{"id":636872,"date":"2026-08-11T17:26:26","date_gmt":"2026-08-11T21:26:26","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=636872"},"modified":"2026-08-11T17:26:26","modified_gmt":"2026-08-11T21:26:26","slug":"os-debates-entre-candidatos-ainda-afetam-o-resultado-das-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=636872","title":{"rendered":"Os debates entre candidatos ainda afetam o resultado das elei\u00e7\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>Uma elei\u00e7\u00e3o presidencial \u00e9 constru\u00edda com meses de acordos e alian\u00e7as, propaganda, economia, rejei\u00e7\u00e3o, milit\u00e2ncia e, sobretudo, com tudo aquilo que o eleitor acredita quando chega \u00e0 urna. Mas h\u00e1 momentos em que algumas horas diante das c\u00e2meras parecem capazes de embaralhar tudo isso \u2014 especialmente quando a disputa est\u00e1 apertada, e milh\u00f5es de indecisos ainda procuram uma raz\u00e3o para escolher um lado.<\/p>\n<p>S\u00e3o momentos como os debates eleitorais, uma das estrat\u00e9gias mais antigas das campanhas. \u00c9 no debate que as ideias s\u00e3o confrontadas, as aus\u00eancias s\u00e3o notadas, os \u00e2nimos se acirram e o que era para ser uma discuss\u00e3o verbal <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/eleicoes\/2024\/sao-paulo-sp\/datena-expulso-debate-tv-cultura\">pode escalar para ataques f\u00edsicos<\/a>. Dada essa import\u00e2ncia, uma pergunta se imp\u00f5e: um candidato pode ganhar uma elei\u00e7\u00e3o em duas horas de debate na televis\u00e3o?<\/p>\n<p>A resposta parece \u00f3bvia: provavelmente n\u00e3o. Mas a realidade \u00e9 bem mais complexa do que isso, j\u00e1 que o debate n\u00e3o termina quando as luzes se apagam e os candidatos deixam o est\u00fadio. Ele continua nos jornais, nos coment\u00e1rios dos analistas e, principalmente, nos cortes que chegam aos celulares dos eleitores.<\/p>\n<p>Por isso, o que pode decidir uma elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exatamente o debate em si, mas sim quem conseguiu transformar sua vers\u00e3o do debate na hist\u00f3ria que todo mundo vai lembrar e contar no dia seguinte.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Em 1989, debate presidencial colocou Lula e Collor frente a frente<\/h2>\n<p>O Brasil j\u00e1 teve uma elei\u00e7\u00e3o em que essa pergunta deixou de ser apenas uma hip\u00f3tese ret\u00f3rica. Em dezembro de 1989, Fernando Collor e Luiz In\u00e1cio Lula da Silva disputavam uma das elei\u00e7\u00f5es presidenciais mais importantes e apertadas da hist\u00f3ria brasileira. Os dois se enfrentaram duas vezes na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>No segundo debate, realizado no dia 14 daquele m\u00eas, Collor e Lula ficaram frente a frente por duas horas e meia. Nem todos os eleitores assistiram ao debate na \u00edntegra. No dia seguinte, por\u00e9m, partes da discuss\u00e3o foram editadas e exibidas em hor\u00e1rio nobre no Jornal Nacional, da TV Globo. Collor seria eleito presidente, com 53% dos votos v\u00e1lidos contra 47% de Lula.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o do debate motivou um pedido p\u00fablico de desculpas por parte da emissora. A Globo reconheceu que tentar resumir um debate como se faz com os melhores momentos de uma partida de futebol foi um erro e um risco inaceit\u00e1vel para o jornalismo.<\/p>\n<p>O confronto entrou para a hist\u00f3ria, mas a pergunta permanece: um debate pode realmente decidir uma elei\u00e7\u00e3o? Ou o que decide \u00e9 aquilo que acontece com o debate depois que ele termina?<\/p>\n<h2>O primeiro debate televisivo criou a pol\u00edtica da imagem<\/h2>\n<p>John Kennedy e Richard Nixon protagonizaram, em 26 de setembro de 1960, o primeiro debate presidencial transmitido nacionalmente pela televis\u00e3o americana. Nixon tinha experi\u00eancia pol\u00edtica e era vice-presidente; Kennedy era mais jovem e relativamente menos experiente.<\/p>\n<p>A narrativa hist\u00f3rica ficou famosa: quem ouviu o debate pelo r\u00e1dio teria percebido Nixon como vencedor; quem assistiu pela televis\u00e3o teria ficado mais impressionado com Kennedy. Apar\u00eancia, postura, ilumina\u00e7\u00e3o, suor, express\u00e3o corporal e dom\u00ednio da c\u00e2mera passaram a fazer parte da avalia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Esse epis\u00f3dio \u00e9 frequentemente apontado como um momento fundador da pol\u00edtica televisiva moderna. Mais do que as propostas, a postura dos candidatos na frente das c\u00e2meras teve um peso in\u00e9dito junto aos eleitores. Kennedy pode ter ganho aquela elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas pelo debate, mas \u00e9 ineg\u00e1vel que o confronto teve influ\u00eancia entre os eleitores.<\/p>\n<h2>As perguntas certas na hora certa<\/h2>\n<p>Em 1976, o democrata Jimmy Carter havia vencido as elei\u00e7\u00f5es presidenciais nos EUA contra o ent\u00e3o presidente, o republicano Gerald Ford. Quatro anos depois, ele iria experimentar o mesmo sentimento de seu antecessor ao ser derrotado pelo ex-ator Ronald Reagan.<\/p>\n<p>Eles se enfrentaram em um \u00fanico debate, uma semana antes da elei\u00e7\u00e3o, e o resultado do pleito n\u00e3o mostra o qu\u00e3o competitiva estava a disputa. Pelo menos at\u00e9 o encontro televisionado dos advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>A performance de Reagan foi considerada muito superior \u00e0 de Carter. Nas considera\u00e7\u00f5es finais do encontro, o republicano foi o \u00faltimo a falar, e lan\u00e7ou uma s\u00e9rie de questionamentos aos eleitores americanos. As perguntas, feitas diretamente para os telespectadores, praticamente fizeram a campanha de seu advers\u00e1rio derreter diante das c\u00e2meras.<\/p>\n<p>\u201cTodos voc\u00eas ir\u00e3o \u00e0s urnas e tomar\u00e3o uma decis\u00e3o. Acho que, ao tomarem essa decis\u00e3o, seria bom se perguntassem a si mesmos: <a href=\"https:\/\/www.reaganlibrary.gov\/archives\/speech\/1980-ronald-reagan-and-jimmy-carter-presidential-debate\">voc\u00eas est\u00e3o em melhor situa\u00e7\u00e3o do que estavam h\u00e1 4 anos?<\/a> \u00c9 mais f\u00e1cil para voc\u00eas irem \u00e0s lojas e comprarem coisas do que era h\u00e1 4 anos? H\u00e1 mais ou menos desemprego no pa\u00eds do que havia h\u00e1 4 anos? Os Estados Unidos s\u00e3o t\u00e3o respeitados no mundo todo quanto eram? Voc\u00eas sentem que nossa seguran\u00e7a \u00e9 t\u00e3o s\u00f3lida, que somos t\u00e3o fortes quanto \u00e9ramos h\u00e1 4 anos?\u201d, questionou Reagan<\/p>\n<p>Depois do debate, a disputa, que antes estava acirrada, mudou rapidamente. Reagan venceu a elei\u00e7\u00e3o de forma esmagadora, com 44 estados contra 6 de Carter, cujo governo enfrentava infla\u00e7\u00e3o, crise econ\u00f4mica, a crise dos ref\u00e9ns no Ir\u00e3 e um forte desgaste interno.<\/p>\n<h2>O debate n\u00e3o morreu, s\u00f3 mudou de tela<\/h2>\n<p>Exemplos como os anteriores mostram a for\u00e7a que a TV tinha d\u00e9cadas atr\u00e1s na decis\u00e3o de voto dos eleitores. Mas e hoje, com as elei\u00e7\u00f5es t\u00e3o focadas nas redes sociais, os debates ainda s\u00e3o relevantes?<\/p>\n<p>A pesquisa Panorama Eleitoral Brasileiro, realizada pelo Instituto Informa e divulgada em reportagem da revista Veja mostra que sim. Segundo o levantamento, realizado entre 21 de maio e 7 de junho de 2026, com 2.419 entrevistas em todo o pa\u00eds, 53% dos entrevistados afirmaram que os debates e as entrevistas ao vivo t\u00eam potencial para chamar a aten\u00e7\u00e3o ou lev\u00e1-los a reconsiderar a escolha de um candidato. A margem de erro \u00e9 de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de n\u00edvel de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Para o rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, especialista em opini\u00e3o p\u00fablica e professor da PUC-PR Marcos Jos\u00e9 Zablonsky, essa import\u00e2ncia se deve mais pelo que o debate representa atualmente, e menos pelo que esse embate entre candidatos j\u00e1 foi um dia.<\/p>\n<p>\u00c0 <strong>Gazeta do Povo<\/strong>, Zablonsky explicou que os debates continuam fundamentais, mas sua fun\u00e7\u00e3o mudou. Segundo o professor, antes o sucesso era medido pela audi\u00eancia da TV. Hoje o debate \u00e9 um \u201cprodutor de conte\u00fado para todo o ecossistema digital\u201d dos candidatos, formado pelas redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas onde a informa\u00e7\u00e3o circula e se multiplica.<\/p>\n<p>\u201cO candidato vai ao debate, e a equipe dele faz os cortes e distribui para as redes. Os influenciadores participam disso porque tamb\u00e9m v\u00e3o fazer seus coment\u00e1rios. Vai rolar memes, mensagens em grupo de WhatsApp. E o eleitor pode ser impactado por toda essa cadeia. N\u00e3o \u00e9 mais como era antigamente, antes era o candidato, a TV e o eleitor\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>Dessa forma, avaliou o especialista, as redes sociais passaram a amplificar o que antes ficava restrito \u00e0s m\u00eddias convencionais. Para Zablonsky, o debate n\u00e3o morreu, apenas \u201cmudou de tela\u201d.<\/p>\n<h2>Faltar ao debate pode deixar candidato em desvantagem<\/h2>\n<p>Nos debates de primeiro turno \u00e9 relativamente comum a presen\u00e7a de alguns candidatos cumprindo um papel no m\u00ednimo curioso: fazer o \u201ctrabalho sujo\u201d para os principais nomes em disputa. Frases de impacto e ataques coordenados s\u00e3o algumas das ferramentas usadas para expor ou desestabilizar os advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>N\u00e3o raro, alguns candidatos escolhem n\u00e3o participar dos debates, j\u00e1 prevendo esse cen\u00e1rio hostil. Essa op\u00e7\u00e3o, para o professor Marcos Zablonsky, pode n\u00e3o ser a melhor escolha por alguns motivos.<\/p>\n<p>O primeiro, mais \u00f3bvio, \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia pelos advers\u00e1rios, que podem tachar o ausente de \u201ccovarde\u201d, entre outros adjetivos desabonadores. O segundo \u00e9 a aus\u00eancia de um conte\u00fado que poderia alimentar as redes, algo que os advers\u00e1rios ter\u00e3o em sua vantagem.<\/p>\n<p>\u201cVence um debate quem tira o outro do prumo. Uma fala atravessada \u00e0s vezes \u00e9 mais importante do que uma proposta. Se o candidato n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 para se defender, ele sai em desvantagem. Al\u00e9m de n\u00e3o ter os pr\u00f3prios cortes, pode ter que produzir um material adicional para explicar a aus\u00eancia. E, no final, quem decide o vencedor nem assistiu ao debate, s\u00f3 aos cortes\u201d, completou.<\/p>\n<h2>Venceu, mas n\u00e3o levou<\/h2>\n<p>Ainda assim, vencer os debates n\u00e3o significa necessariamente a vit\u00f3ria nas urnas. A hist\u00f3ria tem alguns exemplos dessa situa\u00e7\u00e3o, e a elei\u00e7\u00e3o americana de 2012 talvez seja uma das mais bem documentadas sobre esse assunto.<\/p>\n<p>Naquele ano, Mitt Romney, do lado dos republicanos, e Barack Obama, pelos democratas, disputava a Casa Branca. Antes do primeiro debate, pesquisas mostram que os eleitores colocavam Obama como vencedor, com 51%, contra 29% favor\u00e1veis a Romney.<\/p>\n<p>O debate entre os dois ocorreu em 3 de outubro daquele ano. Depois do encontro, a percep\u00e7\u00e3o virou completamente: 66% disseram que Romney havia se sa\u00eddo melhor, contra apenas 20% para Obama.<\/p>\n<p>Em setembro, antes do debate, a vantagem de Obama entre os eleitores registrados era de 51% a 42%. A pesquisa p\u00f3s-debate mostrou um empate em 46%. Entre os indecisos, a vantagem de Romney era clara, 49% a 45%. Para o instituto <a href=\"https:\/\/www.pewresearch.org\/politics\/2012\/10\/08\/romneys-strong-debate-performance-erases-obamas-lead\/\">Pew Research Center<\/a>, respons\u00e1vel pelos levantamentos, o debate tinha alterado dramaticamente o tom da campanha, com os \u00edndices se movendo de forma r\u00e1pida para o lado do republicano.<\/p>\n<p>S\u00f3 que Obama venceu a elei\u00e7\u00e3o, sendo reeleito com 51% dos votos populares e 26 estados, contra 24 favor\u00e1veis a seu advers\u00e1rio. Esse caso mostra que um debate pode alterar significativamente a trajet\u00f3ria de uma campanha, sem necessariamente alterar o vencedor da elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Depois da TV, debate segue vivo nas redes<\/h2>\n<p>O que mudou realmente, e de forma mais radical, parece ter sido o lugar ocupado pelo debate em uma campanha. O eleitor j\u00e1 n\u00e3o precisa ficar horas diante da televis\u00e3o para participar do acontecimento.<\/p>\n<p>Um candidato pode ter uma fala de 30 segundos transformada em v\u00eddeo, meme, manchete, postagem, rea\u00e7\u00e3o de influenciador e assunto de grupo de mensagens poucas horas depois. O palco continua o mesmo, mas a disputa pela mem\u00f3ria e o que aconteceu no debate acontece cada vez mais fora dele.<\/p>\n<p>Talvez seja essa a principal diferen\u00e7a entre os debates de ontem e os de hoje. Antes, quem n\u00e3o assistia ao debate talvez nunca seria impactado pelo que foi dito ou discutido pelos candidatos. Em 2026, por\u00e9m, a sele\u00e7\u00e3o dos \u201cmelhores momentos\u201d pode ser feita em segundos por uma equipe de campanha, um influenciador ou pelo pr\u00f3prio algoritmo das redes sociais. O debate termina no est\u00fadio da TV, mas sua vida eleitoral est\u00e1 apenas come\u00e7ando.<\/p>\n<p>No fim, portanto, um debate talvez n\u00e3o seja capaz de eleger sozinho um presidente. Mas pode fornecer a frase que uma campanha precisava, o erro que seu advers\u00e1rio esperava, o v\u00eddeo que milh\u00f5es de pessoas v\u00e3o compartilhar ou a imagem que ficar\u00e1 associada a um candidato at\u00e9 o dia da vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA maior preocupa\u00e7\u00e3o hoje n\u00e3o est\u00e1 nos poucos minutos para a resposta, nas r\u00e9plicas ou tr\u00e9plicas. O que importa \u00e9 o que \u00e9 produzido por essa cadeia com base nos cortes dos debates, e o que disso pode ser multiplicado nas redes. As campanhas tentam conquistar os indecisos, e sabem que n\u00e3o podem perder nenhuma oportunidade\u201d, concluiu Zablonski.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma elei\u00e7\u00e3o presidencial \u00e9 constru\u00edda com meses de acordos e alian\u00e7as, propaganda, economia, rejei\u00e7\u00e3o, milit\u00e2ncia e, sobretudo, com tudo aquilo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":636873,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-636872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/636872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=636872"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/636872\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/636873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=636872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=636872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=636872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}