A cúpula do Congresso Nacional sinaliza votar o veto ao “PL da Dosimetria” no início de março. Contudo, essa pauta depende de um acordo para travar a abertura da CPI do Banco Master. A medida é decisiva, pois reduz as penas de condenados por golpismo, o que beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse contexto, a oposição pressiona pela derrubada do veto de Lula. Por outro lado, o governo articula votos para mantê-lo, mas admite a dificuldade numérica no Parlamento.
Simultaneamente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tenta adiar a sessão conjunta para não ser obrigado a instalar a comissão de inquérito. O senador teme o avanço das investigações, visto que um aliado seu foi alvo da PF por operações suspeitas envolvendo o Banco Master. Além disso, líderes do Centrão buscam blindar o ministro Dias Toffoli de possíveis apurações. Caso o Congresso derrube o veto, o governo promete acionar o STF. Para o Planalto, a redução das penas é inconstitucional.
Viana anuncia recurso contra decisão de autorizar Vorcaro a não ir à CPMI
Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou nesta segunda-feira (23) que pretende recorrer contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou opcional a Daniel Vorcaro atender à convocação do colegiado. Viana criticou a decisão, proferida pelo ministro André Mendonça, e disse ter ficado surpreso com ela, porque seria constitucional que testemunhas tenham a obrigação de comparecer à CPMI.
“Hoje, nós teríamos que ter um esforço de todos os poderes, para que ele falasse. O que eu espero é que o STF colabore conosco, estamos aqui trabalhando pela população”, declarou Viana.
Investigação do escândalo do Master fez credibilidade do Brasil melhorar no exterior
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou nesta segunda (23) que a investigação do escândalo do Banco Master elevou a credibilidade do Brasil no exterior e reforçou a imagem de um país com instituições sólidas. Ele está acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na viagem oficial à Índia e à Coreia do Sul, onde acordos bilaterais foram assinados entre o final da semana passada e o início desta semana.
Questionado se empresários dos dois países demonstraram preocupação com o sistema financeiro brasileiro ou com possível envolvimento de agentes públicos no caso, Viana afirmou que a investigação teve efeito contrário. Para ele, o episódio “só faz crescer o respeito do Brasil”.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta terça-feira (24)
- DIREITA DEBATE FOCO DA MANIFESTAÇÃO EM 1º DE MARÇO;
- MORAES DÁ 48H PARA PM EXPLICAR VISITAS FORA DO HORÁRIO A TORRES;
- FIM DA ESCALA 6×1 PODE CUSTAR R$ 267 BI POR ANO ÀS EMPRESAS;
- PT APOSTA EM DEPUTADA EVANGÉLICA PARA REVERTER DESGASTE.
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