{"id":635948,"date":"2026-08-11T08:00:00","date_gmt":"2026-08-11T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=635948"},"modified":"2026-08-11T08:00:00","modified_gmt":"2026-08-11T12:00:00","slug":"o-brasil-somos-nos-um-manifesto-pela-reconstrucao-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=635948","title":{"rendered":"O Brasil somos n\u00f3s: um manifesto pela reconstru\u00e7\u00e3o nacional"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>No artigo <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/ideias\/o-brasil-que-queremos-eduardo-bolsonaro\/\">\u201cO Brasil que Queremos\u201d<\/a>, publicado nesta Gazeta do Povo em outubro \u00faltimo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro fez mais do que um preciso diagn\u00f3stico dos desafios nacionais, delineou um projeto de pa\u00eds assentado na liberdade econ\u00f4mica, na seguran\u00e7a jur\u00eddica, na defesa da propriedade, na liberdade de express\u00e3o, na recupera\u00e7\u00e3o da autoridade leg\u00edtima do Estado e no fortalecimento das institui\u00e7\u00f5es, da capacidade de defesa nacional e de proje\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o parte de uma constata\u00e7\u00e3o simples: n\u00e3o h\u00e1 prosperidade sem liberdade, desenvolvimento sem seguran\u00e7a, justi\u00e7a sem institui\u00e7\u00f5es fortes e futuro para uma na\u00e7\u00e3o que abandona seus valores fundacionais.<\/p>\n<p>Este artigo nasce como complemento da plataforma apresentada por Eduardo. Se o primeiro texto apresentou os pilares econ\u00f4micos, institucionais e estrat\u00e9gicos do Brasil que queremos construir, aprofundamos quatro dimens\u00f5es igualmente decisivas para um projeto nacional duradouro: educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, reforma do Estado e cidadania com coes\u00e3o social.<\/p>\n<p>Para quem existem todas essas propostas de reformas? A resposta \u00e9 simples: para o cidad\u00e3o brasileiro, ao qual servimos.<\/p>\n<p>O verdadeiro sucesso de um pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 no tamanho de seu or\u00e7amento, no n\u00famero de minist\u00e9rios ou na quantidade de leis aprovadas, mas na capacidade de oferecer seguran\u00e7a, oportunidades, empregos, renda, educa\u00e7\u00e3o de qualidade, sa\u00fade eficiente e liberdade para construir sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria de prosperidade.<\/p>\n<p>O Brasil ingressou no s\u00e9culo XXI carregando uma promessa extraordin\u00e1ria: democracia consolidada, estabilidade monet\u00e1ria, abund\u00e2ncia de recursos naturais, popula\u00e7\u00e3o jovem e inser\u00e7\u00e3o crescente nos fluxos globais de com\u00e9rcio. Poucos pa\u00edses reuniam condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o favor\u00e1veis para um salto de desenvolvimento. Desperdi\u00e7amos, contudo, uma oportunidade atr\u00e1s da outra. Crescemos menos do que poder\u00edamos, investimos menos do que dever\u00edamos e permitimos que a expans\u00e3o da m\u00e1quina estatal substitu\u00edsse reformas estruturais indispens\u00e1veis. O resultado \u00e9 um pa\u00eds que permanece distante de seu potencial, embora o Brasil tenha vindo ao mundo para ser grande, e n\u00e3o med\u00edocre.<\/p>\n<p>Mais grave, milh\u00f5es de brasileiros passaram a conviver com a sensa\u00e7\u00e3o de que trabalhar, estudar e empreender deixaram de ser caminhos suficientes para melhorar de vida. Essa talvez seja a maior derrota de uma na\u00e7\u00e3o. Quando uma sociedade perde a confian\u00e7a de que o m\u00e9rito, o esfor\u00e7o e o trabalho podem produzir ascens\u00e3o social, compromete n\u00e3o apenas seu crescimento econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m sua coes\u00e3o, estabilidade democr\u00e1tica e esperan\u00e7a. \u00c9 um pa\u00eds que destr\u00f3i seu futuro, e o futuro do Brasil n\u00e3o pode ser a terra arrasada que o atual Presidente da Rep\u00fablica e seu partido lhe est\u00e3o deixando como heran\u00e7a maldita.<\/p>\n<p>Este artigo nasce para enfrentar esse desafio: como transformar essas reformas em benef\u00edcios concretos para o cidad\u00e3o? Nossa resposta parte de uma convic\u00e7\u00e3o simples: toda pol\u00edtica p\u00fablica deve ser avaliada por sua capacidade de ampliar oportunidades para as pessoas.<\/p>\n<blockquote>\n<p> Milh\u00f5es de brasileiros passaram a conviver com a sensa\u00e7\u00e3o de que trabalhar, estudar e empreender deixaram de ser caminhos suficientes para melhorar de vida<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Uma reforma administrativa deve significar menos burocracia para quem empreende e melhores servi\u00e7os para quem paga impostos. Uma reforma educacional, mais aprendizagem, melhores empregos e maior mobilidade social. Uma reforma da sa\u00fade, menos filas, mais preven\u00e7\u00e3o e maior qualidade de vida. Uma reforma institucional, mais seguran\u00e7a jur\u00eddica, mais investimentos e maior confian\u00e7a na democracia.<\/p>\n<p>Nenhuma dessas reformas constitui um fim em si mesma. Todas existem para permitir que mais brasileiros construam uma trajet\u00f3ria de prosperidade. Essa \u00e9 a diferen\u00e7a entre uma agenda centrada no Estado e uma centrada no cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 essa invers\u00e3o que propomos. O Estado n\u00e3o existe para justificar sua pr\u00f3pria expans\u00e3o. Existe para servir ao cidad\u00e3o, remover obst\u00e1culos, proteger direitos e criar oportunidades. Existe para garantir que uma crian\u00e7a tenha acesso a uma boa escola; que um jovem encontre oportunidades de trabalho; que um empreendedor consiga abrir uma empresa sem enfrentar um labirinto burocr\u00e1tico; que um trabalhador transforme esfor\u00e7o em patrim\u00f4nio; e que um idoso encontre atendimento digno quando precisar.<\/p>\n<p>Mas existe uma premissa anterior. H\u00e1 uma tend\u00eancia de se atribuir nossos fracassos exclusivamente aos governos, ao Congresso, ao Judici\u00e1rio, \u00e0s elites ou ao setor privado. Institui\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas p\u00fablicas e lideran\u00e7as importam. Mas nenhuma sociedade prospera quando transfere integralmente a terceiros a responsabilidade pelo pr\u00f3prio destino. Pa\u00edses desenvolvidos n\u00e3o s\u00e3o constru\u00eddos apenas por governos eficientes. S\u00e3o constru\u00eddos por cidad\u00e3os que valorizam educa\u00e7\u00e3o, trabalho, responsabilidade, confian\u00e7a, coopera\u00e7\u00e3o, m\u00e9rito e compromisso com o bem comum.<\/p>\n<p>Por isso, o t\u00edtulo deste artigo n\u00e3o \u00e9 casual. O Brasil, no fim das contas, somos n\u00f3s. Somos n\u00f3s quando aceitamos a mediocridade como destino, mas tamb\u00e9m quando decidimos enfrent\u00e1-la. Somos n\u00f3s quando toleramos a inefici\u00eancia, mas tamb\u00e9m quando exigimos excel\u00eancia. Somos n\u00f3s quando toleramos privil\u00e9gios, mas tamb\u00e9m quando defendemos igualdade perante a lei. Somos n\u00f3s quando permitimos que a pol\u00edtica nos transforme em grupos rivais, mas tamb\u00e9m quando reconstru\u00edmos um senso compartilhado de pertencimento, responsabilidade e destino comum.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual propomos uma agenda de transforma\u00e7\u00e3o baseada na liberdade com responsabilidade, que \u00e9 a \u00fanica forma poss\u00edvel de liberdade; na prosperidade constru\u00edda pelo trabalho; na solidariedade que emancipa em vez de perpetuar depend\u00eancias; e na mobilidade social como finalidade das pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de lamentar o passado, mas de compreender como a in\u00e9rcia e a falta de vis\u00e3o estrat\u00e9gica das administra\u00e7\u00f5es destruidoras dos petistas nos aprisionaram em um ciclo de subdesenvolvimento. Trata-se de construir um Brasil no qual cada crian\u00e7a possa acreditar que estudar\u00e1 em uma escola melhor do que a de seus pais; que cada trabalhador tenha condi\u00e7\u00f5es de conquistar renda crescente; que cada empreendedor encontre ambiente favor\u00e1vel para inovar; que cada fam\u00edlia possa viver com seguran\u00e7a; e que cada brasileiro volte a acreditar que seu esfor\u00e7o ser\u00e1 recompensado. Essa \u00e9 a verdadeira jornada da prosperidade, pela qual come\u00e7a a reconstru\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<h2><strong>Reforma do Estado: a condi\u00e7\u00e3o para todas as demais reformas<\/strong><\/h2>\n<p>Nenhuma sociedade prospera com institui\u00e7\u00f5es ineficientes, nem se desenvolve quando o Estado consome parcela crescente da riqueza nacional sem entregar servi\u00e7os compat\u00edveis com os recursos arrecadados. A reforma do Estado condiciona, portanto, todas as demais.<\/p>\n<p>O debate oscila entre dois extremos igualmente equivocados. De um lado, a cren\u00e7a de que a simples expans\u00e3o do gasto p\u00fablico produzir\u00e1 desenvolvimento. De outro, a vis\u00e3o de que todos os problemas seriam resolvidos por uma redu\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica do Estado. Nenhuma dessas alternativas responde aos desafios brasileiros. O verdadeiro desafio \u00e9 construir um Estado mais enxuto em sua burocracia, mais eficiente em sua gest\u00e3o e mais forte em suas fun\u00e7\u00f5es essenciais. O crit\u00e9rio deve ser quanto valor ele entrega ao cidad\u00e3o para cada real arrecadado.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que o Estado brasileiro \u00e9 caro, lento e excessivamente complexo n\u00e3o \u00e9 mera impress\u00e3o. Trata-se de realidade que afeta a competitividade do pa\u00eds, reduz investimentos, compromete a produtividade e limita o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Constru\u00eddo ao longo de d\u00e9cadas sobre camadas sucessivas de regulamenta\u00e7\u00f5es, privil\u00e9gios corporativos e sobreposi\u00e7\u00f5es institucionais, o Estado brasileiro evoluiu para uma estrutura que serve a si mesma antes de servir ao cidad\u00e3o. O chamado \u201cCusto Brasil\u201d alcan\u00e7a aproximadamente R$ 1,5 trilh\u00e3o por ano, cerca de 22% do PIB, resultado da burocracia excessiva, da inseguran\u00e7a jur\u00eddica, da complexidade tribut\u00e1ria e da baixa efici\u00eancia regulat\u00f3ria, que asfixiam o setor produtivo, inibem investimentos e impedem a gera\u00e7\u00e3o de um ciclo virtuoso de crescimento.<\/p>\n<p>Essa realidade ajuda a explicar por que, em 2024, o Brasil ocupou apenas a 124\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre 184 pa\u00edses no \u00cdndice de Liberdade Econ\u00f4mica, com pontua\u00e7\u00e3o de 53,2 (de 0 a 100), sendo classificado como \u201cmajoritariamente n\u00e3o-livre\u201d, com direitos de propriedade relativamente fracos, integridade governamental baixa e sistema judicial vulner\u00e1vel a interesses pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m explica por que abrir uma empresa continua sendo mais demorado e oneroso do que na maioria das economias desenvolvidas. Enquanto no Brasil o processo leva, em m\u00e9dia, 30 dias, nos pa\u00edses da OCDE a m\u00e9dia \u00e9 de oito dias.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s desses n\u00fameros existem milhares de hist\u00f3rias. \u00c9 o pequeno empres\u00e1rio que deixa de contratar, o jovem que n\u00e3o encontra emprego, o agricultor que enfrenta custos log\u00edsticos desnecess\u00e1rios, a ind\u00fastria que perde competitividade diante de concorrentes estrangeiros, o consumidor que paga mais caro por produtos e servi\u00e7os. No fim da cadeia, o custo da inefici\u00eancia estatal sempre recai sobre o cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>O setor privado n\u00e3o \u00e9 apenas mais um agente econ\u00f4mico, mas o principal gerador de investimentos, inova\u00e7\u00e3o, produtividade e empregos. O Brasil tem homens e mulheres de intelig\u00eancia extraordin\u00e1ria, e, quando o ambiente institucional sufoca a atividade produtiva, toda a sociedade paga a conta na forma de crescimento menor, sal\u00e1rios mais baixos e oportunidades reduzidas.<\/p>\n<p>A carga tribut\u00e1ria de 34% do PIB figura entre as mais elevadas do mundo. A m\u00e9dia latino-americana \u00e9 de 21%. O problema, contudo, n\u00e3o \u00e9 apenas quanto se arrecada, mas o que se entrega em troca. Arrecadamos como pa\u00edses desenvolvidos, mas oferecemos servi\u00e7os incompat\u00edveis com esse esfor\u00e7o fiscal, alimentando descren\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es, incentivando a evas\u00e3o fiscal, enfraquecendo o dinamismo produtivo e aumentando a informalidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O verdadeiro desafio \u00e9 construir um Estado mais enxuto em sua burocracia, mais eficiente em sua gest\u00e3o e mais forte em suas fun\u00e7\u00f5es essenciais<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O problema n\u00e3o decorre da falta de talento dos brasileiros, mas de um ambiente institucional que dificulta aquilo que deveria incentivar. Obter licen\u00e7as, cumprir obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, interpretar normas tribut\u00e1rias ou enfrentar disputas judiciais tornou-se parte do custo cotidiano de produzir no Brasil.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m um custo humano. Cada hora consumida pela burocracia \u00e9 uma hora subtra\u00edda da produ\u00e7\u00e3o, da inova\u00e7\u00e3o, da conviv\u00eancia familiar ou do descanso. Cada investimento cancelado representa empregos destru\u00eddos. Cada decis\u00e3o empresarial adiada significa oportunidades que deixam de chegar.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente por isso que a reforma administrativa deve ser compreendida como uma agenda voltada para as pessoas. Modernizar significa simplificar a vida do cidad\u00e3o. Digitalizar servi\u00e7os significa devolver tempo \u00e0s fam\u00edlias. Eliminar procedimentos desnecess\u00e1rios significa reduzir custos para trabalhadores e empresas. Avaliar permanentemente o desempenho dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos garante que os recursos arrecadados retornem \u00e0 sociedade na forma de servi\u00e7os melhores.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a meritocracia deve voltar a ocupar posi\u00e7\u00e3o central na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Valorizar desempenho n\u00e3o enfraquece o servi\u00e7o p\u00fablico; fortalece sua legitimidade. Os melhores servidores devem ser reconhecidos, estimulados e recompensados. A inova\u00e7\u00e3o precisa deixar de ser exce\u00e7\u00e3o. A efici\u00eancia deve tornar-se parte da cultura institucional. Um Estado moderno n\u00e3o mede seu sucesso pela quantidade de processos que movimenta, mas pela capacidade de resolver problemas concretos das pessoas.<\/p>\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o exige tamb\u00e9m um ambiente econ\u00f4mico mais racional. \u00c9 fundamental reduzir a carga tribut\u00e1ria sobre a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, simplificar o sistema tribut\u00e1rio e ampliar a previsibilidade regulat\u00f3ria. Nenhum investimento de longo prazo prospera em ambiente marcado por inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n<p>A reforma do Estado exige, ainda, enfrentar tema que a classe pol\u00edtica frequentemente evita: a necessidade de restaurar os limites institucionais entre os Poderes da Rep\u00fablica. O avan\u00e7o da judicializa\u00e7\u00e3o sobre mat\u00e9rias pr\u00f3prias do Executivo e do Legislativo produziu crescente inseguran\u00e7a jur\u00eddica e enfraquecimento da representa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O Brasil precisa resgatar o princ\u00edpio de que mudan\u00e7as estruturais devem decorrer do debate democr\u00e1tico e da delibera\u00e7\u00e3o dos representantes eleitos, e n\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o crescente da pol\u00edtica pelo ativismo judicial. Nenhuma democracia funciona adequadamente quando decis\u00f5es legislativas ou executivas migram sistematicamente para inst\u00e2ncias n\u00e3o submetidas ao mesmo grau de controle democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Restabelecer a previsibilidade das decis\u00f5es judiciais, fortalecer a seguran\u00e7a jur\u00eddica e reafirmar os limites constitucionais de cada Poder s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis para a liberdade, os investimentos, o crescimento econ\u00f4mico e a pr\u00f3pria legitimidade da democracia brasileira.<\/p>\n<p>Um Estado eficiente n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo. \u00c9 instrumento que libera a energia produtiva da sociedade, amplia oportunidades e cria condi\u00e7\u00f5es para que os brasileiros prosperem por seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o: o alicerce da prosperidade e da liberdade<\/strong><\/p>\n<p>Nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica possui maior capacidade de transformar vidas do que a educa\u00e7\u00e3o. Uma boa escola amplia horizontes, multiplica oportunidades, reduz desigualdades e rompe ciclos intergeracionais de pobreza. \u00c9 por meio dela que uma crian\u00e7a deixa de ser definida pelas circunst\u00e2ncias de seu nascimento e passa a ser reconhecida por seu talento, esfor\u00e7o e capacidade de construir o pr\u00f3prio futuro.<\/p>\n<p>Por isso, a educa\u00e7\u00e3o deve ocupar posi\u00e7\u00e3o central em qualquer projeto nacional comprometido com a prosperidade. N\u00e3o apenas porque melhora indicadores econ\u00f4micos, mas porque representa o principal instrumento de mobilidade social.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o brasileira vive um paradoxo doloroso: reconhecida como chave para o desenvolvimento, continua marcada por descaso hist\u00f3rico e investimentos err\u00e1ticos. O acesso \u00e0 escola b\u00e1sica se universalizou, mas a qualidade permanece profundamente desigual.<\/p>\n<p>Garantir matr\u00edcula n\u00e3o significa garantir aprendizagem. Milh\u00f5es de jovens concluem a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica sem dominar leitura, matem\u00e1tica ou ci\u00eancias, carregando limita\u00e7\u00f5es que restringem sua empregabilidade, produtividade e possibilidades de ascens\u00e3o social.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros revelam a dimens\u00e3o do problema. O Brasil permanece entre os \u00faltimos colocados no PISA (Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Alunos). Em 2022, obtivemos 379 pontos em leitura, 357 em matem\u00e1tica e 403 em ci\u00eancias, muito abaixo da m\u00e9dia da OCDE (476, 472 e 485, respectivamente). Apenas 30% dos estudantes alcan\u00e7aram o indicador m\u00ednimo para resolver problemas cotidianos de forma aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>O mesmo diagn\u00f3stico emerge do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) 2024: 29% da popula\u00e7\u00e3o entre 15 e 64 anos \u00e9 analfabeta funcional, incapaz de compreender adequadamente textos ou realizar opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>Esses resultados revelam mais do que uma crise educacional: uma crise de desenvolvimento. Uma economia baseada em trabalhadores pouco qualificados dificilmente ser\u00e1 capaz de competir em um mundo movido por inova\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia artificial, automa\u00e7\u00e3o e conhecimento. Pa\u00edses desenvolvidos investem em educa\u00e7\u00e3o porque compreenderam que seu principal ativo estrat\u00e9gico \u00e9 o capital humano.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o reside no volume de recursos investidos. O Brasil destina 5,5% do PIB \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, percentual compar\u00e1vel ao de pa\u00edses desenvolvidos. A diferen\u00e7a est\u00e1 na qualidade da gest\u00e3o, na efici\u00eancia da aloca\u00e7\u00e3o dos recursos e na capacidade de transformar investimento em aprendizagem efetiva. Ao mesmo tempo, persistem defici\u00eancias b\u00e1sicas: cerca de 20% das escolas rurais n\u00e3o possuem energia el\u00e9trica e 40% n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 internet.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma crise de prioridades. O debate educacional concentrou-se excessivamente em quest\u00f5es burocr\u00e1ticas, relegando a segundo plano sua miss\u00e3o fundamental: garantir que crian\u00e7as e jovens aprendam portugu\u00eas, matem\u00e1tica, ci\u00eancias, hist\u00f3ria, geografia e as compet\u00eancias necess\u00e1rias para prosperar.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio recolocar a aprendizagem no centro da pol\u00edtica educacional. Isso exige revis\u00e3o curricular orientada por excel\u00eancia acad\u00eamica, rigor intelectual e prepara\u00e7\u00e3o para a vida adulta. A escola deve formar cidad\u00e3os capazes de pensar criticamente, resolver problemas e competir com menos desigualdades em um mercado de trabalho cada vez mais exigente.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 urgente fortalecer a gest\u00e3o escolar, ampliar a autonomia dos diretores e expandir a educa\u00e7\u00e3o em tempo integral, comprovadamente eficaz na melhoria do desempenho e na redu\u00e7\u00e3o da evas\u00e3o. Hoje, apenas 15,4% dos estudantes do ensino fundamental e m\u00e9dio permanecem em tempo integral.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, \u00e9 indispens\u00e1vel recuperar o valor do m\u00e9rito, da disciplina, da responsabilidade e do esfor\u00e7o individual. Educa\u00e7\u00e3o de qualidade depende de recursos, mas tamb\u00e9m de uma cultura que valoriza o conhecimento, respeita o professor e reconhece a import\u00e2ncia do empenho pessoal.<\/p>\n<p>Valorizar professores \u00e9 parte insepar\u00e1vel dessa agenda. Nenhuma reforma educacional prosperar\u00e1 sem professores qualificados, motivados e adequadamente preparados. Isso requer forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada de qualidade, avalia\u00e7\u00e3o permanente de desempenho e pol\u00edticas que tornem a carreira mais atrativa e mais bem remunerada.<\/p>\n<p>Paralelamente, projetos de qualifica\u00e7\u00e3o profissional e requalifica\u00e7\u00e3o devem ser ampliados e alinhados \u00e0s necessidades de um mercado de trabalho din\u00e2mico, favorecendo a reinser\u00e7\u00e3o produtiva, especialmente dos mais vulner\u00e1veis, impulsionando a produtividade, reduzindo a depend\u00eancia estatal e oferecendo m\u00faltiplos caminhos para que cada jovem desenvolva seu potencial.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica torna essa agenda ainda mais urgente. Intelig\u00eancia artificial, automa\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o e novas formas de organiza\u00e7\u00e3o produtiva transformar\u00e3o profundamente o mercado de trabalho. Os pa\u00edses que liderarem essa transi\u00e7\u00e3o ser\u00e3o aqueles capazes de formar trabalhadores mais qualificados, adapt\u00e1veis e inovadores.<\/p>\n<p>Mas a educa\u00e7\u00e3o possui uma dimens\u00e3o que vai al\u00e9m da economia. Ela prepara para a liberdade. Uma sociedade livre depende de cidad\u00e3os capazes de compreender seus direitos e deveres, interpretar informa\u00e7\u00f5es, distinguir fatos de narrativas e participar conscientemente da vida p\u00fablica.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento de fortalecimento da democracia e da coes\u00e3o nacional. N\u00e3o \u00e9 gasto, mas investimento. N\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica social, mas estrat\u00e9gia de desenvolvimento e forma\u00e7\u00e3o para a vida. O Brasil n\u00e3o precisa apenas de mais escolas e mais matr\u00edculas. Precisa de melhores escolas, mais aprendizagem e excel\u00eancia, partindo da premissa de que a escola n\u00e3o deve servir \u00e0 doutrina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, ao ativismo identit\u00e1rio e ideol\u00f3gico ou \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de agendas progressistas ou de engenharia social, mas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos livres, preparados e capazes de pensar por si pr\u00f3prios.<\/p>\n<p><strong>Sa\u00fade: cuidar das pessoas para fortalecer o pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>A prosperidade de uma na\u00e7\u00e3o come\u00e7a pelas pessoas. N\u00e3o existe crescimento sustent\u00e1vel quando milh\u00f5es de cidad\u00e3os convivem diariamente com filas intermin\u00e1veis, atendimento prec\u00e1rio, doen\u00e7as evit\u00e1veis ou acesso insuficiente aos servi\u00e7os b\u00e1sicos. Sa\u00fade \u00e9 um dos principais ativos econ\u00f4micos de um pa\u00eds. Uma popula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel trabalha mais, produz melhor, aprende com maior facilidade, empreende com maior confian\u00e7a e vive com mais dignidade.<\/p>\n<p>O Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) constitui uma das maiores conquistas do pa\u00eds e atende mais de 150 milh\u00f5es de brasileiros. Entretanto, convive com dificuldades estruturais que comprometem sua efici\u00eancia e reduzem a qualidade do atendimento. O problema n\u00e3o se resume ao volume de recursos investidos (9,2% do PIB), mas \u00e0 capacidade de transformar gastos em resultados.<\/p>\n<p>Ao cidad\u00e3o, pouco importa o tamanho do or\u00e7amento da sa\u00fade se continua aguardando meses por uma consulta, anos por uma cirurgia ou horas por atendimento de urg\u00eancia. Direitos somente adquirem significado quando se transformam em acesso efetivo. Isso exige mudan\u00e7a de paradigma: a gest\u00e3o da sa\u00fade precisa deixar de medir processos e passar a medir resultados.<\/p>\n<p>Hospitais, unidades b\u00e1sicas e redes assistenciais devem ser avaliados por indicadores claros de qualidade, resolutividade, tempo de atendimento, satisfa\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio e efici\u00eancia. Profissionalizar a gest\u00e3o, combater desperd\u00edcios e fraudes, utilizar intensivamente tecnologia e integrar capacidades p\u00fablicas e privadas t\u00eam um \u00fanico objetivo: oferecer atendimento mais r\u00e1pido, eficiente e humano.<\/p>\n<p>Cuidado especial deve ser dado \u00e0 Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade. Nenhum sistema moderno sustenta elevados n\u00edveis de qualidade concentrando seus esfor\u00e7os apenas no tratamento de doen\u00e7as j\u00e1 instaladas. A preven\u00e7\u00e3o continua sendo o investimento mais eficiente. Diagn\u00f3stico precoce, vacina\u00e7\u00e3o, acompanhamento cont\u00ednuo, promo\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis e fortalecimento das equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia reduzem custos, evitam sofrimento e desafogam hospitais.<\/p>\n<p>Nenhuma pol\u00edtica, contudo, ser\u00e1 plenamente eficaz sem enfrentar um dos maiores passivos sociais do pa\u00eds: a precariedade do saneamento b\u00e1sico, um dos maiores vetores de doen\u00e7as e sobrecarga do SUS. 45% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem acesso \u00e0 coleta de esgoto, e menos de 40% do esgoto gerado \u00e9 tratado.<\/p>\n<p>\u00c1gua tratada e coleta de esgoto representam menos doen\u00e7as, menor mortalidade infantil, melhor desenvolvimento cognitivo das crian\u00e7as, maior frequ\u00eancia escolar e menor press\u00e3o sobre o sistema hospitalar. Investir em saneamento significa investir simultaneamente em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, produtividade e qualidade de vida. Por isso, o marco legal do saneamento b\u00e1sico (que prev\u00ea a universaliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 2033) deve ser cumprido com investimentos consistentes e fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa.<\/p>\n<p>Duas iniciativas complementam esse esfor\u00e7o. A primeira \u00e9 fortalecer as equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia e a infraestrutura da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, capaz de resolver at\u00e9 80% das demandas da popula\u00e7\u00e3o. A segunda \u00e9 ampliar o uso da telemedicina e de prontu\u00e1rios eletr\u00f4nicos integrados, reduzindo desigualdades de acesso, especialmente nas regi\u00f5es mais remotas.<\/p>\n<p>Ao final, o verdadeiro indicador de sucesso do sistema de sa\u00fade n\u00e3o ser\u00e1 o n\u00famero de programas criados nem o volume de recursos executados, mas a tranquilidade de uma fam\u00edlia que consegue atendimento quando precisa; da crian\u00e7a que cresce saud\u00e1vel; do trabalhador que retorna rapidamente ao emprego; do idoso que encontra cuidado digno. Porque um sistema de sa\u00fade eficiente faz mais do que administrar hospitais. Ele protege vidas, a primeira responsabilidade de qualquer Estado comprometido com seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>Cidadania, fam\u00edlia e coes\u00e3o social: transformar assist\u00eancia em autonomia<\/strong><\/p>\n<p>Nenhum pa\u00eds alcan\u00e7a desenvolvimento duradouro apenas pelo crescimento econ\u00f4mico. A prosperidade depende tamb\u00e9m da qualidade das rela\u00e7\u00f5es sociais, da confian\u00e7a entre cidad\u00e3os, da estabilidade das fam\u00edlias e da capacidade de integrar a sociedade em torno de objetivos comuns.<\/p>\n<p>Sob gest\u00f5es petistas, o Brasil assistiu ao aprofundamento de divis\u00f5es pol\u00edticas, culturais e sociais que enfraqueceram o sentimento de pertencimento nacional. Uma sociedade permanentemente fragmentada perde sua capacidade de cooperar, reduz sua confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es e dificulta a constru\u00e7\u00e3o de consensos indispens\u00e1veis ao desenvolvimento.<\/p>\n<p>Superar essa l\u00f3gica exige recolocar o cidad\u00e3o, e n\u00e3o grupos identit\u00e1rios ou interesses corporativos, no centro das pol\u00edticas p\u00fablicas. O combate \u00e0 pobreza ser\u00e1 um imperativo moral. Contudo, a melhor pol\u00edtica social jamais ser\u00e1 aquela que perpetua depend\u00eancias, mas aquela que cria oportunidades para a autonomia.<\/p>\n<p>Programas de transfer\u00eancia de renda cumprem papel importante na prote\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis, especialmente em momentos de crise. Mas sua finalidade maior deve ser funcionar como ponte para a emancipa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como destino permanente. Isso exige integrar assist\u00eancia social, educa\u00e7\u00e3o, qualifica\u00e7\u00e3o profissional, empreendedorismo, microcr\u00e9dito e inser\u00e7\u00e3o produtiva em uma estrat\u00e9gia nacional de mobilidade social.<\/p>\n<p>A verdadeira inclus\u00e3o ocorre quando uma fam\u00edlia deixa de depender do Estado porque passou a depender de seu pr\u00f3prio trabalho, da capacidade empreendedora e das oportunidades criadas por uma economia din\u00e2mica. Essa \u00e9 a ess\u00eancia da dignidade.<\/p>\n<p>Fortalecer a fam\u00edlia tamb\u00e9m constitui elemento central dessa agenda. \u00c9 nela que crian\u00e7as aprendem responsabilidade, disciplina, coopera\u00e7\u00e3o, solidariedade e respeito \u00e0s regras. Pol\u00edticas p\u00fablicas devem fortalecer, jamais substituir, o papel da fam\u00edlia como primeira institui\u00e7\u00e3o formadora do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o Estado deve assegurar igualdade de oportunidades, independentemente de origem, religi\u00e3o, ra\u00e7a, condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ou convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Uma sociedade verdadeiramente livre n\u00e3o elimina diferen\u00e7as individuais; cria condi\u00e7\u00f5es para que cada pessoa desenvolva plenamente seu potencial.<\/p>\n<p>Pa\u00edses bem-sucedidos n\u00e3o prosperam porque distribuem privil\u00e9gios, mas porque distribuem oportunidades. Essa deve ser a base de uma nova agenda nacional de cidadania: unir, em vez de dividir; emancipar, em vez de tutelar; fortalecer a responsabilidade individual sem abandonar a solidariedade; e transformar prote\u00e7\u00e3o social em mobilidade social, devolvendo ao cidad\u00e3o a confian\u00e7a de que seu esfor\u00e7o pode construir um futuro melhor.<\/p>\n<p>Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, acostumou-se a discutir o Estado como se ele fosse o protagonista da hist\u00f3ria. Debate-se o tamanho da m\u00e1quina p\u00fablica, a cria\u00e7\u00e3o de programas e a expans\u00e3o de estruturas administrativas, esquecendo como essas decis\u00f5es melhoram, concretamente, a vida dos brasileiros. O prop\u00f3sito de um projeto nacional n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fortalecer o Estado, mas as pessoas.<\/p>\n<p>O sucesso de uma pol\u00edtica p\u00fablica n\u00e3o deve ser medido pelo volume de recursos que consome, mas pelas oportunidades que cria. O \u00eaxito de um governo est\u00e1 na sua capacidade de remover obst\u00e1culos para que cada cidad\u00e3o possa estudar, trabalhar, empreender, inovar, constituir patrim\u00f4nio e oferecer aos filhos uma vida melhor.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a verdadeira raz\u00e3o de ser das reformas que defendemos. A reforma do Estado devolve tempo, seguran\u00e7a jur\u00eddica e liberdade econ\u00f4mica. A da educa\u00e7\u00e3o transforma conhecimento em mobilidade social. A da sa\u00fade preserva o capital humano e amplia a qualidade de vida. As pol\u00edticas de cidadania substituem a depend\u00eancia pela autonomia. Juntas, recolocam o cidad\u00e3o no centro do desenvolvimento nacional.<\/p>\n<p>O Brasil precisa recuperar uma vis\u00e3o mais ambiciosa de nosso principal ativo estrat\u00e9gico: as pessoas. Precisamos voltar a acreditar na capacidade dos brasileiros de construir riqueza, inovar, empreender, competir e transformar suas comunidades quando encontram um ambiente institucional que lhes ofere\u00e7a seguran\u00e7a, liberdade e igualdade de oportunidades.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a ess\u00eancia da mobilidade social e deve ser a medida do sucesso nacional. Quando mais brasileiros conseguem ascender socialmente, constituir patrim\u00f4nio, abrir seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios, oferecer educa\u00e7\u00e3o de qualidade aos filhos e viver com seguran\u00e7a e dignidade, o pa\u00eds inteiro avan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 essa prosperidade compartilhada que fortalece a democracia, reduz desigualdades e consolida uma verdadeira comunidade nacional. Foi essa convic\u00e7\u00e3o que inspirou o artigo de Eduardo Bolsonaro. \u00c9 essa mesma convic\u00e7\u00e3o que procuramos aprofundar neste manifesto.<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o precisa apenas de um novo governo. Precisa de uma nova l\u00f3gica de governan\u00e7a. Uma l\u00f3gica que substitua a cultura da burocracia pela cultura dos resultados, privil\u00e9gios por oportunidades e depend\u00eancia por autonomia.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, precisamos recolocar o brasileiro, e n\u00e3o a m\u00e1quina p\u00fablica, no centro do projeto nacional. Estados existem para servir \u00e0s pessoas. Mercados existem para gerar prosperidade. Institui\u00e7\u00f5es existem para proteger direitos. A economia existe para ampliar as oportunidades.<\/p>\n<p>O Brasil que queremos n\u00e3o ser\u00e1 constru\u00eddo apenas por governos ou institui\u00e7\u00f5es, mas por milh\u00f5es de brasileiros que encontrem, finalmente, um Estado que deixe de lhes impor barreiras e passe a lhes abrir caminhos.<\/p>\n<p>Porque o patrim\u00f4nio de uma na\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o tamanho de seu Estado, nem o volume de seu or\u00e7amento. \u00c9 a liberdade de seu povo, a confian\u00e7a de suas fam\u00edlias, a for\u00e7a de suas institui\u00e7\u00f5es, a capacidade de cada cidad\u00e3o transformar trabalho em dignidade, conhecimento em oportunidades e liberdade em prosperidade.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a reconstru\u00e7\u00e3o nacional que defendemos. Essa \u00e9 a jornada da prosperidade que propomos. O \u201cBrasil que Queremos\u201d n\u00e3o \u00e9 uma utopia distante, mas uma urg\u00eancia silenciada por d\u00e9cadas de escolhas erradas que nos aprisionam em ciclos de subdesenvolvimento e injusti\u00e7a. Chegamos a um ponto de inflex\u00e3o. O futuro ser\u00e1 uma constru\u00e7\u00e3o forjada na coragem de confrontar a realidade e na ousadia de propor uma refunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o precisa de mais um ciclo de promessas. Precisa de dire\u00e7\u00e3o, coragem e lideran\u00e7a. Essa virada exige a ado\u00e7\u00e3o de medidas estruturais, fiscais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais que removam os obst\u00e1culos para o dinamismo. Este n\u00e3o \u00e9 um caminho f\u00e1cil, mas um convite e um desafio a cada um: vamos parar de lamentar o Brasil que somos e construir o Brasil que merecemos. Um Brasil onde o Estado serve, n\u00e3o atrapalha; onde a riqueza \u00e9 gerada pela inventividade e pelo trabalho \u00e1rduo e qualificado, e n\u00e3o pela depend\u00eancia; onde a prosperidade \u00e9 uma realidade acess\u00edvel a todos, e n\u00e3o um privil\u00e9gio de poucos.<\/p>\n<p>A hora de agir n\u00e3o \u00e9 amanh\u00e3, \u00e9 agora. A hist\u00f3ria nos julgar\u00e1 n\u00e3o pelo que sonhamos, mas pelo que ousamos e fizemos para transformar esse sonho em uma realidade palp\u00e1vel e duradoura para as gera\u00e7\u00f5es futuras. O Brasil que queremos come\u00e7a pelo Brasil que decidimos construir, porque o Brasil somos n\u00f3s!<\/p>\n<p><em><strong>Daniella Marques<\/strong> foi Presidente da Caixa Econ\u00f4mica Federal, Secret\u00e1ria Especial de Produtividade e Competitividade do Minist\u00e9rio da Economia, Chairwoman na Legend e Co-fundadora do Grupo PraElas.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Marcos Degaut<\/strong>, ex-Secret\u00e1rio Especial Adjunto de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, ex-Secret\u00e1rio de Produtos de Defesa do Minist\u00e9rio da Defesa e ex-Secret\u00e1rio-Executivo da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (CAMEX), \u00e9 Doutor em Seguran\u00e7a Internacional.<\/em><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No artigo \u201cO Brasil que Queremos\u201d, publicado nesta Gazeta do Povo em outubro \u00faltimo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro fez&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":635949,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-635948","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/635948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=635948"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/635948\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/635949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=635948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=635948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=635948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}