{"id":655071,"date":"2026-08-17T18:31:16","date_gmt":"2026-08-17T22:31:16","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=655071"},"modified":"2026-08-17T18:31:16","modified_gmt":"2026-08-17T22:31:16","slug":"lula-quer-turbinar-defesa-depois-de-deixar-a-pasta-a-pao-e-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=655071","title":{"rendered":"Lula quer turbinar Defesa depois de deixar a pasta \u201ca p\u00e3o e \u00e1gua\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>A decis\u00e3o de colocar a<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/eleicoes\/2026\/programa-de-lula-embala-mais-do-mesmo-em-discurso-de-soberania\/\"> soberania no centro da estrat\u00e9gia eleitoral<\/a> levou o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) a voltar os olhos para a necessidade de ampliar os gastos com a Defesa Nacional.<\/p>\n<p>Durante o batismo da fragata <em>Cunha Moreira<\/em>, em Itaja\u00ed (SC), em julho, Lula defendeu que a<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/lula-defende-investimentos-forcas-armadas-ninguem-meter-o-nariz\/\"> pasta seja tratada como prioridade<\/a>, sob a justificativa de que o mundo est\u00e1 \u201ccheio de malucos\u201d e de que n\u00e3o quer ser \u201cpego de surpresa\u201d.<\/p>\n<p>Como sinais de instabilidade internacional, citou declara\u00e7\u00f5es de Donald Trump sobre a Groenl\u00e2ndia e o Canal do Panam\u00e1. O presidente afirmou ainda que o pa\u00eds precisa ampliar sua capacidade de dissuas\u00e3o e que \u201cdinheiro para colocar esse projeto em andamento\u201d far\u00e1 parte de seu programa de governo.<\/p>\n<p>Para especialistas da \u00e1rea, por\u00e9m, a declara\u00e7\u00e3o traduz uma contradi\u00e7\u00e3o com o hist\u00f3rico das gest\u00f5es petistas e suas trajet\u00f3rias de perda de capacidade de investimento das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>\u201cEle [Lula] descobrir agora que precisa valorizar a agenda de defesa \u00e9 a confiss\u00e3o, no m\u00ednimo, de um erro muito grave e, em mat\u00e9ria de defesa, erro \u00e9 pior do que um crime\u201d, afirma Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa no primeiro mandato de Lula.<\/p>\n<p>Para o ex-ministro, atual coordenador da campanha do candidato \u00e0 Presid\u00eancia Ronaldo Caiado (PSD), a declara\u00e7\u00e3o do presidente \u201cn\u00e3o demonstra autenticidade\u201d, mas responde a \u201cobjetivos eleitorais\u201d.<\/p>\n<p>Fabr\u00edcio Rebelo, pesquisador em Direito e Seguran\u00e7a P\u00fablica, avalia que o PT n\u00e3o pode se colocar agora como espectador do processo de sucateamento das For\u00e7as Armadas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA esquerda brasileira, especialmente setores ligados ao PT, historicamente mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o de antagonismo com as For\u00e7as Armadas, muitas vezes reduzindo a institui\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia do regime militar\u201d, diz.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, n\u00e3o s\u00e3o raros os momentos em que o tratamento da \u00e1rea, com sucessivos cortes de investimento, acabou revelando um verdadeiro revanchismo, \u201cuma tentativa de humilhar aqueles vistos como advers\u00e1rios hist\u00f3ricos\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>O mesmo entendimento \u00e9 observado internamente. Para o general Rocha Paiva, ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Ex\u00e9rcito (ECEME), o sucateamento e o descaso com a Defesa refletem uma vis\u00e3o que prioriza a ideologia em detrimento do interesse nacional.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia dos governos civis, acredita, foi enfraquecer o aparato de seguran\u00e7a do Estado. Assim, na vis\u00e3o do general, a recente promessa do governo Lula de investir na pasta \u00e9 tardia e funciona como \u201cmarketing pol\u00edtico\u201d, mas carece de um \u201cprojeto de futuro de na\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO discurso do Lula de fortalecer a Defesa \u00e9 vazio, no sentido de que n\u00e3o temos mais tempo para nos preparar\u201d, afirma. \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos nem programa de governo praticamente, qual o programa desse governo? E, se n\u00e3o tem programa de governo, vai ter projeto militar?\u201d<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Ind\u00fastria militar deu lugar ao sucateamento<\/h2>\n<p>A deteriora\u00e7\u00e3o do aparato, por\u00e9m, tem ra\u00edzes anteriores \u00e0 redemocratiza\u00e7\u00e3o. Durante os governos militares, o Brasil ampliou sua estrutura de Defesa e construiu uma ind\u00fastria b\u00e9lica que chegou a ter peso relevante no mercado internacional. Engesa, Avibras e Embraer desenvolveram blindados, foguetes, m\u00edsseis e aeronaves que foram vendidos ao exterior.<\/p>\n<p>Para o general Rocha Paiva, mesmo o regime militar n\u00e3o conseguiu transformar a capacidade industrial \u2013 que teve seu auge entre a metade dos anos 1970 e o in\u00edcio dos anos 1990, segundo estudo do Ipea \u2013 em uma pol\u00edtica permanente de reaparelhamento das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o conseguimos fazer um projeto de desenvolvimento das For\u00e7as Armadas do jeito que o pa\u00eds precisava&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), mostram que os or\u00e7amentos militares da Am\u00e9rica do Sul cresceram rapidamente nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, at\u00e9 atingir um pico regional em 1977. Depois disso, a tend\u00eancia ficou mais irregular.<\/p>\n<p>No Brasil, a deteriora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica teve impacto decisivo entre 1989 e 1992, in\u00edcio da redemocratiza\u00e7\u00e3o, quando o gasto militar brasileiro praticamente caiu pela metade, em meio \u00e0 hiperinfla\u00e7\u00e3o e \u00e0 crise da d\u00edvida. Na s\u00e9rie do SIPRI sobre a parcela do PIB destinada \u00e0 \u00e1rea, o Brasil gastava 2,1% em 1988 e 2,7% em 1989, mas caiu para 1,5% em 1992.<\/p>\n<p>O percentual voltou a alcan\u00e7ar 2% em 1994, mas n\u00e3o se manteve nesse patamar: em 2002, estava em 1,9%. Neste intervalo, no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a restri\u00e7\u00e3o chegou, segundo Aldo Rebelo, a comprometer at\u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o dos soldados.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s chegamos a conviver com licen\u00e7a da tropa para fazer suas refei\u00e7\u00f5es em casa, porque n\u00e3o t\u00ednhamos os recursos necess\u00e1rios para o rancho\u201d, afirma.\u00a0<\/p>\n<p>Aldo classifica as gest\u00f5es de FHC e os mandatos anteriores de Lula como per\u00edodos marcados por um \u201clapso de quase que indiferen\u00e7a\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Defesa, com exce\u00e7\u00e3o, segundo ele, do governo Jos\u00e9 Sarney, quando foram criados o projeto FT-90 e o Calha Norte.<\/p>\n<h2>Lula nunca foi nacionalista, diz Aldo<\/h2>\n<p>Ao assumir o Minist\u00e9rio da Defesa, no primeiro governo Lula, Rebelo tentou reverter parte desse quadro. Ele acelerou a coopera\u00e7\u00e3o com os suecos para o projeto dos ca\u00e7as Gripen e deu prosseguimento ao cargueiro KC-390, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de fragatas e \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de um navio multiprop\u00f3sito.<\/p>\n<p>No entanto, para o ex-ministro, os projetos de Defesa continuaram esbarrando na falta de previsibilidade. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o de or\u00e7amento, mas n\u00e3o \u00e9 de hoje. Voc\u00ea n\u00e3o constr\u00f3i For\u00e7as Armadas com or\u00e7amento do dia para a noite. Voc\u00ea tem que programar no longo prazo.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, quando esteve \u00e0 frente da pasta, tentou estabelecer um piso para o or\u00e7amento da Defesa, mas n\u00e3o conseguiu. \u201cEu ainda tentei estabelecer um limite m\u00ednimo de 2% do PIB para o or\u00e7amento de defesa, mas n\u00e3o obtivemos na \u00e9poca o \u00eaxito para que isso fosse adotado&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;E o presidente Lula, porque nunca foi nacionalista, porque nunca valorizou essa quest\u00e3o nacional, sempre foi um homem muito pragm\u00e1tico, a mentalidade do sindicalista que luta por conquistas imediatas em negocia\u00e7\u00f5es a cada ano. Ent\u00e3o, ele nunca percebeu a agenda de defesa como uma coisa importante&#8221;, explicou.\u00a0<\/p>\n<h2>Investimento \u00e9 comprometido por despesas e pessoal <\/h2>\n<p>Embora o or\u00e7amento da pasta tenha crescido em termos nominais, de R$ 81,9 bilh\u00f5es em 2015 para R$ 132 bilh\u00f5es em 2025, Alcides Vaz, professor do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UnB, explica que os gastos &#8220;mantiveram-se em um patamar de 1,5%, enquanto as For\u00e7as Armadas sustentam a necessidade de ao menos 2% a 2,5% para corrigir o d\u00e9ficit operacional&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cA sociedade brasileira \u00e9 bastante afastada do setor de defesa&#8221;, afirma. &#8220;As pessoas acham que o Brasil n\u00e3o tem inimigos, ent\u00e3o, para que gastar com For\u00e7as Armadas quando h\u00e1 necessidades na sa\u00fade, na educa\u00e7\u00e3o? Isso atinge tamb\u00e9m o Congresso&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Assim, do or\u00e7amento total da Defesa, os recursos destinados a investimentos essenciais para a soberania s\u00e3o a menor fra\u00e7\u00e3o, situando-se historicamente em torno de 10% do total dos gastos militares, afirma Alcides. A maior parte \u00e9 absorvida por despesas obrigat\u00f3rias, principalmente pessoal e encargos.<\/p>\n<p>Segundo o Observat\u00f3rio de Pessoal do Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o, os gastos com aposentados e pensionistas cresceram 21,4% entre 2020 e 2025, de R$ 50 bilh\u00f5es para R$ 60,7 bilh\u00f5es, enquanto a despesa com militares ativos avan\u00e7ou 9,2% no mesmo per\u00edodo, de R$ 30,6 bilh\u00f5es para R$ 33,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com isso, para cada R$ 1 gasto com militares na ativa, o governo j\u00e1 destinava R$ 1,82 aos inativos em 2025, ante R$ 1,63 em 2020.<\/p>\n<p>Segundo o Livro Branco de Defesa Nacional, os empenhos somaram R$ 12,3 bilh\u00f5es em 2014, em valores atualizados pelo IPCA, mas ca\u00edram para R$ 7,2 bilh\u00f5es em 2023, uma redu\u00e7\u00e3o de cerca de 41% em nove anos.<\/p>\n<p>Em 2024, o comandante do Ex\u00e9rcito alertou o Congresso sobre o atraso no projeto de artilharia antia\u00e9rea, cujo desembolso no ano anterior havia sido de apenas R$ 22 milh\u00f5es diante de um custo estimado de R$ 4 bilh\u00f5es. O Minist\u00e9rio da Defesa alegou restri\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2025, a pasta empenhou R$ 8,23 bilh\u00f5es em investimentos dentro das despesas discricion\u00e1rias, diante de uma dota\u00e7\u00e3o atualizada de R$ 8,41 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Projetos essencias est\u00e3o parados <\/h2>\n<p>A insufici\u00eancia de recursos se reflete na situa\u00e7\u00e3o dos principais programas que visam recuperar capacidades perdidas ou reduzir a depend\u00eancia tecnol\u00f3gica do exterior, mas que exigem investimentos cont\u00ednuos durante d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e3o os dos ca\u00e7as Gripen, do cargueiro KC-390, do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que inclui o submarino nuclear, e o Programa das Fragatas Classe Tamandar\u00e9.<\/p>\n<p>O Gripen, desenvolvido em parceria com a sueca Saab, prev\u00ea 36 aeronaves para a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira. O KC-390, da Embraer, foi concebido como cargueiro militar de nova gera\u00e7\u00e3o. Na Marinha, o Prosub prev\u00ea quatro submarinos convencionais e o desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro com propuls\u00e3o nuclear.<\/p>\n<p>J\u00e1 as Fragatas Classe Tamandar\u00e9 representam a tentativa de renovar a esquadra de superf\u00edcie. S\u00e3o projetos que avan\u00e7aram nos \u00faltimos anos, mas cuja execu\u00e7\u00e3o depende de cronogramas extensos e de recursos que precisam ser preservados mesmo em per\u00edodos de restri\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s aceleramos a coopera\u00e7\u00e3o com os suecos para o projeto dos ca\u00e7as Gripen, demos prosseguimento ao KC-390, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de fragatas e \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de um navio multiprop\u00f3sito\u201d, lembra Aldo Rebelo. Os projetos como o submarino nuclear e o programa espacial, por\u00e9m, continuam sujeitos \u00e0 quest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<h2>Falta escala, tecnologia e capacidade de dissuas\u00e3o  <\/h2>\n<p>O general Rocha Paiva tamb\u00e9m destaca as dificuldades de escala de produ\u00e7\u00e3o dos equipamentos. \u201cO Brasil tem m\u00edssil, tem um prot\u00f3tipo, mas n\u00e3o tem uma fabrica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o vende e, portanto, n\u00e3o tem estoque\u201d, diz.<\/p>\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, essa lacuna reduz justamente a capacidade de dissuas\u00e3o que Lula afirma querer fortalecer. \u201cN\u00e3o temos o or\u00e7amento necess\u00e1rio nem para dissuadir&#8221;, afirma. &#8220;N\u00e3o precisaria nem ser igual, bastaria ter ali um percentual [de equipamentos e armas] que fizesse o prov\u00e1vel oponente pensar duas vezes.\u201d<\/p>\n<p>A vulnerabilidade chegou a ser reconhecida, em tom de brincadeira, pelo pr\u00f3prio ministro da Defesa, Jos\u00e9 M\u00facio. Em 4 de agosto, durante evento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), ele afirmou que, se os Estados Unidos invadissem o Brasil, a estrat\u00e9gia seria \u201cabrir o port\u00e3o\u201d, porque o pa\u00eds n\u00e3o teria equipamentos para enfrentar o confronto nem recursos para reparar os danos.<\/p>\n<p>O resultado de d\u00e9cadas de atraso, segundo o general Rocha Paiva, n\u00e3o pode ser corrigido apenas com novos an\u00fancios de investimentos. Embora n\u00e3o veja amea\u00e7as no radar, preconiza:<\/p>\n<p>\u201cSe entrarmos em guerra agora, vai ser um desastre. N\u00e3o temos capacidade de dissuas\u00e3o. Se uma coaliz\u00e3o de pot\u00eancias quiser nos impor alguma coisa, ser\u00e1 ir para o sacrif\u00edcio para manter a honra nacional\u201d, conclui.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o de colocar a soberania no centro da estrat\u00e9gia eleitoral levou o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT)&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":655029,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-655071","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/655071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=655071"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/655071\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/655029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=655071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=655071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=655071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}