{"id":655852,"date":"2026-08-18T06:00:00","date_gmt":"2026-08-18T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=655852"},"modified":"2026-08-18T06:00:00","modified_gmt":"2026-08-18T10:00:00","slug":"catolicismo-e-liberalismo-inimigos-ou-aliados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=655852","title":{"rendered":"Catolicismo e liberalismo: inimigos ou aliados?"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>O debate sobre a compatibilidade (ou incompatibilidade) entre o catolicismo e o liberalismo \u00e9 propenso a in\u00fameros mal-entendidos, a come\u00e7ar pelo pr\u00f3prio significado dos conceitos em discuss\u00e3o, especialmente este \u00faltimo. Nesse sentido, gostaria de contribuir para esse debate a partir de sua dimens\u00e3o especificamente pol\u00edtica ou constitucional, ou seja, aquela relacionada ao papel da autoridade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Para tanto, \u00e9 \u00fatil come\u00e7ar por compreender o liberalismo constitucional \u2014 como fez o jurista alem\u00e3o Ernst-Wolfgang B\u00f6ckenf\u00f6rde, entre outros \u2014 como uma ordem pol\u00edtica fundada na liberdade individual e destinada a conter o poder do Estado, limitando \u2014 ou mesmo neutralizando \u2014 certas \u00e1reas de tomada de decis\u00e3o. Isso \u00e9 alcan\u00e7ado principalmente por meio da separa\u00e7\u00e3o de poderes e do reconhecimento das liberdades fundamentais como esferas de autodetermina\u00e7\u00e3o que est\u00e3o isentas da jurisdi\u00e7\u00e3o das autoridades p\u00fablicas. Assim, o objetivo principal do liberalismo constitucional \u00e9 impedir que o Estado exer\u00e7a tutela sobre a vida social e permitir que cada pessoa molde o seu pr\u00f3prio destino.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, gostaria de abordar quatro pontos de tens\u00e3o que podem ser identificados entre o catolicismo e o liberalismo constitucional.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o papel do Estado no florescimento humano. Da perspectiva do liberalismo constitucional, o Estado desempenha um papel crucial, ainda que preciso e limitado. Esse papel pode ser resumido no que o fil\u00f3sofo John Finnis identificou como a fun\u00e7\u00e3o do governante, ou seja, servir ao bem comum, entendido como:<\/p>\n<p>\u201cum conjunto de condi\u00e7\u00f5es que permite aos membros de uma comunidade atingir objetivos razo\u00e1veis <em>para si pr\u00f3prios, ou realizar razoavelmente para si pr\u00f3prios<\/em> o valor (ou valores) pelo qual t\u00eam raz\u00e3o para colaborar uns com os outros (positivamente e\/ou negativamente) numa comunidade\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O Estado n\u00e3o pode alcan\u00e7ar diretamente o florescimento de seus cidad\u00e3os. Essa responsabilidade pertence a cada indiv\u00edduo por meio de suas pr\u00f3prias decis\u00f5es, visto que existem bens que s\u00f3 podem ser obtidos por meio da livre escolha pessoal<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O que a autoridade pol\u00edtica pode fazer \u00e9 adotar as decis\u00f5es necess\u00e1rias para resolver os diversos problemas de coordena\u00e7\u00e3o inerentes \u00e0 vida em sociedade, como requisito fundamental para alcan\u00e7ar o bem comum. Dessa forma, a autoridade p\u00fablica capacita cada cidad\u00e3o a assumir a responsabilidade por sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o (ciente, como Finnis tamb\u00e9m aponta, de que n\u00e3o existe um conjunto \u00fanico ou predeterminado de planos de vida razo\u00e1veis que os cidad\u00e3os possam escolher \u2014 e aos quais o Estado deva se esfor\u00e7ar para garantir seu comprometimento \u2014, mas sim uma possibilidade potencialmente ilimitada).<\/p>\n<p>Portanto, um liberal como Benjamin Constant alertou que a autoridade p\u00fablica n\u00e3o deveria presumir fazer-nos felizes: \u201cSupliquemos que se contenham dentro de seus limites, e que esses limites sejam os da justi\u00e7a: n\u00f3s nos encarregaremos de nos fazer felizes\u201d.<\/p>\n<p>Mas essa ideia de que o Estado est\u00e1 a servi\u00e7o do bem comum, que, para esse fim, deve resolver os problemas de coordena\u00e7\u00e3o que surgem da vida em sociedade, e que nada disso implica usurpar a responsabilidade de cada pessoa pela sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, de modo algum, estranha \u00e0 doutrina social do catolicismo. Podemos citar a recente enc\u00edclica <em>Magnifica Humanitas<\/em>, na qual o Papa Le\u00e3o XIV afirma:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 responsabilidade do Estado garantir a coes\u00e3o, a unidade e uma organiza\u00e7\u00e3o justa da sociedade civil, para que o bem comum possa ser verdadeiramente alcan\u00e7ado com a contribui\u00e7\u00e3o de todos. Isto significa, em particular, que o poder p\u00fablico tem a delicada tarefa de \u2018harmonizar com justi\u00e7a\u2019 os v\u00e1rios interesses em causa, procurando um equil\u00edbrio entre os bens particulares e os bens coletivos, sem deixar os mais vulner\u00e1veis\u201d (n. 63).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, e de forma consistente, o Papa recorda que a vis\u00e3o da Igreja sobre a pessoa humana pressup\u00f5e que \u201ctoda mulher e todo homem s\u00e3o chamados a ser protagonistas da sua pr\u00f3pria vida e a participar na constru\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d e que, por isso, \u201ca organiza\u00e7\u00e3o social deve respeitar e promover esta responsabilidade\u201d (n. 68). A tens\u00e3o, portanto, parece menos acentuada aqui do que se costuma supor. Claro que n\u00e3o se trata de ambas as doutrinas dizerem a mesma coisa, mas sim de reconhecer que nenhuma delas confia ao Estado a tarefa do florescimento humano.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, a condi\u00e7\u00e3o social dos seres humanos. Recentemente, argumentou-se que o liberalismo \u00e9 uma doutrina individualista segundo a qual &#8220;a liberdade est\u00e1 a servi\u00e7o de um bem individual que poderia ser buscado sem qualquer considera\u00e7\u00e3o pelo bem dos outros&#8221;, o que contrastaria com os ensinamentos da Igreja, que sempre considerou essa dimens\u00e3o como constitutiva da natureza humana.<\/p>\n<p>Contudo, ao contr\u00e1rio do que foi sugerido, algo semelhante poderia ser dito do pr\u00f3prio liberalismo constitucional, ao menos em algumas (certamente n\u00e3o em todas) de suas tradi\u00e7\u00f5es. A meu ver, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para deduzir, da concep\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e da fun\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico propostas pelo liberalismo constitucional, a nega\u00e7\u00e3o de que o desenvolvimento da pessoa dependa das rela\u00e7\u00f5es com os outros.<\/p>\n<p>Assim, por exemplo, Alexis de Tocqueville chegou a afirmar em <em>A Democracia na Am\u00e9rica<\/em>, precisamente ao discutir a arte da associa\u00e7\u00e3o, que &#8220;o esp\u00edrito humano se desenvolve apenas por meio da a\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de algumas pessoas sobre outras&#8221;. Mesmo \u2014 como apontou Fernando Sim\u00f3n Yarza \u2014, John Locke, um expoente indiscut\u00edvel do liberalismo constitucional, baseia a uni\u00e3o na sociedade, al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o da vida, da liberdade e da propriedade, numa inclina\u00e7\u00e3o natural para procurar a companhia de outros e, mesmo, no \u00abamor <em>e necessidade de Sociedade<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>A terceira tens\u00e3o diz respeito ao suposto ceticismo do liberalismo constitucional em rela\u00e7\u00e3o ao bem.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Ao contr\u00e1rio do catolicismo, o liberalismo constitucional n\u00e3o oferece uma vis\u00e3o substancial da pessoa humana e de sua realiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Isso n\u00e3o se refere \u00e0 amplitude de escolhas de vida razo\u00e1veis, mas sim \u00e0 nega\u00e7\u00e3o de quaisquer crit\u00e9rios para julgar uma ou outra como razo\u00e1vel. Nesse sentido, o liberalismo constitucional n\u00e3o se compromete com o tipo de vida que as pessoas escolhem, mas sim com o fato de que cada pessoa a escolhe e a vive por si mesma (ao que nos referimos no primeiro ponto). Portanto, sugere-se que o liberalismo seja &#8220;antiperfeccionista&#8221;, isto \u00e9, como aponta Alfredo Cruz, &#8220;renuncia \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de qualquer forma de boa vida&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que reside o principal ponto de disc\u00f3rdia, e \u00e9 importante distingui-lo cuidadosamente. Primeiro, parece-me que o antiperfeccionismo n\u00e3o \u00e9 um requisito do liberalismo constitucional, mas sim um princ\u00edpio adicional que pode (ou n\u00e3o) acompanh\u00e1-lo. De fato, como \u00e9 sabido, Joseph Raz prop\u00f4s um \u201cliberalismo perfeccionista\u201d, segundo o qual a autonomia s\u00f3 \u00e9 valiosa se exercida na busca do bem, e o governo pode promover modos de vida valiosos, ainda que por meios n\u00e3o coercitivos.<\/p>\n<p>Segundo, e decisivamente, negar ao Estado a dire\u00e7\u00e3o do florescimento humano n\u00e3o equivale a suspender o ju\u00edzo sobre o bem. Como Will Kymlicka observou acertadamente, muitos daqueles que negam esse poder \u00e0s autoridades p\u00fablicas s\u00e3o cognitivistas: sustentam que alguns modos de vida s\u00e3o valiosos e outros n\u00e3o, e que a liberdade s\u00f3 vale a pena se for usada para escolher os primeiros.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 se h\u00e1 algo a promover, mas quem deve faz\u00ea-lo: o Estado ou a sociedade. Assim, Kymlicka sugere que a discuss\u00e3o deve ser enquadrada \u201ccomo uma escolha, n\u00e3o entre perfeccionismo e neutralidade, mas entre perfeccionismo social e perfeccionismo estatal\u201d. E isto n\u00e3o implica qualquer ceticismo em rela\u00e7\u00e3o ao bem, mas sim aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua natureza: existem bens dos quais s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel participar se forem escolhidos livremente.<\/p>\n<p>Vale ressaltar, por\u00e9m, que o exposto acima n\u00e3o implica que as autoridades p\u00fablicas n\u00e3o devam se esfor\u00e7ar para erradicar certos v\u00edcios, uma vez que alguns deles amea\u00e7am o bem comum que o Estado, no \u00e2mbito do liberalismo constitucional, deve assegurar (por exemplo, a tend\u00eancia de apropriar-se da propriedade alheia; no que diz respeito a certas disposi\u00e7\u00f5es e condutas externas, nenhum Estado \u00e9 inteiramente neutro). Mas, como Finnis novamente aponta, \u201caqueles v\u00edcios de disposi\u00e7\u00e3o e conduta que <em>n\u00e3o<\/em> t\u00eam rela\u00e7\u00e3o significativa, direta ou indireta, com a justi\u00e7a e a paz n\u00e3o dizem respeito ao governo ou \u00e0 lei do Estado\u201d, esclarecendo que esta formula\u00e7\u00e3o, que representa a posi\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Tom\u00e1s, \u201c\u00e9 muito pr\u00f3xima daquela do \u2018princ\u00edpio sublime e simples\u2019 (\u2026) que aparece na obra de [o liberal] John Stuart Mill, <em>Sobre a Liberdade<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Um excelente exemplo disso \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o. Embora, de uma perspectiva cat\u00f3lica, possa-se argumentar que a liberdade de ensino n\u00e3o \u00e9 indiferente ao conte\u00fado moral e religioso da educa\u00e7\u00e3o, isso n\u00e3o significa que o Estado deva impor a educa\u00e7\u00e3o moral e religiosa cat\u00f3lica a todas as escolas e fam\u00edlias. Pelo contr\u00e1rio, a pr\u00f3pria Igreja afirmou que o direito dos pais de educar seus filhos \u00e9 fundamental e invocou o princ\u00edpio da subsidiariedade para rejeitar a absor\u00e7\u00e3o e a usurpa\u00e7\u00e3o dessa tarefa pelas autoridades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>A quarta tens\u00e3o surge quando, dentro da estrutura da ordem constitucional liberal, decis\u00f5es profundamente contr\u00e1rias \u00e0s cren\u00e7as da Igreja s\u00e3o permitidas, como a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n<p>Como uma vis\u00e3o cat\u00f3lica dos direitos humanos n\u00e3o \u00e9 implementada nem garantida de cima para baixo, surge a possibilidade de que tal conduta seja legitimada. Isso ocorre principalmente porque o consenso democr\u00e1tico \u00e9 a ferramenta institucional que o liberalismo constitucional defende para resolver disputas sobre as diversas vis\u00f5es morais que emergem em sociedades pluralistas.<\/p>\n<p>No entanto, a menos que a pluralidade de vis\u00f5es seja negada e se tente impor coercitivamente (despoticamente) a pr\u00f3pria vis\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 atalho institucional: a \u00fanica op\u00e7\u00e3o restante \u00e9 recorrer ao consenso social e pol\u00edtico para revogar tal legisla\u00e7\u00e3o. Como afirma Chantal Delsol, &#8220;o consenso \u00e9 a \u00fanica possibilidade que temos \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 diversidade em que nos encontramos&#8221;. Isso n\u00e3o implica negar a ideia central da lei natural, ou seja, a objetividade do bem, mas significa que tais afirma\u00e7\u00f5es devem ser argumentadas e justificadas.<\/p>\n<p>Como Delsol afirma novamente, no \u00e2mbito de uma sociedade pluralista, \u201ca necessidade de justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente e \u00e9 razo\u00e1vel esperar que isto impulsione uma redescoberta dos fundamentos da lei natural\u201d. De fato, \u201cse esta lei existe, \u00e9 a \u00fanica que pode ser reconhecida por indiv\u00edduos que agora est\u00e3o livres de todos os mandatos de cima\u201d.<\/p>\n<p>Tudo o que foi dito acima pode ser formulado, em termos mais gerais, retomando B\u00f6ckenf\u00f6rde e, desta vez, seu famoso <em>ditado<\/em> de que \u201co Estado liberal secularizado vive de pr\u00e9-requisitos que ele pr\u00f3prio n\u00e3o pode garantir\u201d. Em sua vis\u00e3o, \u201cesta \u00e9 a grande aventura que empreendeu em nome da liberdade\u201d. Se o Estado tentasse produzir esses pr\u00e9-requisitos diretamente, renunciaria ao seu car\u00e1ter liberal.<\/p>\n<p>Em vez disso, esses pr\u00e9-requisitos devem tomar forma em grupos humanos \u2014 fam\u00edlias, universidades, denomina\u00e7\u00f5es religiosas \u2014 que s\u00e3o, precisamente, organismos intermedi\u00e1rios n\u00e3o estatais.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 na iniciativa associativa livre e original que os pr\u00e9-requisitos culturais, morais e religiosos indispens\u00e1veis para o florescimento dos indiv\u00edduos devem ser cultivados<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, \u00e9 a isso que se refere o \u201cperfeccionismo social\u201d. Como aponta Kymlicka, \u201co outro lado da neutralidade estatal \u00e9 o apoio ao papel dos ideais perfeccionistas na sociedade civil\u201d.<\/p>\n<p>Aqui, ent\u00e3o, emerge uma afinidade que muitas vezes passa despercebida: tanto a tradi\u00e7\u00e3o do constitucionalismo liberal quanto a doutrina social da Igreja desconfiam da tentativa do Estado de substituir a iniciativa respons\u00e1vel dos indiv\u00edduos e dos \u00f3rg\u00e3os intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ambos compreendem, ainda que de maneiras diferentes, que o florescimento humano n\u00e3o pode ser produzido pelo poder pol\u00edtico. A discuss\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 entre aqueles que acreditam na verdade e no bem moral e aqueles que n\u00e3o acreditam. Trata-se de quem \u00e9 respons\u00e1vel por concretiz\u00e1-los. E essa n\u00e3o \u00e9 uma tarefa para o Estado.<\/p>\n<p><em><strong>Crist\u00f3bal Aguilera Medina<\/strong> \u00e9 doutor em Direito pela Universidade de Navarra, em Pamplona, Espanha; diretor de Pesquisa e professor de Direito Administrativo da Universidade Finis Terrae, em Santiago, Chile; e associado s\u00eanior da Mackenna Cruzat.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a92026 Revista Suroeste. Publicado com permiss\u00e3o. Original em espanhol: <a href=\"https:\/\/revistasuroeste.cl\/2026\/08\/04\/catolicismo-y-liberalismo\/\">Catolicismo y liberalismo<\/a><\/strong><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate sobre a compatibilidade (ou incompatibilidade) entre o catolicismo e o liberalismo \u00e9 propenso a in\u00fameros mal-entendidos, a come\u00e7ar&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":655853,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-655852","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/655852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=655852"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/655852\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/655853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=655852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=655852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=655852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}