{"id":647442,"date":"2026-08-14T16:40:00","date_gmt":"2026-08-14T20:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=647442"},"modified":"2026-08-14T16:40:00","modified_gmt":"2026-08-14T20:40:00","slug":"operacoes-ampliam-pressao-contra-crime-organizado-na-politica-e-podem-impactar-corrida-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=647442","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00f5es ampliam press\u00e3o contra crime organizado na pol\u00edtica e podem impactar corrida eleitoral"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>Opera\u00e7\u00f5es contra o crime organizado no Rio de Janeiro revelam a aproxima\u00e7\u00e3o entre criminosos, interesses econ\u00f4micos e agentes p\u00fablicos. Alertas feitos por especialistas indicam que esse fen\u00f4meno pode se repetir pelo Brasil, o que aumenta a press\u00e3o sobre as institui\u00e7\u00f5es diante do avan\u00e7o das fac\u00e7\u00f5es e acende um alerta para a disputa eleitoral.<\/p>\n<p>Na sexta (14), a PF cumpriu mandados de busca e apreens\u00e3o em endere\u00e7os que seriam ligados ao ex-governador Cl\u00e1udio Castro (PL-RJ). O pol\u00edtico foi alvo da Pol\u00edcia Federal pela terceira vez em poucos meses em opera\u00e7\u00f5es distintas. A primeira foi a Compliance Zero, que investiga o caso Master, e agora, por duas vezes, <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/claudio-castro-alvo-pf-terceira-vez-operacao-mira-novas-fraudes-refit\/\">na Sem Refino, que investiga a comercializa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis e suspeitas de gest\u00e3o fraudulenta <\/a>e temer\u00e1ria, lavagem de dinheiro, sonega\u00e7\u00e3o fiscal, evas\u00e3o de divisas, manipula\u00e7\u00e3o de mercado e crimes contra a ordem econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e decorre das determina\u00e7\u00f5es da ADPF das Favelas. A liga\u00e7\u00e3o entre elas est\u00e1 no fato de que, em 2025, o STF ampliou o alcance da ADPF e determinou que a PF investigasse organiza\u00e7\u00f5es criminosas no Rio e suas poss\u00edveis conex\u00f5es com agentes p\u00fablicos.\u00a0Por isso, opera\u00e7\u00f5es como Unha e Carne e Sem Refino, quando apuram essas conex\u00f5es, passam a integrar esse contexto e algumas medidas s\u00e3o submetidas diretamente ao STF.\u00a0<\/p>\n<p>A defesa de Castro afirmou que o im\u00f3vel de Petr\u00f3polis alvo da a\u00e7\u00e3o da PF era alugado e que o contrato foi encerrado meses atr\u00e1s, ap\u00f3s o ex-governador deixar o cargo. Disse tamb\u00e9m desconhecer que Castro fosse alvo da opera\u00e7\u00e3o e afirmou que n\u00e3o houve busca na resid\u00eancia atualmente ocupada por ele. Castro j\u00e1 havia desistido de concorrer a uma vaga na chapa da direita ao Senado ao ser investigado na Compliance Zero.<\/p>\n<h2>Opera\u00e7\u00f5es atingem autoridades do RJ<\/h2>\n<p>Nos \u00faltimos meses, autoridades no estado do Rio de Janeiro foram alvo de opera\u00e7\u00f5es como a Sem Refino, da Compliance Zero e ainda da Unha e Carne, que pode indicar liga\u00e7\u00f5es com organiza\u00e7\u00f5es criminosas. Castro n\u00e3o foi alvo desta opera\u00e7\u00e3o, mas outros nomes p\u00fablicos figuram nela.<\/p>\n<p>Seis fases da Unha e Carne foram deflagradas para investigar o uso de postos de combust\u00edveis para lavagem de dinheiro com participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos e diferentes n\u00facleos de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c[\u00c9] um desafio que vai al\u00e9m da repress\u00e3o aos crimes financeiros. A suspeita \u00e9 que organiza\u00e7\u00f5es com grande capacidade econ\u00f4mica est\u00e3o construindo rela\u00e7\u00f5es dentro do Estado para proteger neg\u00f3cios, ampliar influ\u00eancia e dificultar mecanismos de controle\u201d, alerta o criminalista M\u00e1rcio Nunes.<\/p>\n<p>Isso aumenta a press\u00e3o sobre institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e partidos pol\u00edticos para demonstrar que estruturas criminosas n\u00e3o est\u00e3o encontrando, por meio de rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou econ\u00f4micas, caminhos para se infiltrar em decis\u00f5es do Estado.<\/p>\n<p>\u201cQuando se fala em crime organizado, se pensa em fac\u00e7\u00f5es, narcotr\u00e1fico. Mas, em todas essas opera\u00e7\u00f5es, a PF apura a atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es criminosas em diferentes \u00e1reas\u201d, alerta o cientista pol\u00edtico Gustavo Alves.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Unha e Carne apura rela\u00e7\u00f5es do crime organizado com a pol\u00edtica<\/h2>\n<p>Entre as opera\u00e7\u00f5es que mais chamam a aten\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro est\u00e1 a Unha e Carne, que pode ter repercuss\u00f5es em Bras\u00edlia e em outros cantos do pa\u00eds. Essa opera\u00e7\u00e3o apura a infiltra\u00e7\u00e3o do crime organizado em estruturas do poder, ampliando a press\u00e3o contra fac\u00e7\u00f5es, bicheiros e milicianos.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o levou \u00e0 pris\u00e3o o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (Uni\u00e3o), que pretendia se candidatar ao governo do estado em coaliz\u00e3o de direita. A defesa nega envolvimento com os fatos e afirma que ele n\u00e3o tem v\u00ednculo com organiza\u00e7\u00f5es criminosas. (Confira o posicionamento completo no fim da mat\u00e9ria.)<\/p>\n<p>O ex-prefeito de Belford Roxo M\u00e1rcio Canella (Uni\u00e3o), que era cotado para concorrer ao Senado em parceria com o PL, tamb\u00e9m virou alvo e sua candidatura foi descartada. As opera\u00e7\u00f5es desestabilizaram a estrat\u00e9gia eleitoral da direita no estado.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da opera\u00e7\u00e3o, Canella foi preso em flagrante por porte de fuzil. A defesa disse que a arma n\u00e3o era dele, mas de um policial que fazia sua seguran\u00e7a. Disse ainda que Canella segue confiando na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Supostas conex\u00f5es entre nomes p\u00fablicos e o Comando Vermelho, nomes ligados ao jogo do bicho e \u00e0 m\u00e1fia do cigarro passaram a ser exploradas na Unha e Carne. Uma lista com 20 nomes de pol\u00edticos foi encontrada com um bicheiro e pode implicar pol\u00edticos da esquerda, do centro e da direita.<\/p>\n<p>Analistas ouvidos pela <strong>Gazeta do Povo <\/strong>alertam que novas fases podem alcan\u00e7ar agentes pol\u00edticos de outros estados ou nomes da pol\u00edtica fluminense em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Segundo a PF, o grupo investigado \u00e9 suspeito de atuar no vazamento de informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, lavagem de dinheiro e fraudes com recursos p\u00fablicos, mas o caso n\u00e3o parece ser isolado e o <em>modus operandi<\/em> pode estar sendo replicado pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com as apura\u00e7\u00f5es, esse grupo espec\u00edfico\u00a0teria vazado informa\u00e7\u00f5es sigilosas sobre opera\u00e7\u00f5es policiais, uso de influ\u00eancia em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e no sistema de Justi\u00e7a para favorecer investigados, al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o de atividades il\u00edcitas ligadas ao tr\u00e1fico, dom\u00ednio de territ\u00f3rios, ao jogo do bicho, \u00e0 mil\u00edcia e ao contrabando de cigarros.<\/p>\n<p>O esquema recorria a empresas de fachada, postos de combust\u00edveis e laranjas para ocultar patrim\u00f4nio e lavar dinheiro. Documentos, planilhas e relat\u00f3rios apontam a exist\u00eancia de pagamentos peri\u00f3dicos de propina e de uma suposta rede de pol\u00edticos para garantir apoio institucional e dificultar a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos envolvidos.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Por que investiga\u00e7\u00f5es no Rio podem ter impacto nacional<\/h2>\n<p>Para Gustavo Alves, est\u00e1 cada vez mais claro o poder que as organiza\u00e7\u00f5es criminosas t\u00eam de influenciar decis\u00f5es do Estado, interferir em pol\u00edticas p\u00fablicas e utilizar estruturas oficiais para proteger seus interesses.<\/p>\n<p>&#8220;Quando uma investiga\u00e7\u00e3o revela poss\u00edveis conex\u00f5es entre fac\u00e7\u00f5es, agentes p\u00fablicos, lavagem de dinheiro e estruturas pol\u00edticas, ela deixa de ser uma a\u00e7\u00e3o policial e passa a ser uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a pr\u00f3pria capacidade do Estado de se proteger&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o estaria menos no territ\u00f3rio e mais no tipo de conex\u00e3o. O doutor em Direito e comentarista pol\u00edtico Luiz Augusto M\u00f3dolo lembra do alto custo das campanhas e da disputa por influ\u00eancia pol\u00edtica, o que pode criar ambientes vulner\u00e1veis \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o entre agentes p\u00fablicos e criminosos.<\/p>\n<p>Ele destaca a classifica\u00e7\u00e3o internacional do CV e PCC como terroristas pelo governo dos EUA. Isso aumentou a cobran\u00e7a para que o Brasil demonstre capacidade de enfrentar fac\u00e7\u00f5es e impedir o avan\u00e7o sobre o Estado.<\/p>\n<p>\u201cO maior risco \u00e9 que investiga\u00e7\u00f5es dessa dimens\u00e3o sejam utilizadas como instrumento de disputa pol\u00edtica e de puni\u00e7\u00f5es seletivas. O combate ao crime precisa atingir todos os envolvidos, independentemente de posi\u00e7\u00e3o ou grupo\u201d.<\/p>\n<p>Para o constitucionalista Andr\u00e9 Marsiglia, caso as suspeitas sejam confirmadas, as opera\u00e7\u00f5es v\u00e3o provocar mudan\u00e7as pol\u00edticas, nas alian\u00e7as partid\u00e1rias e ainda ampliar a press\u00e3o por mecanismos r\u00edgidos de controle sobre a administra\u00e7\u00e3o e os recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O impacto n\u00e3o estaria apenas nos nomes envolvidos, mas no modelo de atua\u00e7\u00e3o. \u201cQuando uma investiga\u00e7\u00e3o passa a examinar poss\u00edveis conex\u00f5es entre pol\u00edticos, criminosos, lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilegais, seus efeitos deixam de ser locais\u201d, alerta o investigador aposentado S\u00e9rgio Gomes.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Aumenta a press\u00e3o pelo enfrentamento das fac\u00e7\u00f5es na captura do Estado<\/h2>\n<p>Fontes a par das apura\u00e7\u00f5es alertam que a investiga\u00e7\u00e3o pode produzir efeitos em Bras\u00edlia e em diferentes estados, com a capacidade de indicar como organiza\u00e7\u00f5es criminosas ampliaram a influ\u00eancia al\u00e9m dos territ\u00f3rios dominados pelo tr\u00e1fico, alcan\u00e7ando setores da economia formal, da pol\u00edtica e da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Para Alves, o movimento elevou a press\u00e3o sobre institui\u00e7\u00f5es brasileiras para demonstrar a capacidade de enfrentar criminosos que constru\u00edram redes financeiras, pol\u00edticas e institucionais.<\/p>\n<p>Ele lembra que desdobramentos atingem lideran\u00e7as pol\u00edticas com destaque nacional e que nomes de peso na cena pol\u00edtica ainda podem vir \u00e0 tona, al\u00e9m de colocar candidaturas sob press\u00e3o, mobilizando decis\u00f5es das mais altas inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>M\u00f3dolo alerta que as opera\u00e7\u00f5es t\u00eam potencial para se transformar em um marco nacional ao provar que criminosos est\u00e3o ampliando influ\u00eancia dentro e fora do Estado.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>At\u00e9 onde as investiga\u00e7\u00f5es chegaram<\/h2>\n<p>A Unha e Carne surgiu da Opera\u00e7\u00e3o Zargun, que investigava o ent\u00e3o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o \u201cTH Joias\u201d, suspeito de utilizar o mercado de joias para movimenta\u00e7\u00f5es financeiras para fac\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n<p>A defesa rejeitou as acusa\u00e7\u00f5es e classificou as suspeitas como sem fundamento. Os advogados afirmaram que a investiga\u00e7\u00e3o reproduz quest\u00f5es apresentadas anteriormente e alegaram existir uma tentativa de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A banca negou liga\u00e7\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es criminosas e afirmou que ele n\u00e3o participou de vazamentos de informa\u00e7\u00f5es sigilosas.<\/p>\n<p>A base jur\u00eddica do STF, tamb\u00e9m nesta opera\u00e7\u00e3o, envolve a <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/ideias\/ativismo-judicial-enfraqueceu-o-estado-e-fortaleceu-o-crime-no-rio-de-janeiro\/\">ADPF das Favelas<\/a>.<\/p>\n<p>A PF passou a mapear uma poss\u00edvel estrutura envolvendo influ\u00eancia pol\u00edtica, economia ilegal e institucional. O ent\u00e3o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, j\u00e1 foi alvo sob suspeita de utilizar influ\u00eancia pol\u00edtica para obter informa\u00e7\u00f5es e repass\u00e1-las a pessoas ligadas ao esquema investigado.<\/p>\n<p>A defesa nega envolvimento com os fatos, afirma que ele n\u00e3o tem v\u00ednculo com organiza\u00e7\u00f5es criminosas e rejeita a acusa\u00e7\u00e3o de atua\u00e7\u00e3o para obstruir investiga\u00e7\u00f5es ou vazar informa\u00e7\u00f5es. Os advogados sustentam que h\u00e1 elementos nos autos que demonstram aus\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o de Bacellar com crimes apurados e que a trajet\u00f3ria pol\u00edtica dele \u00e9 marcada pelo enfrentamento ao crime organizado.<\/p>\n<p>Uma das fases da opera\u00e7\u00e3o apontou poss\u00edvel conex\u00e3o com o Judici\u00e1rio. O desembargador Mac\u00e1rio Ramos J\u00fadice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o, teve pris\u00e3o preventiva decretada. Ao STF, a defesa negou vazamentos de informa\u00e7\u00f5es, afirmou que a acusa\u00e7\u00e3o seria um \u201ccrime imposs\u00edvel\u201d e sustentou que n\u00e3o haveria elementos que comprovassem a pr\u00e1tica do ato investigado. A defesa tamb\u00e9m questionou suspeitas apresentadas e destacou que o desembargador ir\u00e1 demonstrar sua inoc\u00eancia no decorrer do processo.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, a terceira fase voltou a Bacellar, com suspeitas de continuidade das articula\u00e7\u00f5es. Em maio, a quarta fase ampliou o foco para desvios de recursos na educa\u00e7\u00e3o, levando \u00e0 pris\u00e3o do deputado estadual Thiago Rangel e de outros investigados. Houve ainda a apreens\u00e3o de documentos que, segundo a PF, indicariam estrutura de distribui\u00e7\u00e3o de cargos e pagamentos il\u00edcitos.<\/p>\n<p>A defesa de Rangel afirmou ainda que tem confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es e no devido processo legal e destacou que o parlamentar nega a pr\u00e1tica de qualquer il\u00edcito.<\/p>\n<h2>O crime, jogo do bicho e a lavagem de bilh\u00f5es<\/h2>\n<p>A quinta fase da Unha e Carne apontou conex\u00f5es entre CV, M\u00e1fia do Cigarro e bicheiros. Entre os alvos estavam um bicheiro, um empres\u00e1rio e um pastor. Eles negam envolvimento nos esquemas ilegais.<\/p>\n<p>\u201cUma rede assim representa impacto \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica e \u00e0 pol\u00edtica nacional. Agora \u00e9 esclarecer quem fazia parte e qual o n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o de cada envolvido\u201d, refor\u00e7a Gomes.<\/p>\n<p>Em julho, a sexta fase colocou foco na lavagem de dinheiro envolvendo postos de combust\u00edveis. Segundo a PF, o grupo movimentou R$ 7,6 bilh\u00f5es em 6 anos. Entre os alvos: M\u00e1rcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, presidente do Uni\u00e3o Brasil no Rio e que se colocava na \u00e9poca como candidato ao Senado. A defesa nega irregularidades e afirmou que segue confiando na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opera\u00e7\u00f5es contra o crime organizado no Rio de Janeiro revelam a aproxima\u00e7\u00e3o entre criminosos, interesses econ\u00f4micos e agentes p\u00fablicos. 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