{"id":566388,"date":"2026-07-19T15:22:56","date_gmt":"2026-07-19T19:22:56","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=566388"},"modified":"2026-07-19T15:22:56","modified_gmt":"2026-07-19T19:22:56","slug":"a-era-jaspion-quando-a-cultura-pop-japonesa-invadiu-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=566388","title":{"rendered":"A Era Jaspion: quando a cultura pop japonesa invadiu o Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>No come\u00e7o de julho, a morte do ator Hikaru Kurosaki, que interpretou o super-her\u00f3i Jaspion na televis\u00e3o, reacendeu em muitos brasileiros de meia-idade um sentimento de nostalgia.<\/p>\n<p>Hoje, o auge da influ\u00eancia japonesa nas telas brasileiras ficou para tr\u00e1s. A nova febre asi\u00e1tica s\u00e3o os doramas, as s\u00e9ries sul-coreanas de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a influ\u00eancia do Jap\u00e3o permanece.<\/p>\n<h2>Presen\u00e7a asi\u00e1tica \u00e9 antiga<\/h2>\n<p>As produ\u00e7\u00f5es de cinema e televis\u00e3o asi\u00e1ticas j\u00e1 estavam presentes no Brasil desde os anos 50, principalmente nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do pa\u00eds, gra\u00e7as \u00e0 migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa presen\u00e7a ajudou a criar um p\u00fablico receptivo \u00e0s produ\u00e7\u00f5es japonesas. O importante \u00e9 lembrar que nos anos 50 e 60, o cinema japon\u00eas era muito visto, n\u00e3o apenas pela col\u00f4nia, em cidades como S\u00e3o Paulo e Curitiba.<\/p>\n<p>Foram filmes como o \u00e9pico <em>O Portal do Inferno <\/em>(1953), que ganhou o Oscar de Melhor Figurino, de Teinosuke Kinugasa; o cl\u00e1ssico <em>Contos da Lua Vaga<\/em> (1953), dirigido por Kenji Mizoguchi; e com certeza, os monstros sagrados do cinema japon\u00eas, Akira Kurozawa, diretor de <em>Rashomon <\/em>(1950), ganhador do Oscar Especial e do cl\u00e1ssico <em>Os Sete Samurais<\/em> (1954), e <em>Godzilla <\/em>(1954). Eles despertaram a curiosidade do p\u00fablico brasileiro pela produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica do Jap\u00e3o.<\/p>\n<h2>A primeira invas\u00e3o japonesa na TV<\/h2>\n<p>A d\u00e9cada de 1960 foi crucial para a invas\u00e3o japonesa na cultura brasileira, quando come\u00e7aram a chegar, na segunda d\u00e9cada de vida da televis\u00e3o, as primeiras produ\u00e7\u00f5es do Sol Nascente. Desenhos animados como <em>Samurai Kid<\/em>, <em>O Oitavo Homem<\/em>, <em>O \u00c1s do Espa\u00e7o<\/em>, <em>Pr\u00edncipe Planet<\/em>a, <em>O Super-Homem do Espa\u00e7o<\/em>, come\u00e7aram a chegar nas principais emissoras brasileiras, mostrando que n\u00e3o era s\u00f3 a Hanna-Barbera que dominava a programa\u00e7\u00e3o infantojuvenil.<\/p>\n<p>Outros marcos da anima\u00e7\u00e3o japonesa (anime) conquistaram f\u00e3s na d\u00e9cada seguinte, como <em>Speed Racer<\/em>, <em>Fantomas<\/em>, <em>Kimba \u2013 O Le\u00e3o Branco<\/em>, de Osamu Tezuka, que aumentou a audi\u00eancia da TV Cultura de S\u00e3o Paulo, nas tardes de domingo, e o curioso conto de fadas de A Princesa e o Cavaleiro, na TV Record. Curiosidade: v\u00e1rios roteiros desse desenho n\u00e3o chegaram ao Brasil e por isso, o diretor de dublagem da s\u00e9rie, Gilberto Baroli, acabou escrevendo a vers\u00f5es improvisadas desses epis\u00f3dios, sem saber japon\u00eas, mas usando o bom senso.<\/p>\n<p>O que agitou a onda foi a chegada das primeiras s\u00e9ries de super-her\u00f3is japoneses, quando Nacional Kid entrou em cena contra os Incas Venuzianos na TV Record em 1964. O personagem, que surgiu no Jap\u00e3o para vender os primeiros r\u00e1dios port\u00e1teis da National (marca que s\u00f3 entrou no Brasil no final dos anos 70), chegou causando um grande impacto na telinha. Afinal, quem poderia imaginar que o superpoderoso her\u00f3i japon\u00eas, que se disfar\u00e7ava de pacato professor Massao Hata, salvaria o planeta contra os Incas, adoradores do deus venusiano Au\u00edca, dos seres Abissais, dos Subterr\u00e2neos e dos Zarrocos?<\/p>\n<p>Com a janela aberta, chegaram <em>Os Agentes Fantasmas<\/em> (1968), <em>O Pr\u00edncipe Dinossauro<\/em> (1967), <em>Rob\u00f4 Gigante<\/em> (1967), <em>Vingadores do Espa\u00e7o<\/em> (1969), <em>Ultra Q<\/em> (1965), uma antologia de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica inspirada em <em>Al\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o<\/em> (1958). Em 1970, a TV Bandeirantes abria sua programa\u00e7\u00e3o para o policial vindo da Nebulosa M78, <em>Ultraman <\/em>(1966).<\/p>\n<p>Ultraman tinha 40 metros de altura e trocava de identidade com Hayata, membro da patrulha cient\u00edfica, organiza\u00e7\u00e3o mundial de combate a monstros gigantes. A s\u00e9rie foi criada por Eiji Tsuburaya, o respons\u00e1vel por dar forma ao cl\u00e1ssico monstro Godzilla. Sua ideia era ter uma s\u00e9rie com monstros gigantes e um her\u00f3i poderoso para enfrent\u00e1-los. Depois de <em>Ultraman<\/em>, vieram <em>UltraSeven<\/em> (1967) e Ultraman Jack, personagem da s\u00e9rie <em>O Regresso de Utraman<\/em> (1971). S\u00f3 para constar, a fam\u00edlia Ultraman tem 43 membros efetivos em 36 s\u00e9ries produzidas pela Tsuburaya Productions at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, a imprensa definia essas produ\u00e7\u00f5es como tokusatsu, algo como filme de efeitos especiais e pr\u00e1ticos, no lan\u00e7amento de Godzilla. \u00c9 a utiliza\u00e7\u00e3o de efeitos \u00f3ticos com cen\u00e1rios em escala, onde uma pessoa vestida de monstro andava e destru\u00eda tudo por onde passava. Na melhor adapta\u00e7\u00e3o brasileira, filme de monstro gigante. Da\u00ed para levar isso para a televis\u00e3o, foi um gigantesco passo para o tokusatsu.<\/p>\n<p>O \u00faltimo representante de her\u00f3i japon\u00eas lutando contra monstros gigantes nesta fase foi Spectreman (1971), criado pela P Production, conhecida no Jap\u00e3o como uma companhia de poucos recursos. Quando vemos o her\u00f3i da Nebulosa 71 encarando o Dr. Gori, um cientista louco com cara de macaco do planeta \u00c9psilon, a limita\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria da produ\u00e7\u00e3o fica evidente em v\u00e1rios momentos da s\u00e9rie. Spectreman, que fez sucesso no Brasil quando chegou em 1980 na Record e depois no SBT, foi feita a toque de caixa pela produtora quando souberam da nova s\u00e9rie que traria Ultraman de volta \u00e0 televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Todas essas produ\u00e7\u00f5es ganharam um novo come\u00e7o quando o <em>Fant\u00e1stico Jaspion<\/em> chegou no Brasil<\/p>\n<h2>A Invas\u00e3o Tokusatsu<\/h2>\n<p>Foi na d\u00e9cada de 1980 que aconteceu uma verdadeira avalanche de rob\u00f4s gigantes, guerreiros espaciais, monstros colossais e super-her\u00f3is met\u00e1licos ganhando espa\u00e7o na programa\u00e7\u00e3o das emissoras brasileiras. Entre essas duas ondas nasceu uma gera\u00e7\u00e3o que aprendeu que um her\u00f3i tamb\u00e9m podia usar armadura cromada, pilotar uma nave espacial e enfrentar monstros vindos de outra gal\u00e1xia. Mais do que uma moda passageira, foi um fen\u00f4meno cultural.<\/p>\n<p>E tudo come\u00e7ou com <em>O Fant\u00e1stico Jaspion<\/em>&#8230; nas videolocadoras.<\/p>\n<p>Produzida pela Toei Company entre 1985 e 1986, a s\u00e9rie foi concebida para celebrar os dez anos da franquia Metal Hero. No Jap\u00e3o, obteve boa repercuss\u00e3o, mas foi em pa\u00edses como Brasil, Fran\u00e7a e Filipinas que se transformou em um verdadeiro fen\u00f4meno cultural. A dublagem da s\u00e9rie e de outras do g\u00eanero coube \u00e0 \u00c1lamo. <em>O Fant\u00e1stico Jaspion<\/em> come\u00e7ou sua trajet\u00f3ria no Brasil pela Everest Video, que lan\u00e7ou a s\u00e9rie em VHS para videolocadoras.<\/p>\n<p>O her\u00f3i interpretado por Hikaru Kurosaki combinava coragem, ingenuidade e senso de justi\u00e7a, caracter\u00edsticas que dialogavam diretamente com o p\u00fablico infantil. Ao longo dos 46 epis\u00f3dios da s\u00e9rie, ao contr\u00e1rio dos super-her\u00f3is ocidentais, Jaspion era apresentado como um aventureiro em constante aprendizado. Era poss\u00edvel notar a evolu\u00e7\u00e3o do personagem, em que a ingenuidade inicial foi dando lugar a uma maturidade adulta digna de um super-her\u00f3i.<\/p>\n<p>Jaspion fez tanto sucesso que a Everest tamb\u00e9m negociou com a Manchete outras produ\u00e7\u00f5es como<em> Esquadr\u00e3o Rel\u00e2mpago Changeman<\/em> (1985) e <em>Comando Estelar Flashman<\/em> (1986). O fen\u00f4meno cultural gerado por essas s\u00e9ries aconteceu quando foram exibidas pela Manchete dentro do Clube da Crian\u00e7a, apresentado por Ang\u00e9lica. Quem quiser conhecer O Fant\u00e1stico Jaspion pode recorrer ao Prime Video.<\/p>\n<p>Vieram ent\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es em quadrinhos, \u00e1lbuns de figurinhas, brinquedos, bonecos e uniformes, entre as primeiras ideias para aproveitar o sucesso que os her\u00f3is tokusatsu estavam fazendo. Esse sucesso, contudo, tamb\u00e9m foi a porta para uma verdadeira avalanche de s\u00e9ries japonesas de her\u00f3is espaciais chegasse ao Brasil. Se num primeiro momento eles estavam em v\u00eddeo dom\u00e9stico, num segundo ganharam espa\u00e7o nas TVs brasileiras \u2014 incluindo a Globo, que em 1991 colocou no Xou da Xuxa as s\u00e9ries<em> Irm\u00e3o Bicrossers<\/em> (1985) e <em>Gigantes Guerreiros Gogge V<\/em> (1982).<\/p>\n<p><em>Cybercops \u2013 Os Policiais do Futuro<\/em> (1988), foi uma das \u00faltimas s\u00e9ries tokusatsu dos anos 80 que chegaram \u00e0 TV brasileira pela Sato Company, a mesma que trouxe o longa-metragem Akira para o cinema brasileiro (1988). Cybercops foi oferecida para Globo que tinha a ideia de fazer uma vers\u00e3o brasileira da produ\u00e7\u00e3o, com atores brasileiros fazendo as identidades normais dos policiais, e usando cenas da s\u00e9rie japonesa para completar o epis\u00f3dio. Mas a ideia foi descartada e a s\u00e9rie acabou sendo um sucesso na Rede Manchete. Talvez seja pelo sucesso da concorr\u00eancia com uma s\u00e9rie recusada, que a Globo tenha decidido adquirir <em>Bicrosses <\/em>e <em>GoggleV <\/em>para sua programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O efeito Power Rangers<\/h2>\n<p>O que ningu\u00e9m poderia imaginar \u00e9 que uma produ\u00e7\u00e3o mascarada de s\u00e9rie original ocidental, seria decisiva para desestimular a aquisi\u00e7\u00e3o de novas produ\u00e7\u00f5es japonesas do g\u00eanero her\u00f3is espaciais e monstros gigantes. A \u00faltima, por sinal, foi <em>Ultraman Tiga<\/em> (1996), exibida pela Record em 1997, mas que n\u00e3o deu a audi\u00eancia que a emissora esperava, n\u00e3o renovando o acordo para novas s\u00e9ries da franquia da Fam\u00edlia Ultra.<\/p>\n<p>Foi no come\u00e7o dos anos 90 que Haim Saban, dono da Saban Entertainment, teve a ideia de adaptar a s\u00e9rie do g\u00eanero Super Sentai (guerreiros que lutam juntos pilotando um rob\u00f4 gigante). A ideia era editar cenas da s\u00e9rie original <em>Kyoryu Sentai Zyuranger <\/em>(1992), tirando os atores japoneses e substituindo-os por atores ocidentais. Ele passou a s\u00e9rie para a programa\u00e7\u00e3o do canal pago Fox Kids, que mudou de nome para o canal Jetix, at\u00e9 ser comprada pela Disney, e se transformar no Disney XD. A franquia <em>Power Rangers<\/em> tem 23 s\u00e9ries diferentes, com 30 temporadas.<\/p>\n<p>O resultado foi um dos maiores fen\u00f4menos de audi\u00eancia ao redor do mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde essa ocidentaliza\u00e7\u00e3o ajudou a tornar um g\u00eanero tipicamente da TV japonesa em cultura pop. O sucesso foi t\u00e3o grande que seus personagens foram citados no epis\u00f3dio Aquele do Caso Esquisito, da primeira temporada de <em>Friends<\/em>. Numa das cita\u00e7\u00f5es, Joey (Matt LeBlanc) pergunta para M\u00f4nica (Courtney Cox) sobre o jovem namorado da amiga: &#8220;Por que voc\u00ea n\u00e3o pergunta para ele qual \u00e9 o Power Ranger mais forte?&#8221;<\/p>\n<h2>Um legado que continua vivo<\/h2>\n<p>N\u00e3o se sabe o futuro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s s\u00e9ries tokusatsu voltando ao Brasil. Algumas delas, como <em>Kamen Rider<\/em>, t\u00eam ganhado espa\u00e7o no Prime Video. Ao mesmo tempo, a Tsuburaya vem divulgando informa\u00e7\u00f5es sobre a nova s\u00e9rie do Ultraman para comemorar os 60 anos do personagem, al\u00e9m de uma comemora\u00e7\u00e3o especial do personagem.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do Brasil com a cultura pop japonesa passou de um nicho nost\u00e1lgico de TV aberta para uma das ind\u00fastrias mais lucrativas do entretenimento moderno. O p\u00fablico brasileiro hoje consome produ\u00e7\u00f5es japonesas de forma simult\u00e2nea com T\u00f3quio, e o futuro dessa parceria ser\u00e1 focado em digitaliza\u00e7\u00e3o, internacionaliza\u00e7\u00e3o de est\u00fadios e cocria\u00e7\u00f5es bilaterais. A era de depender de distribuidoras locais para comprar fitas f\u00edsicas virou hist\u00f3ria. Gigantes do streaming como Netflix, Amazon Prime Video e Crunchyroll (dedicado \u00e0 anima\u00e7\u00e3o japonesa) passaram a investir pesado na coprodu\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o global imediata de grandes franquias.<\/p>\n<p>Eventos como a Anime Friends re\u00fanem milhares de f\u00e3s desses conte\u00fados, consolidando o maior segmento de consumo da Am\u00e9rica Latina. O Brasil \u00e9 tradicionalmente um dos maiores mercados de mang\u00e1s impressos do mundo, enquanto deixou de ser um consumidor passivo. Hoje, surgem produ\u00e7\u00f5es feitas por criadores brasileiros que utilizam a est\u00e9tica dos animes e tokusatsus.<\/p>\n<p>Mais do que uma lembran\u00e7a nost\u00e1lgica, esse legado continua vivo. E tudo indica que continuar\u00e1 influenciando o mercado audiovisual brasileiro por muitos anos.<\/p>\n<p>E tudo isso come\u00e7ou a se tornar \u201crealidade\u201d com um jovem que liderou a luta contra um poderoso alien\u00edgena chamado Satan Goss&#8230; Jaspion!<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No come\u00e7o de julho, a morte do ator Hikaru Kurosaki, que interpretou o super-her\u00f3i Jaspion na televis\u00e3o, reacendeu em muitos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":566389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-566388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/566388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=566388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/566388\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/566389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=566388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=566388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=566388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}