{"id":579420,"date":"2026-07-24T05:02:00","date_gmt":"2026-07-24T09:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=579420"},"modified":"2026-07-24T05:02:00","modified_gmt":"2026-07-24T09:02:00","slug":"por-que-a-modernizacao-regulatoria-do-pescado-e-decisiva-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=579420","title":{"rendered":"Por que a moderniza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria do pescado \u00e9 decisiva para o Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>Durante muito tempo, discutir competitividade na ind\u00fastria de pescados significava falar de produ\u00e7\u00e3o, log\u00edstica e abertura de mercados. Hoje, por\u00e9m, a realidade do com\u00e9rcio internacional \u00e9 outra. Cada vez mais, a capacidade de um pa\u00eds competir depende da qualidade de seu ambiente regulat\u00f3rio, da transpar\u00eancia de suas normas e do alinhamento com padr\u00f5es internacionais de seguran\u00e7a dos alimentos.<\/p>\n<p>A qualidade do pescado deixou de ser apenas um atributo do produto. Ela passou a ser tamb\u00e9m uma caracter\u00edstica do sistema que o produz. Consumidores, importadores e autoridades sanit\u00e1rias exigem alimentos seguros, rastre\u00e1veis e produzidos sob regras claras, respaldadas pela ci\u00eancia e harmonizadas com refer\u00eancias globais, como as estabelecidas pelo <em>Codex Alimentarius<\/em>.<\/p>\n<blockquote>\n<p>No s\u00e9culo XXI, produzir pescado de qualidade continua sendo indispens\u00e1vel. Mas isso, por si s\u00f3, j\u00e1 n\u00e3o basta. A competitividade internacional exige regras modernas, previs\u00edveis e alinhadas \u00e0s refer\u00eancias globais<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O Brasil avan\u00e7ou significativamente na \u00faltima d\u00e9cada. A cadeia produtiva do pescado incorporou novas tecnologias, ampliou a rastreabilidade, modernizou processos industriais e conquistou espa\u00e7o em mercados cada vez mais exigentes.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o, no entanto, precisa acompanhar essa evolu\u00e7\u00e3o para evitar que normas constru\u00eddas em outro contexto limitem a inova\u00e7\u00e3o e a competitividade.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, ganha import\u00e2ncia a atualiza\u00e7\u00e3o do Regulamento T\u00e9cnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do peixe congelado. Mais do que uma revis\u00e3o normativa, trata-se da oportunidade de aproximar o marco regulat\u00f3rio brasileiro das melhores pr\u00e1ticas internacionais, fortalecendo a credibilidade sanit\u00e1ria do pa\u00eds e reduzindo barreiras t\u00e9cnicas ao com\u00e9rcio exterior do pescado.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que o novo regulamento incorpore crit\u00e9rios cient\u00edficos mais modernos para a identidade dos produtos, o processamento, os padr\u00f5es microbiol\u00f3gicos, os par\u00e2metros f\u00edsico-qu\u00edmicos e as formas de apresenta\u00e7\u00e3o comercial. Tamb\u00e9m dever\u00e1 ampliar a transpar\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es ao consumidor, refor\u00e7ando a identifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, dos ingredientes utilizados e das caracter\u00edsticas de cada produto.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Entre os temas mais debatidos est\u00e1 a regulamenta\u00e7\u00e3o dos produtos que utilizam aditivos tecnol\u00f3gicos autorizados pela Anvisa. A tend\u00eancia internacional n\u00e3o \u00e9 proibir a inova\u00e7\u00e3o, mas diferenci\u00e1-la com clareza por meio da rotulagem. Assim, preserva-se a identidade do peixe congelado tradicional e, ao mesmo tempo, reconhecem-se novas categorias de produtos industrializados, oferecendo ao consumidor informa\u00e7\u00f5es objetivas para uma escolha consciente.<\/p>\n<p>Outro avan\u00e7o esperado \u00e9 a incorpora\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios cient\u00edficos mais atualizados para congelamento, conserva\u00e7\u00e3o e processamento industrial. A experi\u00eancia internacional demonstra que seguran\u00e7a dos alimentos e inova\u00e7\u00e3o caminham juntas. Regulamenta\u00e7\u00f5es modernas deixam de atuar apenas como instrumentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e passam a ser ferramentas estrat\u00e9gicas para ampliar efici\u00eancia, confian\u00e7a e competitividade.<\/p>\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o do RTIQ representa apenas uma etapa de um processo mais amplo de moderniza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria que vem sendo constru\u00eddo com di\u00e1logo entre ind\u00fastria, comunidade cient\u00edfica e poder p\u00fablico. Trata-se de um movimento essencial para consolidar um ambiente de neg\u00f3cios compat\u00edvel com as exig\u00eancias dos principais mercados consumidores do mundo.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XXI, produzir pescado de qualidade continua sendo indispens\u00e1vel. Mas isso, por si s\u00f3, j\u00e1 n\u00e3o basta. A competitividade internacional exige regras modernas, previs\u00edveis e alinhadas \u00e0s refer\u00eancias globais. Ao investir nessa moderniza\u00e7\u00e3o, o Brasil fortalece sua ind\u00fastria, amplia oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o e prepara sua cadeia produtiva para competir em igualdade de condi\u00e7\u00f5es nos mercados mais exigentes.<\/p>\n<p><em><strong>Luana Coutinho Cavalcante<\/strong> \u00e9 diretora t\u00e9cnica da ABIPESCA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Pescado. Especialista em Qualidade, Sanidade e Regula\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muito tempo, discutir competitividade na ind\u00fastria de pescados significava falar de produ\u00e7\u00e3o, log\u00edstica e abertura de mercados. 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