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Otan lança missão para reforçar presença no Ártico em meio a investidas da Rússia e China

Autoridades vinculadas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciaram nesta quarta-feira (11) o início de uma missão visando reforçar a presença no Ártico, chamada “Sentinela do Ártico” (Arctic Sentry, em inglês).

“Aproveitaremos a força da Otan para proteger nosso território e garantir que o Ártico e o Extremo Norte permaneçam seguros”, defendeu o general da Força Aérea americana Alexus G. Grynkewich, comandante máximo da aliança militar na Europa, ao anunciar a operação.

A organização aumentará o número de tropas no chamado “Cabo do Norte”, que inclui partes da Noruega, Suécia e Finlândia dentro do Círculo Polar Ártico. A missão tem por finalidade reforçar as capacidades militares e de vigilância na região disputada.

Fontes europeias detalharam à Reuters que a “Sentinela do Ártico” poderá envolver exercícios militares, envio de embarcações adicionais e meios aéreos para a região, incluindo drones.

Segundo o jornal The New York Times, A Otan deverá ainda intensificar o patrulhamento marítimo no Mar da Noruega e, posteriormente, nas vias navegáveis ​​entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido.

O Ministério da Defesa britânico antecipou nesta quarta que duplicará o número de efetivos militares mobilizados na Noruega para “enfrentar as ameaças russas”. O plano prevê um contingente de pelo menos dois mil soldados que serão destacados ao longo de três anos na região.

Os fuzileiros navais britânicos lideram a Força Conjunta Expedicionária (JEF, na sigla em inglês) no Ártico, que também integra países nórdicos e bálticos, mas não faz parte da Otan.

“O Ártico obviamente se tornou uma prioridade para a aliança, e a aliança está respondendo a essa demanda”, declarou o embaixador americano na Otan, Matthew Whitaker, a repórteres nesta terça-feira.

Uma autoridade europeia disse à Reuters, sob condição de anonimato, que a nova missão busca reforçar “ainda mais nossa dissuasão e defesa na região, particularmente à luz da atividade militar da Rússia e do crescente interesse da China no Extremo Norte”.

Para alguns analistas, o anúncio tem por objetivo secundário mostrar ao presidente Donald Trump que o Ártico é uma prioridade da organização, após a pressão do americano pelo controle da Groenlândia.

Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), desde o ano passado, a Rússia realizou pelo menos 33 manobras militares no Ártico e fez questão de exibir seus bombardeiros, caças e submarinos com capacidade nuclear modernizados.

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