{"id":623221,"date":"2026-08-07T07:00:00","date_gmt":"2026-08-07T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=623221"},"modified":"2026-08-07T07:00:00","modified_gmt":"2026-08-07T11:00:00","slug":"se-deus-existe-por-que-sofremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=623221","title":{"rendered":"Se Deus existe, por que sofremos?"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>As palavras proferidas pelo Galileu ao ensinar seus disc\u00edpulos a orar repercutem por mil\u00eanios nas igrejas confessionais crist\u00e3s. A ora\u00e7\u00e3o mais recorrente de todos os tempos encontra guarida nos mais diversos momentos por que passam os chamados crist\u00e3os, termo este cunhado no livro hist\u00f3rico de <em>Atos dos Ap\u00f3stolos<\/em>, escrito por Lucas, m\u00e9dico, por ocasi\u00e3o da reuni\u00e3o dos disc\u00edpulos de Jesus em Antioquia.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o que se observa \u00e9 a espiritualidade manifesta pela cren\u00e7a de que Deus, de fato, est\u00e1 nos altos c\u00e9us, mas, ao mesmo tempo, opera seu Reino na Terra em uni\u00e3o m\u00edstica com seus filhos.<\/p>\n<p>Isso posto, a fenomenologia da f\u00e9 n\u00e3o requer comprova\u00e7\u00e3o de seus dogmas para se fazer cr\u00edvel, tampouco sofrer\u00e1 dano por quaisquer reflex\u00f5es que possam levantar novas hip\u00f3teses e discuss\u00f5es teol\u00f3gicas. Mas perceba o leitor que, em meio ao caos em que a sociedade hodierna vive \u2013 ou sobrevive \u2013, h\u00e1 quem avente a conjectura constante da m\u00e1xima: \u201cSe Deus existe, por que sofremos?\u201d. Ou, ainda, a interroga\u00e7\u00e3o pertinente ao contexto hol\u00edstico do momento: \u201cSe h\u00e1 um Deus, um Ser Supremo, por que milh\u00f5es perdem a vida injustamente?\u201d.<\/p>\n<p>O racioc\u00ednio nunca ser\u00e1 l\u00f3gico pelo fato de que se trata de proposi\u00e7\u00f5es oriundas da Teodiceia, ramo filos\u00f3fico que se ocupa do problema do mal no mundo em perene tentativa de concilia\u00e7\u00e3o com a hip\u00f3tese da exist\u00eancia de Deus. N\u00e3o obstante, a Teologia, ci\u00eancia humana, antropol\u00f3gica, filos\u00f3fica, especulativa mas, ao mesmo tempo, vanguarda de protagonismos ideol\u00f3gicos, como se percebeu no Tomismo, influente escola do s\u00e9culo XIII, ensaia constantemente, com c\u00e9lebres pensadores, uma resposta digna, t\u00e9cnica e existencial \u00e0 sociedade, demonstrando estreiteza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dor humana.<\/p>\n<p>H\u00e1 a vertente dos que consideram veleidade o pensamento metaf\u00edsico, considerando-o mero desafio ao rigor cient\u00edfico. A esse grupo podem-se incluir alguns ateus \u2013 por quem nutro o mais profundo respeito \u2013, fortalecendo a tese de que a espiritualidade mais se relaciona com o sentimento de perten\u00e7a ao meio em que se vive, \u00e0s incertezas da vida bem ponderadas e \u00e0 capacidade de resili\u00eancia diante do mal, tenha este a defini\u00e7\u00e3o que lhe for cab\u00edvel.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, cabe \u00e0 Teologia e \u00e0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria do cristianismo, bem como de todas as religi\u00f5es que professam f\u00e9 em um Ser Supremo e que leem o mundo sob a \u00f3tica de uma raz\u00e3o escatol\u00f3gica que excede a fragilidade da vida, a an\u00e1lise acurada dos eventos naturais para que se permita responder \u00e0 intransigente quest\u00e3o: \u201cViver \u2013 desespero ou esperan\u00e7a?\u201d.<\/p>\n<p>Pois bem, prezado leitor. Se at\u00e9 aqui este colunista se prop\u00f4s a um introito robusto, \u00e9 porque o tema em pauta \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o da realidade do mundo e do <em>modus operandi<\/em> de que se valem alguns grupos fundamentalistas, desp\u00f3ticos e ac\u00e9falos que, pela tomada de poder, roubam a cena com viol\u00eancia gratuita e persegui\u00e7\u00e3o religiosa e social. Neste \u00ednterim, tamb\u00e9m se faz necess\u00e1ria a reflex\u00e3o acerca do porqu\u00ea de tantas pessoas sofrerem, crian\u00e7as adoecerem e morrerem em um mundo ac\u00e9falo e maldoso.<\/p>\n<p>Afinal, voltemos \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o supracitada: \u201cSe Deus existe, por que sofremos?\u201d. Ver-se-\u00e1, no roteiro deste breve ensaio, que a resposta passa por m\u00faltiplas considera\u00e7\u00f5es de natureza filos\u00f3fica e teol\u00f3gica. Mas o desafio de conceder paz \u00e0 alma que sofre \u00e9 motivador, portanto fundamental neste momento.<\/p>\n<p>Inicio a jornada afirmando, como te\u00f3logo, que, pela ci\u00eancia, n\u00e3o se pode provar que Deus existe. Isso, no entanto, n\u00e3o evidencia que a ideia de Deus seja escap\u00e1vel \u00e0 raz\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 limitador, mas incandesce a discuss\u00e3o. Sen\u00e3o, vejamos: existem duas formas de realidade, a saber, a test\u00e1vel pelo m\u00e9todo cient\u00edfico e a n\u00e3o test\u00e1vel. Nisto reside a diferen\u00e7a entre teorema e axioma. O teorema \u00e9 o que pode ser provado pelo m\u00e9todo cient\u00edfico, tal como se percebe na linguagem matem\u00e1tica. O axioma, por sua vez, \u00e9 evidenci\u00e1vel, mas n\u00e3o prov\u00e1vel, traduzindo a certeza de algo que n\u00e3o se pode palpar, mas se sabe ser verdadeiro, a exemplo das retas paralelas de Euclides.<\/p>\n<p>Nessa l\u00f3gica, n\u00e3o se pode provar a exist\u00eancia de Deus pela ci\u00eancia porque n\u00e3o se trata de teorema, mas de axioma. Em outras palavras, pode-se arguir que a ideia de Deus est\u00e1 al\u00e9m da observa\u00e7\u00e3o e comprova\u00e7\u00e3o, extrapolando os limites do cognosc\u00edvel, mas n\u00e3o sendo refutada por essa mesma raz\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A propositura da exist\u00eancia de Deus, pelo m\u00e9todo cient\u00edfico, \u00e9 um axioma, prov\u00e1vel, evidenci\u00e1vel, mas distante do poder comprobat\u00f3rio acad\u00eamico<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O campo teol\u00f3gico, por sua vez, argumenta, por meio da exegese b\u00edblica, que Deus deve ser aceito pela f\u00e9, como demonstra o te\u00f3logo holand\u00eas reformado Louis Berkhof, em sua <em>Teologia Sistem\u00e1tica<\/em>, em que preconiza a inspira\u00e7\u00e3o das escrituras sagradas pela revela\u00e7\u00e3o dada ao homem pela natureza, servindo de base para a aceita\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de Deus por meio da f\u00e9. Segundo Berkhof, cabe ao homem crer em Deus pela revela\u00e7\u00e3o universal das escrituras quanto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de todas as coisas que existem por meio da pr\u00f3pria mente criativa do Ser Supremo.<\/p>\n<p>Destarte, outro renomado te\u00f3logo sistem\u00e1tico, Millard J. Erickson, postula que ao finito homem somente se dar\u00e1 a possibilidade de conhecer a Deus pela revela\u00e7\u00e3o vinda do pr\u00f3prio ente divino, tal como se v\u00ea na carta do ap\u00f3stolo Paulo aos Romanos 1:20: \u201cOs atributos invis\u00edveis de Deus, assim como o seu eterno poder, como tamb\u00e9m a sua pr\u00f3pria divindade, claramente se reconhecem, desde o princ\u00edpio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas\u201d. Isto demonstra a veemente afirma\u00e7\u00e3o de que a revela\u00e7\u00e3o dada aos homens por meio das escrituras b\u00edblicas \u00e9 suficiente para que se creia em sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Agostinho de Hipona, talvez o mais fecundo te\u00f3logo da humanidade, em sua grandiosa obra <em>Confiss\u00f5es<\/em>, no livro primeiro, disserta: \u201cAcaso n\u00e3o est\u00e1s todo em todas as partes, sem que haja coisa alguma que te contenha totalmente?\u201d. Ao que se observa do pensamento agostiniano, \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar a incapacidade de o homem provar a exist\u00eancia de Deus, mas isso n\u00e3o o capacita a neg\u00e1-la, pois transcendente \u00e0 mente finita humana.<\/p>\n<p>Nesse contexto, outro te\u00f3logo sistem\u00e1tico, Wayne Grudem, afirma que a exist\u00eancia de Deus se d\u00e1 a conhecer pela cria\u00e7\u00e3o, sendo acompanhado em seu pensamento por Juan L. Ruiz de la Pe\u00f1a, pelo que se sup\u00f5e da composi\u00e7\u00e3o de sua obra <em>Teologia da Cria\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Tendo em vista tudo o que se afirmou, constata-se o fato de que Deus prescinde de comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica porque axioma, infinito, evidenciado por meio da f\u00e9 nas obras de sua cria\u00e7\u00e3o, segundo as escrituras judaico-crist\u00e3s.<\/p>\n<p>No campo da especula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica do s\u00e9culo XX, \u00e9 poss\u00edvel encontrar dantescos autores que agigantam a discuss\u00e3o a respeito da exist\u00eancia de Deus por meio de assertivas de conceitos universais.<\/p>\n<p>Sugiro a leitura de uma inspiradora obra do escritor, autor de <em>As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia<\/em>, dentre outras produ\u00e7\u00f5es relevantes, C. S. Lewis, amigo de Tolkien e ex-professor da Universidade de Cambridge, a saber, <em>O problema do sofrimento<\/em>. As p\u00e1ginas deste livro revelam motivos universais que ancoram o pensamento do \u201ccrente\u201d nas mais multifacetadas esferas da vida.<\/p>\n<p>Um dos pontos trabalhados por Lewis \u00e9 a \u00e9tica universal, qual seja, o reconhecimento humano de preceitos de moralidade \u2013 n\u00e3o moralismo \u2013 presentes em todas as civiliza\u00e7\u00f5es e reconhecidos pela antropologia moderna. Aqui reside a no\u00e7\u00e3o do certo e errado, da consci\u00eancia universal, como basilar na atividade fenomenol\u00f3gica da f\u00e9 em um Ser Supremo.<\/p>\n<p>Outro argumento suscitado por Lewis \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o do amor, tema abrangente, macroc\u00f3smico, parte da humanidade e do humano. Segundo o autor: \u201cO amor pode perdoar todas as fraquezas e assim mesmo amar\u201d. Nada mais se abrevia ao amor, que a tudo perdoa e, mesmo no sil\u00eancio, torna-se eloquente.<\/p>\n<p>Em outra obra de sua autoria, <em>Milagres<\/em>, Lewis enfrenta o naturalismo e o ceticismo com a premissa de que o pr\u00f3prio pensamento, no qual reside a raz\u00e3o, o abstrato, subjetivo e complexo empreendimento do racioc\u00ednio, corrobora o conceito do sobrenatural.<\/p>\n<p>Essa particular no\u00e7\u00e3o de desarraigar o sobrenatural da mente humana teve in\u00edcio no s\u00e9culo XVI, em que a mente voltou-se cada vez mais para fora de si, desconsiderando a abstra\u00e7\u00e3o pertinente da alma humana. Entretanto, a alma foi notadamente conceituada por Carl Jung, na teoria dos arqu\u00e9tipos que, segundo o autor, existem no inconsciente coletivo e ajudam a organizar a forma como uma pessoa experimenta coisas particulares, ressaltando a import\u00e2ncia dos valores subjetivos pr\u00f3prios da mente humana.<\/p>\n<p>O que fica a ser resolvido, portanto, \u00e9: \u201cPor que sofremos?\u201d.<\/p>\n<p>Recorramos \u00e0 obra supracitada de C. S. Lewis, <em>O problema do sofrimento<\/em>. Nela, o autor sugere a proposi\u00e7\u00e3o de Tom\u00e1s de Aquino: \u201cO sofrimento n\u00e3o \u00e9 uma coisa boa em si mesma, e sim algo que pode ter certa bondade em circunst\u00e2ncias particulares. Ou seja, se o mal est\u00e1 presente, o sofrimento no reconhecimento do mal, por ser um tipo de conhecimento, \u00e9 relativamente bom (&#8230;)\u201d. Fica evidente que, para Aquino, citado por Lewis, o mal existe como for\u00e7a para supera\u00e7\u00e3o, possibilitando conhecimento de si pr\u00f3prio e da natureza humana.<\/p>\n<p>Mas, e Deus? Onde fica? Vejamos o que dizem as escrituras, notabilizadas pela credibilidade recebida de not\u00e1veis pensadores em todos os tempos.<\/p>\n<p>O livro sapiencial de <em>Eclesiastes<\/em>, em seu cap\u00edtulo 9:2, diz: \u201cTudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro (&#8230;)\u201d (ARA). Note-se que o autor da obra b\u00edblica estabelece o dogma de que o ser humano, seja qual for sua condi\u00e7\u00e3o social, cren\u00e7a religiosa ou etnia, \u00e9 suscet\u00edvel a coisas boas e ruins, n\u00e3o se prevendo nenhum privil\u00e9gio a nenhum grupo de pessoas.<\/p>\n<p>Ainda segundo o evangelho de Mateus 5:45: \u201c(&#8230;) porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos\u201d. \u00c9 not\u00e1vel a afirma\u00e7\u00e3o de que o sofrimento \u00e9 end\u00eamico \u00e0 ra\u00e7a humana, assim como a toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, afinal, existe esperan\u00e7a? A resposta \u00e9, definitivamente, sim! Primeiramente, vale lan\u00e7ar m\u00e3o do pensamento de La Pe\u00f1a, de que Deus sofre conosco. Isso \u00e9 provado pelo pr\u00f3prio mart\u00edrio de Cristo no G\u00f3lgota.<\/p>\n<p>O Gets\u00eamani tamb\u00e9m ilustrou o sofrimento cabal da alma humana, embora divina, de um Jesus que viveu toda a ansiedade da morte, sendo sabida desde h\u00e1 muito que aconteceria.<\/p>\n<p>Outrossim, a emancipa\u00e7\u00e3o do ser humano em rela\u00e7\u00e3o a Deus atrav\u00e9s da chaga mortal da maldade leva o ser humano ao encarceramento de seus valores \u00e9ticos, permitindo que prevale\u00e7am o ego\u00edsmo e a autofagia por meio dos v\u00edcios da alma.<\/p>\n<p>No entanto, ao se considerarem as escrituras como alento em meio a um mundo que vivencia o terror de guerras absurdas e doen\u00e7as pand\u00eamicas, tais como a COVID-19 e afins, pode-se notar que Deus sempre se revela como Supremo, mas imanente; alto, mas perto; justo, mas misericordioso; reto, mas compassivo. Isso carrega a cren\u00e7a de que o ser humano \u00e9 e sempre foi amparado pela bondade criadora de um Deus que prerroga o direito de n\u00e3o criar aut\u00f4matos, mas possibilita escolhas, pelas quais todos sofrem suas devidas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, as escrituras ainda demonstram o saber inesgot\u00e1vel de Deus ao afirmar a onisci\u00eancia divina, como se v\u00ea no Salmo 139:4: \u201cAinda a palavra me n\u00e3o chegou \u00e0 l\u00edngua, e tu, Senhor, j\u00e1 a conheces toda\u201d (ARA). Sendo assim, a esperan\u00e7a para um mundo tenebroso est\u00e1 no consolo de que tudo pertence ao mesmo Deus que criou todas as coisas.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O mal que existe s\u00f3 encontra brecha nas janelas de almas levadas pelo desejo de poder, pela insidiosa nutri\u00e7\u00e3o do ego\u00edsmo e pela capacidade de perverter o direito dos vulner\u00e1veis em prol de vantagens pr\u00f3prias<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Sim, prezado leitor, acredito na esperan\u00e7a. N\u00e3o creio que esta advenha t\u00e3o somente do desejo de fazer o bem, mas, de fato, de cooperar com valores universalmente aceitos como dignos de louvor, pois, como disse o te\u00f3logo alem\u00e3o da igreja confessante Dietrich Bonhoeffer: \u201cO sil\u00eancio diante do mal \u00e9 o pr\u00f3prio mal\u201d.<\/p>\n<p>Para a enfermidade do mal humano no mundo, existem aqueles que, irrevogavelmente, s\u00e3o exemplo de vida: Martin Luther King Jr., Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcut\u00e1 e o exemplo maior que, sendo Deus, mostrou como se deve servir em e por amor: Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Ademais, continuemos nossa jornada preenchendo nossos dias com o melhor que pudermos, sendo c\u00f4njuges melhores, profissionais mais respons\u00e1veis, humanos abertos a crescer e tornar a ser, como diria Sartre.<\/p>\n<p>Oremos pelos pa\u00edses em guerra, sabendo que o pr\u00f3prio Deus est\u00e1 presente em todos os lugares em que h\u00e1 conflito, como est\u00e1 aqui, vendo, ouvindo e, no tempo certo, julgando.<\/p>\n<p>Pai nosso que est\u00e1s no c\u00e9u, no Brasil, no mundo e em cada um de n\u00f3s!<\/p>\n<p><em><strong>Edgar Talevi de Oliveira <\/strong>\u00e9 professor de cursinho e da rede p\u00fablica, licenciado em Letras, bacharel e mestre em Teologia.<\/em><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras proferidas pelo Galileu ao ensinar seus disc\u00edpulos a orar repercutem por mil\u00eanios nas igrejas confessionais crist\u00e3s. 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