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Em coletiva com chanceler alemão, Trump critica aliados europeus e avalia cenários para o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, nesta terça-feira (3) na Casa Branca, ocasião na qual falaram sobre a situação do Irã e outros assuntos relacionados à agenda comum.

O líder americano fez duras críticas a aliados europeus durante a coletiva desta tarde. Uma das mais contundentes foi direcionada à Espanha, que proibiu as tropas americanas de usarem suas bases militares para a guerra com o Irã. Trump chegou a sugerir que imporá um embargo comercial ao país europeu devido à decisão.

O líder americano afirmou que “algumas nações europeias têm ajudado [na guerra], enquanto outras não”. Ele citou a Alemanha como uma das nações “amigas”.

Enquanto respondia perguntas de jornalistas, o presidente dos EUA disse pela primeira vez que o lançamento da operação militar contra o Irã ocorreu após indícios de que Teerã “atacaria primeiro”. Trump foi questionado pela imprensa se Israel havia pressionado Washington a iniciar a guerra e ele respondeu negativamente.

O mandatário republicano voltou a exaltar o poderio das Forças Armadas dos EUA, que, segundo ele, destruíram “as defesas aéreas, a Força Aérea, a Marinha e grande parte da liderança” do Irã durante os ataques iniciais.

No pouco espaço de tempo que teve para falar durante a coletiva, o chanceler alemão disse que seu governo está “em sintonia” com o presidente Trump em relação à derrubada do regime iraniano, mas pediu uma desescalada do conflito.

“Esperamos que esta guerra termine o mais rápido possível”, disse Merz. “Portanto, esperamos que os exércitos israelense e americano estejam fazendo o que é certo para pôr fim a isso e para que, de fato, um novo governo assuma o poder, trazendo de volta a paz e a liberdade”, prosseguiu.

Presidente minimiza chances de príncipe herdeiro assumir governo no Irã

Questionado sobre as perspectivas para uma futura liderança no Irã, Trump minimizou a possibilidade do príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi assumir o país, afirmando que preferia que alguém de dentro do Irã assumisse o comando.

“Algumas pessoas gostam dele, e não temos pensado muito nisso”, disse Trump. “Parece-me que alguém de dentro seria mais apropriado”, acrescentou.

O líder da Casa Branca avaliou que, embora “ele pareça uma pessoa muito simpática”, era mais provável a escolha de um candidato “popular”, “alguém que esteja lá [no Irã]”.

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