VILLA NEWS

Nem tudo é economia

Flávio Bolsonaro mantém tendência de crescimento na pesquisa AtlasIntel desde o anúncio de pré-candidatura à Presidência da República. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Ouça este conteúdo

“É a economia, estúpido!” A frase do assessor de Bill Clinton acabou se tornando uma daquelas “verdades” repetidas desde então. Mas será que ela é mesmo verdadeira? Não resta a menor dúvida de que a economia é um fator crucial em qualquer eleição, mas será que tudo se resume ao quadro econômico? Segundo pesquisa recente, certamente que não.

Whatsapp: entre no grupo e receba as colunas de Rodrigo Constantino

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta (26) indica que a corrupção e a criminalidade são os maiores problemas do país para os brasileiros. A empresa fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Quais são, na sua opinião, os maiores problemas do Brasil hoje em dia?”. Da lista apresentada, era possível selecionar até 3 opções. “Corrupção” foi um problema apontado em 54,3% das respostas, enquanto “criminalidade e tráfico de drogas” apareceu em 53,3%.

Bastante atrás das duas opções apareceram “economia e inflação”, com 19,2%; “violência contra a mulher/feminicídio”, com 16,4%; “extremismo e polarização política”, com 15,7%; “situação da saúde”, com 15,5%, e “situação da educação”, com 15,3%.

Flávio está com a faca e o queijo na mão para fazer uma campanha demolidora contra Lula, com base nos três principais itens de interesse nacional. Se a eleição for minimamente justa e o TSE for um árbitro imparcial desta vez, então as chances de vitória da direita são boas

Faz sentido, ainda mais em se tratando do Brasil. Para os americanos, a corrupção e a criminalidade não são problemas tão graves assim, então a economia realmente assume um papel muitas vezes predominante, em que pese temas como imigração ou aborto falarem mais alto em certas ocasiões. Mas no Brasil, onde o cidadão corre risco razoável de vida todo dia que sai de casa, e onde Brasília se transformou num antro de corrupção que drena os recursos do povo, há mais foco nessas áreas.

Até porque tudo isso impacta também a economia. Um país tão corrupto assim é um país onde fazer negócios se torna um martírio. A criminalidade afeta diretamente o dia a dia de todos, e ninguém aguenta mais se ver como refém da bandidagem.

A campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro vai focar no tema da segurança pública, e isso pode representar uma enorme vantagem em relação ao ser adversário. Lula, não custa lembrar, disse que o traficante é vítima do usuário, e toda a sua política de segurança parte da premissa esquerdista de que o bandido é uma “vítima da sociedade”. O eleitor, por outro lado, deseja alguém que vá endurecer com os criminosos. Há uma demanda crescente por uma espécie de Bukele brasileiro, e Flávio esteve em El Salvador para ver in loco como foi a política tão bem-sucedida que praticamente eliminou a criminalidade no país.

Já no tema de corrupção, o PT vai tentar nivelar todos por baixo, falando de “rachadinha”, mas o povo não é bobo e percebe como os escândalos voltaram com força durante o governo Lula. Na época de Bolsonaro, o país ficou basicamente 4 anos sem qualquer escândalo de corrupção, a ponto de seus oponentes terem de falar do “crime” de importunar uma baleia! Agora temos o caso do INSS, o escândalo do Banco Master, e tudo bem próximo do presidente. Lulinha, seu filho, já é alvo inclusive de delação no caso do INSS.

VEJA TAMBÉM:

E para a surpresa de ninguém, convenhamos. Lulinha já foi chamado de “Ronaldinho” do pai, o “fenômeno” dos negócios. De fato, saiu de monitor de zoológico para milionário que vendeu a Gamecorp para a Oi. Logo depois, seu pai alterou a Lei Geral de Telecomunicações para permitir que a mesma Oi comprasse a Brasil Telecom. Coincidência ou corrupção?

Enfim, nos dois principais tópicos, segundo a pesquisa, Flávio leva grande vantagem. E no terceiro também! Sim, a economia importa, e o povo tem sentido no bolso as consequências da má gestão do atual desgoverno. Os impostos só aumentam, ainda assim o rombo fiscal cresce, pressionando a taxa de juros, e isso tem levado a maior inadimplência. Toda vez que o brasileiro vai ao mercado sente que os indicadores oficiais de inflação mentem, pois a perda do poder de compra da moeda é evidente.

Flávio está com a faca e o queijo na mão para fazer uma campanha demolidora contra Lula, com base nos três principais itens de interesse nacional. Se a eleição for minimamente justa e o TSE for um árbitro imparcial desta vez, então as chances de vitória da direita são boas. Algumas pesquisas já mostram isso, e o PT estaria preocupado. Melhor assim: o Brasil precisa de uma guinada para endireitar aquilo que vem prejudicando tanto sua população sofrida.

Você pode se interessar

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *