{"id":575467,"date":"2026-07-22T14:45:56","date_gmt":"2026-07-22T18:45:56","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=575467"},"modified":"2026-07-22T14:45:56","modified_gmt":"2026-07-22T18:45:56","slug":"rastreamento-de-aparelhos-criptografados-revela-sociedade-milionaria-no-narcotrafico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=575467","title":{"rendered":"Rastreamento de aparelhos criptografados revela sociedade milion\u00e1ria no narcotr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>\u00a0A quebra da criptografia de aparelhos usados por integrantes do esquema liderado pelo ex-major da Pol\u00edcia Militar Sergio Roberto de Carvalho revelou a exist\u00eancia de uma <em>joint venture<\/em> (uma esp\u00e9cie de cons\u00f3rcio) com o traficante belga Flor Bressers, conhecido como &#8220;Corta Dedos&#8221;. Este teria pago <strong>99 milh\u00f5es de euros<\/strong> ao brasileiro em dez meses por metade do carregamento de coca\u00edna importado do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o veio \u00e0 tona ap\u00f3s autoridades europeias associarem uma empresa de fachada, usada para importar a droga escondida em min\u00e9rio de mangan\u00eas, aos apelidos utilizados pela dupla na rede de comunica\u00e7\u00e3o. De acordo com a pol\u00edcia federal belga, no dia 5 de abril de 2020, cerca de 6 meses antes da deflagra\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o Enterprise pela PF no Brasil e na Europa, a pol\u00edcia da Holanda apreendeu 3,2 toneladas de coca\u00edna destinadas a uma empresa de dessaliniza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do mar na B\u00e9lgica e a uma empresa da Rep\u00fablica Tcheca.<\/p>\n<p>A droga chegou ao porto de Roterd\u00e3 a bordo do navio &#8220;Marseille&#8221;, escondida em meio a 14 cont\u00eaineres de min\u00e9rio de mangan\u00eas, vinda do Brasil. Em cinco dos cont\u00eaineres, havia coca\u00edna.\u00a0<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es revelaram que a empresa Kriva-Rochem, localizada na Antu\u00e9rpia e registrada no nome de um &#8220;laranja&#8221; octogen\u00e1rio, havia importado grandes quantidades de coca\u00edna pelo menos desde 2019. Durante uma opera\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o na empresa belga e outros endere\u00e7os ligados \u00e0 quadrilha, foram encontrados diversos telefones celulares criptografados ou embalagens contendo n\u00fameros de Imei (o c\u00f3digo \u00fanico para cada aparelho celular).\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que a hist\u00f3ria do ex-major brasileiro e da investiga\u00e7\u00e3o belga se misturam com a da opera\u00e7\u00e3o Enterprise e daquela que \u00e9 considerada como <strong>a maior investiga\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria da Europol<\/strong>, com mais de 6,5 mil presos, 30,5 milh\u00f5es de comprimidos de drogas qu\u00edmicas, 103,5 toneladas de coca\u00edna, 163,4 toneladas de maconha, 3,3 toneladas de hero\u00edna, e 900 milh\u00f5es de euros apreendidos, segundo balan\u00e7o divulgado em junho de 2023. Al\u00e9m disso, as autoridades apreenderam 971 ve\u00edculos, 83 barcos, 40 avi\u00f5es, 271 propriedades ou casas, 923 armas, bem como 21.750 cartuchos de muni\u00e7\u00f5es e 68 artefatos explosivos.<\/p>\n<p>De rescaldo, est\u00e1 em processo, na B\u00e9lgica, o julgamento do brasileiro Sergio Roberto de Carvalho, <strong>conhecido como &#8220;Pablo Escobar brasileiro\u201d<\/strong> e apontado pela Interpol e pela PF como um dos maiores narcotraficantes do mundo. O julgamento dele tem previs\u00e3o de ser retomado em 7 de setembro.<\/p>\n<p>A reportagem da <strong>Gazeta do Povo<\/strong> procurou advogados do major no Brasil, mas n\u00e3o conseguiu contato. Na B\u00e9lgica, os defensores afirmam que ele \u00e9 inocente.\u00a0<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Os recursos sofisticados de seguran\u00e7a dos celulares com &#8220;criptografia inquebr\u00e1vel&#8221; da EncroChat<\/h2>\n<p>O caso EncroChat parou a Europa em junho de 2020 e reverbera at\u00e9 hoje. Em diversos casos policiais envolvendo o crime organizado, as pol\u00edcias da Europa se deparavam com a apreens\u00e3o de aparelhos celulares das marcas <em>Samsung<\/em>, <em>Blackberry<\/em> e <em>Aquaris X2<\/em> com um sistema operacional <em>Android<\/em> modificado, equipado com aplicativos de criptografia inquebr\u00e1vel mesmo com as tecnologias forenses mais avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>Tratavam-se de &#8220;unidades carbono&#8221; da EncroChat, um servi\u00e7o de telefonia celular 100% criptografado oferecido por uma empresa com sede e origem at\u00e9 a ocasi\u00e3o desconhecidos. O aparelho e servi\u00e7o eram vendidos pela internet.<\/p>\n<p>O celular custava 1 mil euros e a assinatura, 1,5 mil euros por semestre. Al\u00e9m da criptografia PGP de ponta a ponta, o dispositivo oferecia diversos recursos de seguran\u00e7a. A c\u00e2mera e o microfone podiam ser desabilitados, e o aparelho trazia instalados o EncroChat, um programa de mensagens, e o Encrotalk, para chamadas de \u00e1udio e v\u00eddeo, ambos fortemente criptografados.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m tentava ligar ou desbloquear o telefone normalmente, apenas apertando o comando correspondente, o que aparecia era uma tela de <em>Android<\/em> com aplicativos padr\u00e3o, sem no entanto nenhum conte\u00fado. Era s\u00f3 ao apertar a sequ\u00eancia certa de comandos o sistema operacional do Encrochat, com todo seu conte\u00fado, era revelado. Uma <strong>esp\u00e9cie de bot\u00e3o de p\u00e2nico permitia apagar o telefone<\/strong> com a tela bloqueada ou mesmo a dist\u00e2ncia, entre outros recursos sofisticados de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>EncroChat recomendou apagar dados e jogar fora celulares ap\u00f3s opera\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia na Europa <\/h2>\n<p>No in\u00edcio de 2020, ap\u00f3s cerca de cinco anos de exist\u00eancia do EncroChat, a Gendarmeria Nacional da Fran\u00e7a descobriu que os servidores da empresa ficavam em uma empresa terceirizada em Lille e viu uma brecha. Segundo a legisla\u00e7\u00e3o francesa, \u00e9 ilegal fornecer servi\u00e7os de criptografia no pa\u00eds sem o conhecimento, cadastro e aprova\u00e7\u00e3o de autoridades regulat\u00f3rias competentes, o que n\u00e3o acontecia.<\/p>\n<p>Assim, foi dada autoriza\u00e7\u00e3o judicial e a pol\u00edcia conseguiu invadir o equipamento secretamente com um <em>pendrive<\/em> instalado em um dos servidores. Ap\u00f3s monitorar, copiar e descriptografar todos os dados dispon\u00edveis da empresa, uma grande opera\u00e7\u00e3o policial foi deflagrada contra a EncroChat.<\/p>\n<p>Na madrugada do dia 13 de junho daquele ano, usu\u00e1rios do EncroChat ao redor do mundo receberam uma mensagem avisando que os servidores tinham sido invadidos ilegalmente pela pol\u00edcia e que a empresa estava encerrando o servi\u00e7o, pois n\u00e3o conseguia mais garantir a seguran\u00e7a das comunica\u00e7\u00f5es. A recomenda\u00e7\u00e3o era apagar todo o conte\u00fado das tais unidades carbono e jogar o aparelho fora.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a pol\u00edcia de dezenas de pa\u00edses europeus fazia opera\u00e7\u00f5es para uma pris\u00e3o inicial em massa de mais de 700 pessoas por crimes descobertos nos servidores da EncroChat.\u00a0Um homem apontado pela pol\u00edcia francesa como dono da EncroChat foi preso na Rep\u00fablica Dominicana ainda em 2020 e extraditado para a Fran\u00e7a em fevereiro de 2024.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 r\u00e9u por forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, tr\u00e1fico de drogas internacional e outros crimes. Tr\u00eas espanh\u00f3is, acusados de montar e vender os aparelhos celulares especiais da empresa, foram presos e extraditados para a Fran\u00e7a ainda em 2022. Eles seguem na cadeia e aguardam julgamento.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Pol\u00edcia francesa apontou que sistema supostamente usado para o crime tinha 60 mil usu\u00e1rios ao redor do mundo<\/h2>\n<p>Ao todo, a pol\u00edcia da Fran\u00e7a descobriu que o servi\u00e7o era utilizado por cerca de 60 mil usu\u00e1rios \u2013 a maioria na Europa, mas com muitos clientes tamb\u00e9m no Oriente M\u00e9dio, Am\u00e9rica do Sul, M\u00e9xico e Estados Unidos. De acordo com as autoridades francesas, mais de 90% dos usu\u00e1rios utilizava o EncroChat para a pr\u00e1tica de crimes: tr\u00e1fico de drogas, pessoas e armas, contrabando, assassinatos, pedofilia, lavagem de dinheiro e outros.\u00a0<\/p>\n<p>De volta \u00e0 B\u00e9lgica, &#8220;foi enviada \u00e0 Fran\u00e7a uma Decis\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o Europeia, DEI, com o objetivo de ser feita a identifica\u00e7\u00e3o e leitura do tr\u00e1fego telef\u00f4nico vinculado a esses n\u00fameros de Imei&#8221;, afirma o juiz investigador Johan Desseyn, respons\u00e1vel pelo caso em Bruges, em um dos of\u00edcios enviados ao juiz federal do Paran\u00e1 Marcus Holz, respons\u00e1vel pelo inqu\u00e9rito da opera\u00e7\u00e3o Enterprise da PF, no in\u00edcio de 2021, ao qual a reportagem da <strong>Gazeta do Povo<\/strong> teve acesso.<\/p>\n<p>Paralelamente, a PF j\u00e1 tentava obter informa\u00e7\u00f5es sobre o ex-major no caso do EncroChat em contato direto com as autoridades francesas. Na mesma \u00e9poca, o Brasil chegou a enviar para a Fran\u00e7a uma rela\u00e7\u00e3o com os 21 principais nomes investigados na opera\u00e7\u00e3o Enterprise mas, como n\u00e3o se conhecia os &#8220;monikers&#8221; (apelidos, <em>nicknames<\/em> dos mesmos no sistema criptografado) nem os Imeis dos mesmos, a busca foi infrut\u00edfera, informaram as autoridades francesas. Agora, com os Imeis da pol\u00edcia belga, a hist\u00f3ria seria diferente.<\/p>\n<h2>A rela\u00e7\u00e3o de Sergio Roberto de Carvalho com um dos maiores traficantes de coca\u00edna do mundo<\/h2>\n<p>No final de 2020, chegou de volta a Bruges a resposta da Pol\u00edcia Federal da Fran\u00e7a em Lille com revela\u00e7\u00f5es que conectam o caso EncroChat com a investiga\u00e7\u00e3o belga e a opera\u00e7\u00e3o Enterprise brasileira. A quebra da criptografia dos Imeis apreendidos nos servidores do EncroChat revelaram que a empresa de fachada Kriva-Rochem e as 3,2 toneladas de coca\u00edna encontradas na Holanda no come\u00e7o daquele ano pertenciam, na verdade, a Flor Bressers e ao ex-major da PM brasileiro.<\/p>\n<p>No EncroChat, Bressers utilizava os apelidos de &#8220;Ricklong&#8221; e &#8220;Bongoking&#8221; para se comunicar com os comparsas da quadrilha.\u00a0Bressers j\u00e1 era conhecido das autoridades belgas como um criminoso e traficante de rua comum. Ele tinha sido preso e condenado por cortar fora o dedo de um comparsa holand\u00eas depois que ele perdeu um carregamento de drogas para a pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sair da cadeia, ficou fora do radar at\u00e9 reaparecer nestas investiga\u00e7\u00f5es como um dos maiores traficantes de coca\u00edna da Europa. Ele foi preso em fevereiro de 2022, na Su\u00ed\u00e7a, onde vivia escondido com a esposa, e depois foi extraditado para a B\u00e9lgica. Ela pegou dois anos de cadeia por lavagem de dinheiro e j\u00e1 cumpriu pena no pr\u00f3prio pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, parece pelo tr\u00e1fego de PGP Encro que Bressers seria respons\u00e1vel pela compra da coca\u00edna embarcada importada, sendo a mesma adquirida do fornecedor brasileiro S\u00e9rgio Roberto de Carvalho, onde este utilizava o<em> moniker<\/em> &#8216;Lucrativeherb &#8216;na plataforma Encro&#8221;, afirma o juiz investigador Johan Desseyn.<\/p>\n<p>&#8220;De Carvalho lideraria e seria respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o sul-americana, na qual encomendava e pr\u00e9-pagava os embarques de coca\u00edna transportados por interm\u00e9dio de cont\u00eaineres mar\u00edtimos com min\u00e9rio de mangan\u00eas como carga de cobertura atrav\u00e9s de portos brasileiros com destino \u00e0 Europa&#8221;, continua o juiz investigador.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 isso. &#8220;Parece haver uma &#8216;joint venture,&#8217; ou seja, uma participa\u00e7\u00e3o conjunta entre Bressers e De Carvalho, porque Bressers teria de pagar para De Carvalho apenas metade da coca\u00edna importada, 7,5 mil d\u00f3lares por quilo de coca\u00edna boliviana&#8221;, aponta o juiz investigador europeu.<\/p>\n<p>Uma vez na Europa, <strong>o quilo podia valer de US$ 50 mil a US$ 80 mil<\/strong>. Tamb\u00e9m foi descoberto no perfil de Bressers no EncroChat uma esp\u00e9cie de livro-caixa da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A sequ\u00eancia da investiga\u00e7\u00e3o apontou que &#8220;Corta Dedos&#8221; pagou para o ex-major brasileiro 99 milh\u00f5es de euros num per\u00edodo de dez meses entre junho de 2019 e abril de 2020, em diversas entregas de dinheiro vivo feitas por emiss\u00e1rios ao redor de cidades da Europa. O valor \u00e9 referente \u00e0 metade do pre\u00e7o das 12,8 toneladas de coca\u00edna importadas do Brasil para a Europa pela dupla no mesmo per\u00edodo, em oito carregamentos bem-sucedidos, fora as 3,2 toneladas apreendidas na Holanda.<\/p>\n<h2>Tamanho da opera\u00e7\u00e3o criminosa chocou a PF<\/h2>\n<p>Em dez meses, Bressers e Sergio Roberto de Carvalho Carvalho levaram em sociedade do Brasil para a Europa pelo menos 16 toneladas de coca\u00edna.\u00a0O perfil do ex-major no EncroChat revelou que a coca\u00edna era expedida do Brasil no mangan\u00eas por um homem de confian\u00e7a dele (codinome &#8220;Littlejacket&#8221; no EncroChat) e uma mulher referida como Aida, sem perfil encontrado no aplicativo.<\/p>\n<p>O dinheiro do ex-major era lavado no exterior com a ajuda de um operador financeiro nos Emirados \u00c1rabes Unidos (&#8220;Vipertaylor&#8221; no Encrochat) e uma <em>fintech<\/em> de criptomoedas em Londres, entre outros esquemas \u2013 o italiano Caio Marchesani (&#8220;GreySmith&#8221; no EncroChat), dono da <em>fintech<\/em> Trans-Fast Remittance, usada pelo brasileiro e por Bressers para lavar dinheiro em um esquema de criptomoedas, foi preso pela pol\u00edcia inglesa em 2023.\u00a0<\/p>\n<p>A quantidade de coca\u00edna, dinheiro e o tamanho da opera\u00e7\u00e3o descoberta na B\u00e9lgica deixou os investigadores da Pol\u00edcia Federal brasileira estupefatos. O esquema com min\u00e9rio de mangan\u00eas de Sergio Roberto de Carvalho estava completamente fora do radar da opera\u00e7\u00e3o Enterprise, indicando que a estrutura de exporta\u00e7\u00e3o de coca\u00edna do ex-PM brasileiro era ainda maior do que a mapeada em mais de tr\u00eas anos de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na colabora\u00e7\u00e3o internacional, as autoridades belgas compartilharam com a PF uma lista inicial de pelo menos mais cinco pessoas da quadrilha do major aqui no Brasil e quatro empresas envolvidas na exporta\u00e7\u00e3o para a Europa do min\u00e9rio de mangan\u00eas misturado com coca\u00edna que n\u00e3o eram investigadas na opera\u00e7\u00e3o Enterprise.\u00a0As 16 toneladas de coca\u00edna descobertas na B\u00e9lgica vinham a se somar a outras 50 toneladas apreendidas ou rastreadas pela Pol\u00edcia Federal de 2017 at\u00e9 o final de 2020.<\/p>\n<p>Em 2020, na Espanha, o major chegou a ser preso e processado por causa de outra 1,7 tonelada apreendida em um barco pesqueiro, mas conseguiu sair da cadeia com a identidade falsa de Paul Wouter e o pagamento de fian\u00e7a para responder ao processo em liberdade. Logo depois, <strong>forjou a pr\u00f3pria morte<\/strong> para desaparecer de novo at\u00e9 ser preso em 2022 e, agora, ser levado a julgamento.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A quebra da criptografia de aparelhos usados por integrantes do esquema liderado pelo ex-major da Pol\u00edcia Militar Sergio Roberto de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":575076,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[189],"tags":[],"class_list":["post-575467","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/575467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=575467"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/575467\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/575076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=575467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=575467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=575467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}