{"id":661330,"date":"2026-11-08T06:44:37","date_gmt":"2026-11-08T10:44:37","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=661330"},"modified":"2026-11-08T06:44:37","modified_gmt":"2026-11-08T10:44:37","slug":"pesquisa-do-inmetro-reforca-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=661330","title":{"rendered":"Pesquisa do Inmetro refor\u00e7a combate ao com\u00e9rcio ilegal de madeira"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/villanews.com.br\/api\/imagem?url=https%3A%2F%2Fstatic.poder360.com.br%2Fuploads%2F2026%2F08%2Famazonia-floresta-manaus-1200x675.jpg&amp;ext=.jpg\" alt=\"Pesquisa do Inmetro refor\u00e7a combate ao com\u00e9rcio ilegal de madeira\" \/><\/p>\n<p>Pesquisa do Inmetro refor\u00e7a combate ao com\u00e9rcio ilegal de madeira<br \/>\nM\u00e9todo inovador desenvolvido pelo instituto ajuda a rastrear a assinatura qu\u00edmica das esp\u00e9cies<br \/>\nO Brasil \u00e9 o pa\u00eds com a maior biodiversidade do planeta. Entre os 17 pa\u00edses considerados megadiversos, ocupa o 1\u00ba lugar e abriga, segundo estimativas, de 15% a 20% de toda a diversidade biol\u00f3gica mundial. Grande parte dessa riqueza est\u00e1 nas nossas \u00e1rvores \u2013e na madeira que elas produzem.<br \/>\nA madeira \u00e9 um material extraordin\u00e1rio at\u00e9 em escala c\u00f3smica. Ouro, ferro e at\u00e9 diamantes existem fora da Terra. Madeira, at\u00e9 onde sabemos, n\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o conhecemos outro planeta onde \u00e1rvores tenham evolu\u00eddo. Cada peda\u00e7o de madeira que conhecemos foi produzido pela vida na Terra. E algumas madeiras s\u00e3o ainda mais raras. H\u00e1 \u00e1rvores que s\u00f3 existem naturalmente no Brasil. O pau-brasil (Paubrasilia echinata), por exemplo, \u00e9 uma esp\u00e9cie exclusivamente brasileira.<br \/>\nS\u00e9culos de explora\u00e7\u00e3o e perda de habitat contribu\u00edram para uma redu\u00e7\u00e3o estimada em mais de 80% de suas popula\u00e7\u00f5es nas \u00faltimas 3 gera\u00e7\u00f5es. Hoje, a esp\u00e9cie que deu nome ao pa\u00eds \u00e9 classificada como criticamente em perigo de extin\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOutras \u00e1rvores de enorme valor econ\u00f4mico tamb\u00e9m foram intensamente exploradas. O mogno (Swietenia macrophylla), uma das madeiras mais valiosas da Amaz\u00f4nia, sofreu explora\u00e7\u00e3o t\u00e3o intensa que levantamentos em \u00e1reas exploradas chegaram a registrar a retirada de 90% a 95% dos indiv\u00edduos adultos dispon\u00edveis.<br \/>\nO pau-rosa (Aniba rosaeodora), por sua vez, foi derrubado durante d\u00e9cadas para a obten\u00e7\u00e3o do \u00f3leo essencial rico em linalol utilizado pela ind\u00fastria de perfumes. A explora\u00e7\u00e3o levou ao esgotamento de estoques naturais acess\u00edveis em diferentes regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia.<br \/>\nQUAL ESP\u00c9CIE \u00c9 TRANSPORTADA?<br \/>\nQuando perdemos uma dessas \u00e1rvores, n\u00e3o perdemos s\u00f3 madeira. Perdemos uma combina\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria evolutiva, informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e diversidade qu\u00edmica que a natureza levou milh\u00f5es de anos para produzir.<br \/>\nA\u00ed, nos deparamos com um problema. Quando um caminh\u00e3o carregado de madeira \u00e9 parado numa rodovia, uma pergunta aparentemente simples pode decidir o rumo da fiscaliza\u00e7\u00e3o: que esp\u00e9cie est\u00e1 sendo transportada?<br \/>\nNo papel, pode haver um nome. Na carga, por\u00e9m, h\u00e1 toras ou t\u00e1buas sem folhas, flores ou frutos \u2014 caracter\u00edsticas que ajudam os bot\u00e2nicos a reconhecer uma \u00e1rvore. Esp\u00e9cies diferentes tamb\u00e9m podem parecer muito semelhantes a olho nu. E, quando a madeira j\u00e1 foi serrada ou processada, parte das caracter\u00edsticas usadas na identifica\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica pode se tornar mais dif\u00edcil de observar.<br \/>\nEsse \u00e9 um dos desafios conhecidos da fiscaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de madeira. Essa dificuldade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 t\u00e9cnica. Ela abre um enorme espa\u00e7o para fraudes.<br \/>\nEm opera\u00e7\u00f5es recentes no Brasil, agentes encontraram cargas com diverg\u00eancias entre as esp\u00e9cies ou volumes declarados e a madeira efetivamente transportada, al\u00e9m de documenta\u00e7\u00e3o ambiental falsa ou inexistente.<br \/>\nEm agosto de 2025, uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal apreendeu 2.043 m\u00b3 de madeira e apontou, entre as principais irregularidades, justamente diverg\u00eancias de esp\u00e9cie e volume. Em junho de 2026, outra opera\u00e7\u00e3o, no Par\u00e1, apreendeu 153 m\u00b3 de madeira transportada irregularmente.<br \/>\nO Brasil tem sistemas para controlar a origem e o transporte de produtos florestais. O DOF (Documento de Origem Florestal), por exemplo, \u00e9 uma documenta\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para o transporte e armazenamento de determinados produtos e subprodutos florestais nativos e registra informa\u00e7\u00f5es sobre sua proced\u00eancia.<br \/>\nO Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais) tamb\u00e9m foi criado para integrar informa\u00e7\u00f5es sobre a origem da madeira.<br \/>\nMas um documento n\u00e3o elimina a necessidade de verificar o material que est\u00e1 diante do fiscal. Um outro caso ocorrido, agora em outubro de 2026, no Maranh\u00e3o, mostra bem o problema: em uma carga de aproximadamente 100 m\u00b3 os policiais identificaram diferen\u00e7as entre a quantidade de madeira transportada e a informada nos documentos. Dentre as esp\u00e9cies de madeira observadas na carga, havia uma amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<br \/>\nINEDITISMO DO INMETRO<br \/>\nFoi diante desse cen\u00e1rio desafiador que desenvolvemos no Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise Org\u00e2nica, do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia do Brasil) e com parceiros de outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras, como o Servi\u00e7o Florestal Brasileiro, uma abordagem para diferenciar esp\u00e9cies de madeira com base nas suas composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. O estudo foi publicado em mar\u00e7o de 2026 na revista cient\u00edfica ACS Omega.<br \/>\nA ideia \u00e9 relativamente simples de explicar. Assim como uma impress\u00e3o digital ajuda a distinguir uma pessoa de outra, diferentes esp\u00e9cies de \u00e1rvores apresentam conjuntos caracter\u00edsticos de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, mol\u00e9culas org\u00e2nicas resultantes do metabolismo das \u00e1rvores. Esses conjuntos de mol\u00e9culas podem produzir uma esp\u00e9cie de \u201cassinatura qu\u00edmica\u201d da madeira. Estudos anteriores j\u00e1 demonstraram que esse princ\u00edpio pode ser usado na identifica\u00e7\u00e3o forense de madeiras protegidas.<br \/>\nPara ler essa assinatura, usamos uma t\u00e9cnica chamada espectrometria de massas, que \u00e9 uma t\u00e9cnica j\u00e1 amplamente utilizada em outros setores, como na ind\u00fastria farmac\u00eautica, de alimentos ou para an\u00e1lise de petr\u00f3leo, por exemplo.<br \/>\nEm nosso trabalho, analisamos as madeiras de mogno, cedro, andiroba e jatob\u00e1, esp\u00e9cies tropicais de import\u00e2ncia comercial. O mogno (Swietenia macrophylla) e o cedro do g\u00eanero Cedrela est\u00e3o sujeitos ao controle de com\u00e9rcio pela Cites (Conven\u00e7\u00e3o sobre o Com\u00e9rcio Internacional das Esp\u00e9cies da Fauna e da Flora Silvestres Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o). Trabalhamos com 60 amostras de cerne provenientes de diferentes localidades da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, obtidas a partir de cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas brasileiras, as importantes xilotecas.<br \/>\nEm nosso estudo, o modelo alcan\u00e7ou aproximadamente 95% de acerto na valida\u00e7\u00e3o cruzada. Em um teste cego com 12 amostras que n\u00e3o foram utilizadas para a constru\u00e7\u00e3o do modelo, conseguimos 100% de acerto para as 4 esp\u00e9cies analisadas no estudo.<br \/>\nIsso ainda n\u00e3o significa que hoje j\u00e1 seja poss\u00edvel colocar qualquer madeira brasileira no equipamento e descobrir automaticamente sua esp\u00e9cie. Nosso trabalho \u00e9 uma prova de conceito. Essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental.<br \/>\nO pr\u00f3ximo desafio \u00e9 ampliar a biblioteca com amostras de refer\u00eancia. Quanto maior o n\u00famero de esp\u00e9cies, indiv\u00edduos e origens geogr\u00e1ficas representados, melhor poderemos testar at\u00e9 onde o m\u00e9todo funciona.<br \/>\nO que muda com um equipamento compacto \u00e9 a possibilidade de aproximar a an\u00e1lise do lugar onde a decis\u00e3o precisa ser tomada.<br \/>\nO instrumento usado em nossa pesquisa n\u00e3o \u00e9 port\u00e1til como um aparelho de m\u00e3o. \u00c9 importante deixar isso claro. Mas \u00e9 menor e operacionalmente muito mais simples do que plataformas de espectrometria de massas de alta resolu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de custar cerca de s\u00f3 20% do valor do equipamento mais amplamente utilizado atualmente.<br \/>\nNosso estudo mostrou a possibilidade de uso dessa t\u00e9cnica com prepara\u00e7\u00e3o m\u00ednima de amostras, classifica\u00e7\u00e3o automatizada e um minuto de an\u00e1lise por amostra. O equipamento tamb\u00e9m n\u00e3o requer condi\u00e7\u00f5es laboratoriais t\u00e3o controladas.<br \/>\nO que abre caminho para testar futuramente a tecnologia em postos de fiscaliza\u00e7\u00e3o como portos, aeroportos, bases policiais ou at\u00e9 mesmo em laborat\u00f3rios m\u00f3veis.<br \/>\nEssa possibilidade \u00e9 relevante porque o com\u00e9rcio ilegal de madeira n\u00e3o termina na \u00e1rvore derrubada. Para chegar ao mercado, a madeira percorre cadeias de transporte, documenta\u00e7\u00e3o, armazenamento e venda.<br \/>\nE os crimes ambientais n\u00e3o existem necessariamente de forma isolada. O Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a aponta que extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, grilagem, garimpo e tr\u00e1fico de fauna podem compartilhar infraestrutura e log\u00edstica com outras atividades criminosas na Amaz\u00f4nia. Combater essas redes \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de capacidade do Estado de conhecer e controlar seu territ\u00f3rio.<br \/>\nH\u00e1 um dado recente que ajuda a colocar o problema em perspectiva. A taxa consolidada de desmatamento da Amaz\u00f4nia Legal foi de 5.731 km\u00b2 em 2025, uma redu\u00e7\u00e3o de 12,07% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<br \/>\nNo ciclo de agosto de 2025 a julho de 2026, os alertas do Deter tamb\u00e9m ca\u00edram 36%. S\u00e3o avan\u00e7os importantes, mas ainda distantes da meta de desmatamento zero que o Brasil almeja alcan\u00e7ar.<br \/>\nAo mesmo tempo, opera\u00e7\u00f5es realizadas em 2026 continuam encontrando madeira extra\u00edda ou transportada ilegalmente em diferentes pontos da Amaz\u00f4nia. A redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, portanto, n\u00e3o torna a fiscaliza\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria. Ao contr\u00e1rio: mostra por que capacidades institucionais que funcionam precisam ser mantidas e aperfei\u00e7oadas.<br \/>\nCi\u00eancia n\u00e3o protege uma floresta sozinha. Um espectr\u00f4metro n\u00e3o prende criminosos, n\u00e3o substitui fiscais e n\u00e3o corrige falhas de governan\u00e7a. Mas a ci\u00eancia produz algo sem o qual pol\u00edticas p\u00fablicas se tornam mais fr\u00e1geis: a evid\u00eancia cient\u00edfica.<br \/>\nSOBERANIA CIENT\u00cdFICA<br \/>\nE existe aqui tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o de soberania nacional. Afinal, ci\u00eancia \u00e9 soberania nacional.<br \/>\nDesenvolver no Brasil m\u00e9todos e bancos de refer\u00eancia capazes de analisar materiais relacionados \u00e0 nossa pr\u00f3pria biodiversidade significa ampliar a capacidade do pa\u00eds de produzir evid\u00eancias sobre seu patrim\u00f4nio natural.<br \/>\nO trabalho tamb\u00e9m evidenciou a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica entre institui\u00e7\u00f5es. A pesquisa contou ainda com parceiros da UnB (Universidade de Bras\u00edlia), do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia), do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi e da empresa Waters Technologies do Brasil. Ressalta-se a import\u00e2ncia do fomento dados pela Faperj (Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas Filho de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico).<br \/>\nQuando uma t\u00e1bua de madeira chega a um posto de fiscaliza\u00e7\u00e3o, ela j\u00e1 perdeu a copa, as folhas e quase toda a hist\u00f3ria vis\u00edvel da \u00e1rvore de onde veio. A qu\u00edmica, por\u00e9m, ainda \u00e9 testemunha dessa hist\u00f3ria. Aprender a ler essa informa\u00e7\u00e3o pode ajudar o Brasil a proteger melhor aquilo que \u00e9 seu.<br \/>\nEste texto foi publicado originalmente pela The Conversation, em 28 de outubro de 2026. O conte\u00fado \u00e9 livre para republica\u00e7\u00e3o, citada a fonte, e foi adaptado para o padr\u00e3o do Poder360.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/poder-sustentavel\/pesquisa-do-inmetro-reforca-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Poder360<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do Inmetro refor\u00e7a combate ao com\u00e9rcio ilegal de madeira M\u00e9todo inovador desenvolvido pelo instituto ajuda a rastrear a assinatura&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":661331,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[189],"tags":[],"class_list":["post-661330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/661330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=661330"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/661330\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/661331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=661330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=661330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=661330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}