{"id":634420,"date":"2026-08-10T16:09:48","date_gmt":"2026-08-10T20:09:48","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=634420"},"modified":"2026-08-10T16:09:48","modified_gmt":"2026-08-10T20:09:48","slug":"magnifica-humanitas-e-a-coragem-alegre-de-gandalf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=634420","title":{"rendered":"\u201cMagnifica Humanitas\u201d e a coragem alegre de Gandalf"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>Perto do final de <em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/pt\/encyclicals\/documents\/20260515-magnifica-humanitas.html\">Magnifica Humanitas<\/a><\/em>, a enc\u00edclica do <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/papa-leao-xiv\">papa Le\u00e3o XIV<\/a> sobre a <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/inteligencia-artificial\/\">intelig\u00eancia artificial<\/a>, o pont\u00edfice cita <em>O Senhor dos An\u00e9is<\/em>, de J. R. R. Tolkien:<\/p>\n<p><em>\u201cJohn Ronald Reuel Tolkien, um escritor cat\u00f3lico do s\u00e9culo 20, atrav\u00e9s das palavras de um protagonista dum seu romance, descreveu assim a nossa responsabilidade: \u2018N\u00e3o nos compete dominar todas as mar\u00e9s do mundo, mas sim fazer o que nos for poss\u00edvel para ajudar os anos em que estamos inseridos, erradicando o mal nos campos que conhecemos para que quem viver depois possa ter terra limpa para amanhar\u2019.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O protagonista em quest\u00e3o \u00e9 o mago Gandalf, que nos lembra de como dependemos da provid\u00eancia divina. Em contraste com as ambi\u00e7\u00f5es dos fabricantes de IA, os crist\u00e3os n\u00e3o devem aspirar ao dom\u00ednio ou \u00e0 domina\u00e7\u00e3o. Em vez disso, entregamos nossas preocupa\u00e7\u00f5es a Deus, cuja poderosa provid\u00eancia se estende at\u00e9 mesmo aos pardais do campo, e arrancamos o mal dos campos que conhecemos ao conformar nossas vidas \u00e0 Cruz.<\/p>\n<p>Conformar nossas vidas \u00e0 Cruz certamente envolve coragem. Mas a Cruz tamb\u00e9m \u00e9 uma fonte de alegria, pois \u00e9 a suprema manifesta\u00e7\u00e3o da caridade de Cristo e a fonte da vida eterna. Podemos, ent\u00e3o, unir as duas coisas e, seguindo o exemplo da Igreja primitiva nos Atos dos Ap\u00f3stolos (ver especialmente Atos 4,29-31), rezar por uma coragem alegre. \u00c9 aqui que a invoca\u00e7\u00e3o de Gandalf assume import\u00e2ncia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Existe algo que seja pr\u00f3prio dos seres humanos enquanto humanos, algo que a IA jamais poderia reproduzir?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No romance de Tolkien, Gandalf encarna a coragem alegre. Sua cita\u00e7\u00e3o na enc\u00edclica pode ser vista como uma esp\u00e9cie de chamado do papa para cultivarmos essa mesma postura espiritual enquanto enfrentamos a amea\u00e7a onipresente de um poder tecnol\u00f3gico que tudo consome.<\/p>\n<h2>Alegria e administra\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel<\/h2>\n<p>Ao longo de <em>O Senhor dos An\u00e9is<\/em>, Gandalf \u00e9 apresentado como algu\u00e9m profundamente feliz. Em certo momento, sua alegria \u00e9 descrita como uma \u201cfonte de alegria suficiente para fazer um reino inteiro rir, caso jorrasse\u201d. A alegria de Gandalf \u00e9 evidente, apesar das preocupa\u00e7\u00f5es e tristezas que ele tamb\u00e9m carrega.<\/p>\n<p>Correndo o risco de estabelecer um paralelo excessivamente r\u00edgido entre a obra de Tolkien e a teologia crist\u00e3, a alegria de Gandalf oferece um exemplo liter\u00e1rio daquilo que S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino chama de <em>gaudium spirituale<\/em>, ou \u201calegria espiritual\u201d. Essa alegria designa o deleite que brota do amor de caridade, pelo qual amamos a Deus acima de todas as coisas e ao pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos. Para S\u00e3o Tom\u00e1s, amar a Deus \u00e9 estar cheio de alegria. Ele tamb\u00e9m afirma que a alegria espiritual pode coexistir com as tristezas desta vida, especialmente com a tristeza causada por aquilo que impede a n\u00f3s ou ao nosso pr\u00f3ximo de participar plenamente da bondade radiante de Deus.<\/p>\n<p>Para S\u00e3o Tom\u00e1s, essa alegria \u00e9 mais interior que a tristeza. Ela brota do centro do cora\u00e7\u00e3o humano que, pela caridade, est\u00e1 voltado para Deus. Mesmo em meio \u00e0s prova\u00e7\u00f5es, o cora\u00e7\u00e3o humano se alegra tanto por amar a Deus quanto por ser amado por Ele. Da\u00ed as palavras do Salmo: \u201cAinda que eu caminhe pelo vale da sombra da morte, n\u00e3o temerei mal algum, porque tu est\u00e1s comigo\u201d (Sl 23,4). Tendo isso em mente, podemos levantar a seguinte quest\u00e3o: existe algo que seja pr\u00f3prio dos seres humanos enquanto humanos, algo que a IA jamais poderia reproduzir?<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Em <em>Magnifica Humanitas<\/em>, o Santo Padre escreve que a pr\u00f3pria ess\u00eancia de nossa humanidade reside na \u201ccapacidade de estabelecer rela\u00e7\u00f5es e amar\u201d: \u00e9 a capacidade de formar relacionamentos e experimentar amor e alegria que distingue os seres humanos da IA. Embora os sistemas de IA possam parecer simular relacionamentos, qualquer \u201cconex\u00e3o\u201d resultante necessariamente ser\u00e1 manipuladora e narcisista, ou seja, falsa. Como explica o papa:<\/p>\n<p><em>\u201cAs ditas intelig\u00eancias artificiais n\u00e3o vivem uma experi\u00eancia, n\u00e3o possuem um corpo, n\u00e3o passam pela alegria e pela dor, n\u00e3o amadurecem nas rela\u00e7\u00f5es, n\u00e3o conhecem internamente o que significa amor, trabalho, amizade, responsabilidade. Nem sequer possuem uma consci\u00eancia moral: n\u00e3o julgam o bem e o mal, n\u00e3o captam o sentido \u00faltimo das situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o assumem sobre si o peso das consequ\u00eancias. Podem imitar linguagens, comportamentos, avalia\u00e7\u00f5es, podem simular empatia ou entendimento, mas n\u00e3o compreendem o que produzem, porque n\u00e3o penetram o horizonte afetivo, relacional e espiritual no qual o ser humano se torna s\u00e1bio.\u201d<\/em><\/p>\n<p>A IA n\u00e3o sente alegria e jamais poderia ser alegre. Como observa o papa, ela talvez possa imitar essas emo\u00e7\u00f5es, mas tal \u201calegria\u201d seria sempre falsa.<\/p>\n<p>Na <em>F\u00edsica<\/em>, Arist\u00f3teles diz que seria absurdo plantar uma cama no ch\u00e3o e esperar que a madeira apodrecida brotasse e produzisse outra cama. Da mesma forma, seria absurdo pensar que um artefato tecnol\u00f3gico, por mais sofisticado que seja, poderia fabricar algo semelhante ao sorriso terno de uma m\u00e3e para seu filho. Artefatos, digitais ou n\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o seres naturais. Relacionamentos n\u00e3o s\u00e3o \u201cfabric\u00e1veis\u201d, e a alegria n\u00e3o \u00e9 resultado de uma programa\u00e7\u00e3o digital. Essas coisas brotam do interior da pessoa, como vemos no personagem fict\u00edcio Gandalf.<\/p>\n<p>Uma segunda caracter\u00edstica importante de Gandalf \u00e9 que ele \u00e9 um administrador, um guardi\u00e3o. Sua tarefa \u00e9 conduzir todas as coisas dignas atrav\u00e9s da noite que se abate sobre elas. Em <em>O Senhor dos An\u00e9is<\/em>, a administra\u00e7\u00e3o de Gandalf consiste em rejeitar tanto o poder quanto a l\u00f3gica do Anel e ajudar os outros a fazer o mesmo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A IA n\u00e3o sente alegria e jamais poderia ser alegre. Como observa o papa, ela talvez possa imitar essas emo\u00e7\u00f5es, mas tal \u201calegria\u201d seria sempre falsa<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Tanto a alegria quanto a fun\u00e7\u00e3o de guardi\u00e3o de Gandalf se re\u00fanem em um cap\u00edtulo pr\u00f3ximo ao final do romance, intitulado \u201cO \u00daltimo Debate\u201d. Nesse cap\u00edtulo, Gandalf orienta os l\u00edderes do Oeste enquanto eles realizam um conselho final para decidir seus \u00faltimos passos na tentativa de derrotar Sauron. \u00c9 desse cap\u00edtulo que o papa retira as palavras de Gandalf citadas na enc\u00edclica.<\/p>\n<p>Gandalf conclama os l\u00edderes do Oeste a uma esp\u00e9cie de mart\u00edrio. Eles sabem que estar\u00e3o caminhando para uma armadilha e ser\u00e3o derrotados pelas for\u00e7as superiores de Mordor. Gandalf, por\u00e9m, chama-os \u00e0 coragem:<\/p>\n<p><em>\u201cDevemos caminhar de olhos abertos para essa armadilha, com coragem, mas pouca esperan\u00e7a para n\u00f3s mesmos. Pois, meus senhores, pode muito bem acontecer que n\u00f3s mesmos pere\u00e7amos completamente em uma batalha sombria, longe das terras dos vivos; de modo que, mesmo que Barad-d\u00fbr seja derrubada, n\u00e3o viveremos para ver uma nova era.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Uma vit\u00f3ria final sobre o mal, diz ele, est\u00e1 em outras m\u00e3os que n\u00e3o as deles. \u00c9 nesse ponto que Gandalf pronuncia as palavras citadas em <em>Magnifica Humanitas<\/em>. A ordena\u00e7\u00e3o de todas as coisas para o bem e a derrota final do mal pertencem \u00e0 provid\u00eancia de Deus. A parte que lhes cabe, lembra Gandalf, \u00e9 resistir ao mal como puderem, com coragem e prontid\u00e3o, mesmo que tal tentativa lhes custe a vida.<\/p>\n<h2>A coragem alegre dos m\u00e1rtires<\/h2>\n<p>Em <em>Magnifica Humanitas<\/em>, o Le\u00e3o XIV tamb\u00e9m nos chama a contemplar a coragem dos m\u00e1rtires como uma esp\u00e9cie de testemunho insuper\u00e1vel da grandeza da humanidade. Ele chama nossa aten\u00e7\u00e3o para os m\u00e1rtires que deram suas vidas, mas tamb\u00e9m para os m\u00e1rtires da caridade, isto \u00e9, aqueles que entregam suas vidas diariamente em pequenos atos de servi\u00e7o aos outros por amor a Deus. O Santo Padre escreve:<\/p>\n<p><em>\u201cA par destes sinais p\u00fablicos, existe uma trama mais discreta, mas decisiva: as comunidades religiosas que escolhem lugares pobres e perigosos; os m\u00e1rtires da fraternidade e da justi\u00e7a, como S\u00e3o Maximiliano Maria Kolbe,\u00a0Santo \u00d3scar Romero e o Beato Enrique Angelelli, ao lado de testemunhas que encarnaram, em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis e muitas vezes desumanas, a esperan\u00e7a do Evangelho e a dignidade do homem, como o Vener\u00e1vel Fran\u00e7ois-Xavier Nguy\u1ec5n V\u0103n Thu\u1eadn. E, sobretudo, os \u2018m\u00e1rtires do cotidiano\u2019 que cuidam, educam, acompanham e consolam sem alarde, como os pais, os enfermeiros, os m\u00e9dicos, os volunt\u00e1rios, as pessoas que permanecem ao lado dum idoso ou dum exclu\u00eddo. O testemunho deles mostra que o bem n\u00e3o acontece automaticamente, mas requer perseveran\u00e7a, mem\u00f3ria, e uma convers\u00e3o que nos permite recome\u00e7ar mesmo ap\u00f3s as derrotas.\u201d<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 nos m\u00e1rtires \u2013 tanto nos que derramaram seu sangue por Deus quanto nos m\u00e1rtires da \u201cvida cotidiana\u201d \u2013 que contemplamos com maior clareza o esplendor e a magnific\u00eancia da humanidade<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Diz-se que os m\u00e1rtires de Uganda caminhavam para sua execu\u00e7\u00e3o cantando hinos. Embora tivessem certeza de sua pr\u00f3pria morte e embora suas liberdades exteriores estivessem limitadas, eram, ainda assim, supremamente livres. Sua tarefa, assim como a nossa, n\u00e3o era vencer todo o mal do mundo, mas apenas imitar Cristo, cuja Cruz desfaz o mal n\u00e3o pelo poder, mas pela fraqueza. Acontece, por\u00e9m, que a Cruz \u00e9, paradoxalmente, o poder de Deus, um poder manifestado na coragem alegre de Cristo e concedido pelo Esp\u00edrito Santo a n\u00f3s ainda hoje.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma palavra-chave nos Atos dos Ap\u00f3stolos, <em>parr\u00e9sia<\/em>, que normalmente \u00e9 traduzida como \u201cousadia\u201d. Seria melhor, contudo, traduzi-la como \u201ccoragem alegre\u201d. Essa palavra descreve a gra\u00e7a da coragem e da alegria concedida \u00e0 Igreja diante da persegui\u00e7\u00e3o e do mart\u00edrio. Em Atos 4,13, o Conselho judaico fica perplexo diante da ousadia \u2013 ou coragem alegre \u2013 da prega\u00e7\u00e3o de Pedro e Jo\u00e3o. Mais tarde, quando os dois ap\u00f3stolos retornam \u00e0 comunidade dos fi\u00e9is, todos imploram ao Senhor pela gra\u00e7a da coragem alegre: \u201cE agora, Senhor, olha para as amea\u00e7as deles e concede aos teus servos que anunciem a tua palavra com coragem alegre, enquanto estendes a tua m\u00e3o para curar e sinais e prod\u00edgios s\u00e3o realizados por meio do nome do teu santo servo Jesus\u201d (Atos 4,29-30). Quando terminam de rezar, a casa estremece com a descida do Esp\u00edrito Santo, que enche todos os presentes, de modo que eles \u201canunciavam a palavra de Deus com coragem alegre\u201d (Atos 4,31).<\/p>\n<p>S\u00e3o Tom\u00e1s, para quem o grego <em>parr\u00e9sia<\/em> \u00e9 traduzido por <em>fiducia<\/em> na Vulgata de S\u00e3o Jer\u00f4nimo, ensina que o Esp\u00edrito Santo infunde no cora\u00e7\u00e3o humano uma coragem alegre, uma <em>fiduciam menti<\/em>, juntamente com o dom da fortaleza. Da mesma forma, S\u00e3o Tom\u00e1s tamb\u00e9m nos recorda os m\u00e1rtires \u201cLouren\u00e7o e Vicente, que nos tormentos demonstraram alegria\u201d, porque sua grande coragem foi acesa pelo amor da caridade, o amor de Deus que torna doce e agrad\u00e1vel aquilo que \u00e9 \u00e1rduo.<\/p>\n<p>\u00c9 nos m\u00e1rtires \u2013 tanto naqueles que derramaram seu sangue por Deus quanto nos m\u00e1rtires da \u201cvida cotidiana\u201d, os m\u00e1rtires da caridade \u2013 que contemplamos com maior clareza o esplendor e a magnific\u00eancia da humanidade. Os m\u00e1rtires d\u00e3o testemunho da coragem alegre de viver somente para Deus. No cultivo dessa virtude, assim como os povos da Terra-M\u00e9dia de Tolkien, fazemos bem em tomar Mithrandir, o \u201cPeregrino Cinzento\u201d, Gandalf, como nosso amigo e guia.<\/p>\n<p><strong><em>Mike Johns<\/em><\/strong><em> \u00e9 padre cat\u00f3lico da diocese de Little Rock, Arkansas.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>\u00a92026 Public Discourse. Publicado com permiss\u00e3o. Original em ingl\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.thepublicdiscourse.com\/2026\/07\/101521\/\">\u201cMagnifica Humanitas\u201d\u00a0and Gandalf\u2019s Cheerful Courage<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perto do final de Magnifica Humanitas, a enc\u00edclica do papa Le\u00e3o XIV sobre a intelig\u00eancia artificial, o pont\u00edfice cita O&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":634421,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-634420","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/634420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=634420"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/634420\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/634421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=634420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=634420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=634420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}