{"id":599443,"date":"2026-07-30T18:46:00","date_gmt":"2026-07-30T22:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=599443"},"modified":"2026-07-30T18:46:00","modified_gmt":"2026-07-30T22:46:00","slug":"tristao-e-isolda-no-municipal-de-sp-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=599443","title":{"rendered":"\u201cTrist\u00e3o e Isolda\u201d no Municipal de SP: hist\u00f3rico!"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p><em>\u201c[\u2026] O verdadeiro <\/em>opus metaphysicum<em> de toda arte, obra sobre a qual repousa o olhar alquebrado de um moribundo com sua aspira\u00e7\u00e3o muito doce e insaci\u00e1vel aos mist\u00e9rios da noite e da morte, bem longe da vida que ilumina o mal, o engano e a separa\u00e7\u00e3o com uma clareza matinal e uma crueza terr\u00edvel e fantasmag\u00f3rica.\u201d<\/em> (Friedrich Nietzsche, sobre <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em>, em <em>Wagner em Bayreuth<\/em>)<\/p>\n<p>Ontem, 29 de julho, estive no Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo para assistir ao retorno da montagem de uma das obras-primas wagnerianas, ap\u00f3s 48 anos. <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em>, sua <em>melodia infinita<\/em> e seu canto vigoroso exigem tanto dos m\u00fasicos e dos cantores que \u00e9 sempre um desafio encar\u00e1-la. E, obviamente, as mais de quatro horas de dura\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o um tanto exigentes para o p\u00fablico. \u00c9 preciso estar muito disposto \u2013 ou gostar muito de Wagner \u2013 para suportar tamanho esfor\u00e7o. Por\u00e9m, a recompensa \u00e9 certa.<\/p>\n<p>Num <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vozes\/paulo-cruz\/richard-wagner-alem-de-hitler\/\">artigo<\/a> escrito em 2020, no qual escrevo longamente sobre minha profunda admira\u00e7\u00e3o por Wagner \u2013 de modo que n\u00e3o me deterei em aspectos biogr\u00e1ficos aqui \u2013, falo de seu desejo por \u201cresgatar a sua querida Alemanha dos descaminhos modernos \u2013 atrav\u00e9s de um m\u00e9todo que considero absolutamente apropriado: a reforma\u00e7\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o moral pela arte\u201d. Mas que, \u201cinfluenciado pelas ideias controversas de fil\u00f3sofos como Ludwig Feuerbach e Arthur Schopenhauer, bem como pelos ideais revolucion\u00e1rios de Bakunin e Proudhon (Marx nunca foi citado por Wagner)\u201d, cometeu \u201cerros grosseiros de interpreta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria realidade, e caiu em del\u00edrio ideol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p>Seu antissemitismo, t\u00e3o mencionado quanto (n\u00e3o raro) reduzido a uma rotula\u00e7\u00e3o fora de contexto, quase n\u00e3o dialoga com sua obra, que pode ser vista como um esfor\u00e7o de recuperar o sentido moral da trag\u00e9dia grega para os tempos modernos. Em <em>O Nascimento da Trag\u00e9dia<\/em>, obra que dialoga diretamente com Wagner, Nietzsche afirma: \u201cque ningu\u00e9m tente enfraquecer a nossa f\u00e9 em um iminente renascimento da Antiguidade grega; pois s\u00f3 nela encontramos nossa esperan\u00e7a de uma renova\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito alem\u00e3o atrav\u00e9s do fogo m\u00e1gico da <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/musica\/\">m\u00fasica<\/a>\u201d. <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em> \u00e9 o \u00e1pice disso. N\u00e3o \u00e0 toa, \u00e9 a \u00fanica obra de Wagner citada por ele em seu ensaio.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 preciso estar muito disposto \u2013 ou gostar muito de Wagner \u2013 para suportar \u201cTrist\u00e3o e Isolda\u201d, com mais de quatro horas de dura\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a recompensa \u00e9 certa<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando, em 10 de junho de 1865, <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em> estreou em Munique, o p\u00fablico se deparou com uma obra que parecia romper as pr\u00f3prias regras da \u00f3pera. Wagner abandonou a sucess\u00e3o tradicional de \u00e1rias, duetos e grandes coros para construir um fluxo musical praticamente ininterrupto, em que a orquestra deixa de acompanhar os personagens para revelar aquilo que eles pr\u00f3prios s\u00e3o incapazes de dizer: a paix\u00e3o proibida, o desejo, o medo, a sublima\u00e7\u00e3o espiritual. O resultado \u00e9 um drama de profunda intensidade psicol\u00f3gica, cuja tens\u00e3o harm\u00f4nica parece adiar indefinidamente qualquer repouso. Tudo isso \u00e9 inaugurado pelo c\u00e9lebre \u201cacorde de Trist\u00e3o\u201d, que, a cada aparente resolu\u00e7\u00e3o, abre caminho para uma nova expectativa jamais satisfeita \u2013 at\u00e9 o final da obra. Para muitos historiadores da m\u00fasica, a ousadia de Wagner nessa obra marca o in\u00edcio da modernidade musical.<\/p>\n<p>Mas a import\u00e2ncia de <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em> vai muito al\u00e9m de suas inova\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. Inspirando-se na antiga lenda medieval de Trist\u00e3o, especialmente na vers\u00e3o de Gottfried von Strassburg, Wagner reduziu praticamente todos os epis\u00f3dios cavaleirescos da narrativa para se concentrar quase exclusivamente na experi\u00eancia interior de seus protagonistas \u2013 por isso, inclusive, a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica de coros, \u00e1rias e dos tradicionais n\u00fameros fechados, enquanto a orquestra assume um papel dram\u00e1tico inteiramente novo.<\/p>\n<p>A Po\u00e7\u00e3o do Amor, que nas vers\u00f5es medievais costuma criar a paix\u00e3o entre os amantes, transforma-se aqui em algo muito mais sutilmente amb\u00edguo: ela n\u00e3o produz o amor, mas remove as barreiras que o impediam de se manifestar. A a\u00e7\u00e3o exterior cede lugar ao conflito da consci\u00eancia e a verdadeira trag\u00e9dia acontece menos nos acontecimentos do que na m\u00fasica. \u00c9 precisamente essa centralidade da m\u00fasica que leva Nietzsche, em <em>O nascimento da trag\u00e9dia<\/em>, a afirmar que um homem capaz de ouvir o terceiro ato de <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em> apenas como m\u00fasica \u2013 sem o mito, o poema e a representa\u00e7\u00e3o teatral \u2013 dificilmente suportaria tamanho impacto est\u00e9tico. E complementa:<\/p>\n<p><em>\u201cUm homem que, como aqui neste caso, haja por assim dizer aplicado o ouvido ao ventr\u00edculo card\u00edaco da vontade universal, que sinta como o furioso desejo da exist\u00eancia se derrama a partir da\u00ed em todas as veias do mundo, como torrente atroadora ou como mans\u00edssimo arroio em gotas pulverizado, tal homem n\u00e3o se destro\u00e7ar\u00e1 de repente? Deveria ele suportar ouvir, no miser\u00e1vel inv\u00f3lucro v\u00edtreo do indiv\u00edduo humano, o eco de inumer\u00e1veis gritos de prazer e dor do \u02bbvasto espa\u00e7o da noite do mundo\u02bc,<\/em><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil dissociar <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em> do momento mais turbulento da vida de Wagner. Entre 1857 e 1858, enquanto compunha a \u00f3pera, o compositor aproximou-se de Mathilde Wesendonck, esposa de seu mecenas Otto Wesendonck. A intensidade dessa rela\u00e7\u00e3o \u2013 cuja natureza exata continua sendo objeto de debate entre os bi\u00f3grafos \u2013 coincidiu com a interrup\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o da <em>Tetralogia do Anel<\/em> e com o nascimento de uma obra inteiramente dedicada ao amor, ao desejo e \u00e0 ren\u00fancia. N\u00e3o por acaso, cinco poemas de Mathilde foram musicados por Wagner no bel\u00edssimo ciclo de can\u00e7\u00f5es <em>Wesendonck-Lieder<\/em>; dois deles \u2013 <em>Im Treibhaus<\/em> (\u201cNa estufa\u201d) e <em>Tr\u00e4ume<\/em> (\u201cSonhos\u201d) \u2013, segundo o pr\u00f3prio Wagner, foram concebidos como \u201cestudos\u201d para <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em>.<\/p>\n<p>Mas foi a descoberta da filosofia de Arthur Schopenhauer, em 1854, poucos anos antes do in\u00edcio da composi\u00e7\u00e3o de <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em>, que o influenciaria definitivamente. Wagner acreditava ter encontrado, em <em>O mundo como vontade e como representa\u00e7\u00e3o<\/em>, a formula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica de intui\u00e7\u00f5es que j\u00e1 o acompanhavam havia muito tempo. A concep\u00e7\u00e3o schopenhaueriana do mundo como manifesta\u00e7\u00e3o de uma vontade incessante, sempre desejante e, por isso mesmo, inevitavelmente sofredora, ofereceu-lhe uma chave para compreender o amor n\u00e3o como realiza\u00e7\u00e3o, mas como desejo permanente e insatisfeito. N\u00e3o por acaso, o repouso que a m\u00fasica parece recusar durante toda a \u00f3pera somente se torna poss\u00edvel quando a pr\u00f3pria vida chega ao fim. Ele afirma:<\/p>\n<p><em>\u201cDe fato, a m\u00fasica \u00e9 uma t\u00e3o IMEDIATA objetiva\u00e7\u00e3o [a manifesta\u00e7\u00e3o vis\u00edvel da Vontade nas coisas e nos seres do mundo] e c\u00f3pia de toda a VONTADE, como o mundo mesmo o \u00e9, sim, como as Ideias o s\u00e3o, cuja apari\u00e7\u00e3o multifacetada constitui o mundo das coisas particulares. A m\u00fasica, portanto, de modo algum \u00e9 semelhante \u00e0s outras artes, ou seja, c\u00f3pia de Ideias, mas C\u00d3PIA DA VONTADE MESMA, cuja objetidade tamb\u00e9m s\u00e3o as Ideias. Justamente por isso o efeito da m\u00fasica \u00e9 t\u00e3o mais poderoso e penetrante que o das outras artes, j\u00e1 que estas falam apenas de sombras, enquanto aquela fala da ess\u00eancia.\u201d<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p>A montagem do Municipal de S\u00e3o Paulo deu conta de nos transmitir toda a carga dram\u00e1tica da \u00f3pera<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>E, \u00e0 frente, afirmar\u00e1 que a \u201csalva\u00e7\u00e3o verdadeira, reden\u00e7\u00e3o da vida e do sofrimento, \u00e9 impens\u00e1vel sem a completa nega\u00e7\u00e3o da Vontade\u201d, pois \u201ctodo amor puro e verdadeiro [&#8230;] produz a completa salva\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o, cujos acontecimentos s\u00e3o o acima descrito estado de resigna\u00e7\u00e3o, a paz inabal\u00e1vel que o acompanha e a suprema alegria na morte\u201d. \u00c9 imposs\u00edvel ler isso sem pensar no final de Trist\u00e3o e Isolda e no <em>Liebestod<\/em>, \u00e1ria final arrebatadora, na qual a tens\u00e3o do amor \u00e9 definitivamente solucionada.<\/p>\n<p>Como diz Roger Scruton, em seu <em>Cora\u00e7\u00e3o Devotado \u00e0 Morte<\/em>:<\/p>\n<p><em>\u201c[\u2026] Como revela o <\/em>Liebestod <em>final, a verdadeira consuma\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 neste mundo, nem pertence a ele. O amor de Trist\u00e3o e de Isolda busca uma consuma\u00e7\u00e3o n\u00e3o na vida, mas na morte, uma consuma\u00e7\u00e3o completa, \u00e0 qual nem Trist\u00e3o nem Isolda sobrevivem. De fato, foi com Wagner que o amor-Eucaristia amadureceu completamente como ideia dram\u00e1tica. Os amantes de Wagner s\u00e3o levados a seu reino extramundano pela m\u00fasica, e por m\u00fasica de supremo poder dram\u00e1tico, cujo movimento em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 uni\u00e3o inexor\u00e1vel se realiza n\u00e3o com palavras ou conceitos, mas por uma l\u00f3gica harm\u00f4nica misteriosa, que simboliza a for\u00e7a indescrit\u00edvel que os governa.\u201d<\/em><\/p>\n<p>A montagem do Municipal deu conta de nos transmitir toda a carga dram\u00e1tica da \u00f3pera. Sob dire\u00e7\u00e3o musical do querido maestro Roberto Minczuk e dire\u00e7\u00e3o c\u00eanica de Allex Aguilera, o car\u00e1ter psicol\u00f3gico e metaf\u00edsico da obra teve proemin\u00eancia ao recorrer a uma cenografia minimalista \u2013 em vez de cen\u00e1rios (que foram reduzidos a duas paredes laterais e poucos adere\u00e7os), proje\u00e7\u00f5es e ilumina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica \u2013 e a figurinos s\u00f3brios, tradicionais. Ali\u00e1s, vale dizer que fiquei muito feliz por ver uma montagem praticamente tradicional, sem a interfer\u00eancia ideol\u00f3gica que parecia ter tomado conta de tudo, no Municipal \u2013 um exemplo foi a montagem de <em>O Guarani<\/em>, de Carlos Gomes, sobre a qual falei <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vozes\/paulo-cruz\/o-guarani-opera-ideologia\/\">aqui<\/a>, nesta <strong>Gazeta do Povo<\/strong>.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>A orquestra e os cantores estavam muito bem. Destaque para a dupla que deu vida a Trist\u00e3o e Isolda: o neozelad\u00eas Simon O\u02bcNeill e a holandesa Annemarie Kremer. Luisa Francesconi, a mezzo-soprano brasileira que viveu Brang\u00e4ne, me surpreendeu muito. O Coro L\u00edrico Municipal, sempre impec\u00e1vel. A condu\u00e7\u00e3o de Roberto Minczuk, impec\u00e1vel! E, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, gostei mais do primeiro ato que do \u00faltimo, apesar do <em>Liebestod<\/em>.<\/p>\n<p>Confesso ter gostado menos da cenografia. Aquelas proje\u00e7\u00f5es me pareceram sem muita express\u00e3o, com imagens sem boa resolu\u00e7\u00e3o e um tanto gen\u00e9ricas. Sem contar que aquela movimenta\u00e7\u00e3o incessante, como a do mar tempestuoso, tira a nossa concentra\u00e7\u00e3o do palco. Entendo a proposta, mas a considero pouco convincente para uma \u00f3pera dessa magnitude. A dan\u00e7a japonesa (but\u00f4) no prel\u00fadio do terceiro ato foi a coisa mais sem contexto de toda a montagem. Quebrou completamente a din\u00e2mica dos dois anteriores e n\u00e3o acrescentou nada ao drama. Nem a explica\u00e7\u00e3o do diretor c\u00eanico no libreto, de que o but\u00f4 e Wagner, apesar de distantes, \u201ccompartilham um olhar profundamente humano sobre a fragilidade da exist\u00eancia\u201d, me convenceu.<\/p>\n<p>Por fim, sa\u00ed muito satisfeito. Oportunidade \u00fanica e hist\u00f3rica poder assistir a uma montagem de Wagner \u2013 seja ela qual for. E <em>Trist\u00e3o e Isolda<\/em> tem um gosto especial por todas as peculiaridades citadas acima. Foi a primeira montagem sob a nova administra\u00e7\u00e3o do teatro, nas m\u00e3os do Instituto Bacarelli, sob a promessa, inclusive, de que \u201cn\u00e3o haver\u00e1 espa\u00e7o para ideologia pol\u00edtica na nossa gest\u00e3o, nem para um lado, nem para o outro\u201d, como disse o CEO do Instituto, Edilson Venturelli, ao site <em>Concerto<\/em>. A ver.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c[\u2026] O verdadeiro opus metaphysicum de toda arte, obra sobre a qual repousa o olhar alquebrado de um moribundo com&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":599444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-599443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/599443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=599443"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/599443\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/599444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=599443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=599443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=599443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}