para Alexandre de Moraes em fevereiro de 2026 a pedido do próprio Zanin.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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