{"id":549468,"date":"2026-07-12T20:12:29","date_gmt":"2026-07-13T00:12:29","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=549468"},"modified":"2026-07-12T20:12:29","modified_gmt":"2026-07-13T00:12:29","slug":"da-infancia-no-interior-ao-reinado-na-soja-como-erai-maggi-construiu-um-imperio-no-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=549468","title":{"rendered":"Da inf\u00e2ncia no interior ao reinado na soja: como Era\u00ed Maggi construiu um imp\u00e9rio no agro"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>No agroneg\u00f3cio brasileiro, poucos nomes personificam t\u00e3o bem o processo de transforma\u00e7\u00e3o do campo como Era\u00ed Maggi Scheffer. Considerado o novo \u201cRei da Soja\u201d, o empres\u00e1rio comanda o Grupo Bom Futuro, conglomerado que ultrapassou o ramo da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola para se tornar uma pot\u00eancia log\u00edstica, energ\u00e9tica e industrial, com um faturamento que supera os R$ 6 bilh\u00f5es anuais, segundo estimativas do mercado.<\/p>\n<p>Com mais de 700 mil hectares de \u00e1rea cultivada \u2013 superior ao territ\u00f3rio de pa\u00edses como Brunei, Cabo Verde e Trinidad e Tobago \u2013, a empresa produz a cada ano cerca de 1,9 milh\u00e3o de toneladas de gr\u00e3os e 360 mil toneladas de pluma de algod\u00e3o. O imp\u00e9rio det\u00e9m ainda 12 usinas hidrel\u00e9tricas e tr\u00eas fotovoltaicas, al\u00e9m do maior aeroporto privado do Centro-Oeste, em Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de expressivos, os n\u00fameros chamam a aten\u00e7\u00e3o pelo forte contraste com os de sua origem, no Sul do pa\u00eds. Na d\u00e9cada de 1970, os Maggi Scheffer cultivavam uma \u00e1rea de apenas 65 hectares na cidade de S\u00e3o Miguel do Igua\u00e7u, no Oeste do Paran\u00e1, operando sob o modelo tradicional de pequenos colonos.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia, liderada por Ant\u00f4nio Clarismundo Scheffer e Luzia Maggi Scheffer, migrara, anos antes, da pequena Tr\u00eas Cachoeiras, no litoral norte do Rio Grande do Sul, em busca de uma vida melhor no interior paranaense.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio \u00e9 que Era\u00ed Maggi, terceiro de sete irm\u00e3os, forjou sua \u00e9tica de trabalho. \u201cAos 9 anos, al\u00e9m de frequentar a escola, pegava no pesado na lavoura e cedinho acordava para tirar leite das vacas\u201d, conta o historiador Nei Ducl\u00f3s, no livro A Marcha do Gr\u00e3o de Ouro.<\/p>\n<p>Com a morte de precoce do patriarca da fam\u00edlia em um acidente, em 1976, aos 18 anos assumiu a gest\u00e3o dos neg\u00f3cios agr\u00edcolas, em um ambiente econ\u00f4mico de severa restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. \u201cA gente tinha trator, mas a terra ainda era cara. Resolv\u00edamos o problema alugando os s\u00edtios dos vizinhos\u201d, relatou o empres\u00e1rio em 2002, em entrevista \u00e0 revista Isto\u00c9 Dinheiro.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de arrendar terras alheias para otimizar a capacidade ociosa do maquin\u00e1rio seria a espinha dorsal de sua agressiva expans\u00e3o para o Centro-Oeste. Al\u00e9m de maximizar a efici\u00eancia de terras que n\u00e3o possu\u00eda, passou a operar com o risco e a coordenar equipes.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, contornando os limites produtivos por meio do arrendamento, Era\u00ed conseguiu multiplicar sua \u00e1rea cultivada, passando a operar cerca de 100 alqueires em apenas cinco anos. O encarecimento das terras no territ\u00f3rio paranaense, no entanto, tornou-se um obst\u00e1culo em seu caminho.<\/p>\n<p><em>** Esta mat\u00e9ria faz parte da s\u00e9rie de reportagens\u00a0<strong>Apesar do Estado<\/strong>, da Gazeta do Povo, que retrata a trajet\u00f3ria de grandes empres\u00e1rios brasileiros que venceram os desafios de empreender em um dos ambientes de neg\u00f3cios mais hostis do mundo.\u00a0<a href=\"http:\/\/gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/serie-apesar-do-estado\">Confira outros textos da s\u00e9rie neste link.<\/a><\/em><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>A abertura do Cerrado e a migra\u00e7\u00e3o de Era\u00ed para Mato Grosso<\/h2>\n<p>Entre o final da d\u00e9cada de 1970 e o in\u00edcio de 1980, a pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o nacional incentivava a migra\u00e7\u00e3o para o Centro-Oeste brasileiro, transformando o bioma do Cerrado num vasto canteiro de testes agron\u00f4micos.<\/p>\n<p>Nessa fase, Era\u00ed contou com uma importante ajuda de seu tio materno, Andr\u00e9 Maggi, que identificou uma oportunidade de arrendamento em Rondon\u00f3polis, no sul de Mato Grosso. As terras, denominadas Fazenda Bom Futuro, pertenciam a tr\u00eas m\u00e9dicos paulistas e totalizavam 2,5 mil hectares vocacionados para a agricultura e 1 mil hectares para a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>No arranjo que organizaram, o tio daria a garantia financeira e o capital de giro, enquanto os sobrinhos entrariam com a for\u00e7a de trabalho e a gest\u00e3o direta no campo.\u00a0Era 1982 quando Era\u00ed liquidou a propriedade da fam\u00edlia no Paran\u00e1 e utilizou o capital para migrar definitivamente para o Centro-Oeste.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia do neg\u00f3cio revelou-se altamente lucrativa. Os pagamentos anuais aos propriet\u00e1rios das terras eram realizados diretamente em sacas de soja, blindando a opera\u00e7\u00e3o contra a instabilidade da moeda brasileira da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Em 1984, diante dos bons resultados, a fam\u00edlia investiu na aquisi\u00e7\u00e3o de terras pr\u00f3prias em um distrito de Campo Novo do Parecis, tamb\u00e9m no Mato Grosso, onde hoje fica o munic\u00edpio de Sapezal.<\/p>\n<p>Em 1994, a Fazenda Bom Futuro sofreu um forte preju\u00edzo em raz\u00e3o de uma estiagem que gerou perdas na lavoura e no caixa do neg\u00f3cio. \u201cA\u00ed o tio Andr\u00e9 perguntou se a gente queria tocar a fazenda sozinhos\u201d, relatou Era\u00ed em registro do site do Grupo Bom Futuro.<\/p>\n<p>Com o direito de prefer\u00eancia e capitalizado pelos lucros subsequentes, a compra definitiva da Fazenda Bom Futuro pelos Maggi Scheffer foi oficializada em 1995. Tinha in\u00edcio o imp\u00e9rio do Grupo Bom Futuro, abrindo caminho para uma escalada sem precedentes na hist\u00f3ria da agricultura tropical.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>A estrat\u00e9gia de expans\u00e3o parcelada<\/h2>\n<p>Com a base consolidada em Rondon\u00f3polis, Era\u00ed adotou uma doutrina de expans\u00e3o geogr\u00e1fica met\u00f3dica, financiando novas aquisi\u00e7\u00f5es com os fluxos de caixa operacionais e linhas de cr\u00e9dito. A expans\u00e3o ocorreu por meio de um avan\u00e7o t\u00e1tico sobre \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o no Cerrado.<\/p>\n<p>Sapezal, munic\u00edpio que nasceria essencialmente em redor da infraestrutura agr\u00edcola instalada pela fam\u00edlia, tornou-se o principal polo de crescimento da Bom Futuro.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Nos anos 1990, alavancados pela venda estrat\u00e9gica de terras ao grupo Ceval, que demandavam \u00e1reas para eucalipto, os irm\u00e3os realizaram pesadas aquisi\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o de Campo Verde. \u201cO projeto era comprar 10 mil hectares, compramos 3 mil e fomos comprando mais, de maneira fracionada\u201d.<\/p>\n<p>A abordagem permitiu que cada nova parcela adquirida fosse rapidamente incorporada ao ciclo produtivo e gerasse o seu pr\u00f3prio retorno sobre o investimento antes da etapa seguinte.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Foi em Campo Verde que, em 1998, a Bom Futuro instalou a sua primeira Ind\u00fastria de Beneficiamento de Algod\u00e3o (IBA), na Fazenda Santo Ant\u00f4nio, um marco que assinalaria a transi\u00e7\u00e3o da empresa de mera produtora de gr\u00e3os para o complexo agroindustrial.<\/p>\n<p>No ano 2000, as opera\u00e7\u00f5es estenderam-se de forma vigorosa para a regi\u00e3o do M\u00e9dio Norte de Mato Grosso, consolidando uma vasta rede log\u00edstica que abrangia mais de 100 mil hectares de \u00e1rea cultivada logo no in\u00edcio da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Como Era\u00ed desbancou o primo Blairo e se tornou o novo Rei da Soja<\/h2>\n<p>Durante muito tempo, o t\u00edtulo informal de \u201cRei da Soja\u201d no Brasil esteve nas m\u00e3os de seu primo, Blairo Maggi, que, por sua vez, o herdara de Olacyr de Moraes. A coroa\u00e7\u00e3o de Era\u00ed ocorreu no in\u00edcio dos anos 2000, em meio a uma diverg\u00eancia estrat\u00e9gica entre os dois ramos da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Sob a lideran\u00e7a de Blairo, a Amaggi decidiu redirecionar seu capital, voltando o neg\u00f3cio para outras etapas da cadeia do agroneg\u00f3cio (trading, infraestrutura hidrovi\u00e1ria no Rio Madeira, esmagamento de sementes e exporta\u00e7\u00e3o) e passando a originar soja produzida por terceiros para abastecer os mercados globais.<\/p>\n<p>Era\u00ed, em contrapartida, desenvolveu investiu cada vez mais no dom\u00ednio sobre a atividade prim\u00e1ria, dando \u00eanfase na opera\u00e7\u00e3o \u201cdentro da porteira\u201d. Seu foco priorit\u00e1rio no aumento da produ\u00e7\u00e3o permitiu \u00e0 Bom Futuro atingir taxas de expans\u00e3o da \u00e1rea cultivada superiores a 20% ao ano.<\/p>\n<p>Na safra de 2005\/2006, os n\u00fameros indicavam que a virada na lideran\u00e7a estava pr\u00f3xima; no ciclo de 2009\/2010, a diferen\u00e7a j\u00e1 era insuper\u00e1vel. Nessa temporada, Era\u00ed plantou 223 mil hectares da oleaginosa \u2014 a maior extens\u00e3o alguma vez cultivada por um \u00fanico produtor no pa\u00eds. O grupo de Blairo cultivou cerca de 168 mil hectares no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Duas decis\u00f5es foram cruciais para a consolida\u00e7\u00e3o desse dom\u00ednio: a r\u00e1pida ado\u00e7\u00e3o de tecnologias de agricultura de precis\u00e3o para elevar as produtividades muito acima da m\u00e9dia nacional (ultrapassando as 66 sacas por hectare em grandes extens\u00f5es); e o arrendamento contrac\u00edclico de \u00e1reas.<\/p>\n<p>Ao assumir o risco direto da produ\u00e7\u00e3o, a Bom Futuro sacrificou a presen\u00e7a na exporta\u00e7\u00e3o direta, mas monopolizou a oferta na origem, tornando grandes tradings, como Bunge, Cargill, Sadia e a pr\u00f3pria Amaggi, dependentes dos seus volumes.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/07\/10163257\/rei-da-soja-erai-maggi-scheffer.jpg.webp\" \/><i>Com produ\u00e7\u00e3o anual de cerca de 1,3 milh\u00e3o de toneladas, Era\u00ed Maggi Scheffer superou o primo Blairo Maggi e \u00e9 considerado o atual &#8220;Rei da Soja&#8221; (Imagem ilustrativa) (Foto: Michel Willian\/Gazeta do Povo\/Arquivo)<\/i><\/p>\n<h2>Fiel ao Mato Grosso, Era\u00ed usa cr\u00e9dito em d\u00f3lar para contornar varia\u00e7\u00e3o cambial<\/h2>\n<p>A sustenta\u00e7\u00e3o de taxas de crescimento de dois d\u00edgitos em um setor caracterizado pela volatilidade clim\u00e1tica ancorou-se em dois pilares: a contrata\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em d\u00f3lar e a fidelidade geogr\u00e1fica ao Mato Grosso.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de outros conglomerados agr\u00edcolas contempor\u00e2neos que pulverizaram o risco geogr\u00e1fico expandindo-se para a fronteira do Matopiba (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), o atual Rei da Soja concentra 100% dos seus esfor\u00e7os de expans\u00e3o no Mato Grosso. Sua l\u00f3gica \u00e9 baseada no clima, mas tamb\u00e9m no retorno sobre o capital.<\/p>\n<p>A grande vantagem competitiva de Mato Grosso \u00e9 a capacidade de realizar duas safras plenas anuais (soja no ver\u00e3o, e milho e algod\u00e3o na \u201csafrinha\u201d), gra\u00e7as ao ciclo de chuvas altamente previs\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cCada vez que eu vou num outro Estado, mais eu quero ficar no Mato Grosso. Aqui, o clima \u00e9 muito firme e as terras, muito bacanas\u201d, disse, no ano passado, ao portal The Agribiz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/07\/10163008\/aeroporto-bom-futuro-erai-maggi-scheffer-rei-da-soja.jpg.webp\" \/><i>Com investimento inicial de R$ 100 milh\u00f5es, aeroporto Luzia Maggi Scheffer, em Cuiab\u00e1, do Grupo Bom Futuro, \u00e9 o maior terminal privado do Centro-Oeste <\/i><\/p>\n<p>Ao longo das d\u00e9cadas, o empres\u00e1rio optou por financiar as suas opera\u00e7\u00f5es em d\u00f3lar, abandonando linhas de cr\u00e9dito rural subvencionadas tradicionais, como o Plano Safra.<\/p>\n<p>Como as commodities que produz, como soja, algod\u00e3o e milho, s\u00e3o precificadas em d\u00f3lar na Bolsa de Chicago, endividar-se na moeda norte-americana elimina o risco cambial estrutural, ao mesmo tempo que liberta a empresa das altas taxas de juro praticadas no Brasil.<\/p>\n<p>Ele defende abertamente que os m\u00e9dios produtores devem perder o medo de contrair d\u00edvidas dolarizadas como mecanismo de defesa contra o encarecimento do cr\u00e9dito local.<\/p>\n<p>O modelo provou a sua efic\u00e1cia em cen\u00e1rios de crise econ\u00f4mica, como entre 2005 e 2007, quando o agroneg\u00f3cio mato-grossense atravessou sua fase mais cr\u00edtica em quarenta anos, com a praga da ferrugem asi\u00e1tica, excesso de chuvas, quebra nas cota\u00e7\u00f5es internacionais e a alta valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Milh\u00f5es de hectares deixaram de ser cultivados em raz\u00e3o do colapso financeiro de milhares de produtores. Na ocasi\u00e3o, o Grupo Bom Futuro atuou de forma contrac\u00edclica. Era\u00ed aproveitou a descapitaliza\u00e7\u00e3o dos seus pares para fechar parcerias de longo prazo, assumindo terras de grupos endividados em troca de financiamento do custeio. Apenas nesses dois anos, a \u00e1rea cultivada do grupo saltou de 110 mil para cerca de 160 mil hectares.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>As novas aquisi\u00e7\u00f5es bilion\u00e1rias do Grupo Bom Futuro<\/h2>\n<p>Engana-se quem pensa que a agressividade para a aquisi\u00e7\u00e3o de terras ficou no passado. Em 2025, o grupo desembolsou perto de R$ 1,8 bilh\u00e3o \u00e0 vista pelas fazendas Itaipu e Tupi Bar\u00e3o, que pertenciam ao fundo de private equity americano Proterra, incorporando de imediato 43 mil hectares ao seu portf\u00f3lio.<\/p>\n<p>Nesta semana, a Bom Futuro desembolsou R$ 871,25 milh\u00f5es por 18,7 mil hectares que pertenciam \u00e0 Radar, companhia controlada pela Cosan, demonstrando sua capacidade de liquidez em meio a uma onda de recupera\u00e7\u00f5es judiciais no setor.<\/p>\n<p>** <em>A reportagem da <strong>Gazeta do Povo<\/strong> solicitou entrevista com Era\u00ed Maggi Scheffer por meio da assessoria de imprensa do Grupo Bom Futuro, mas n\u00e3o teve resposta da empresa at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No agroneg\u00f3cio brasileiro, poucos nomes personificam t\u00e3o bem o processo de transforma\u00e7\u00e3o do campo como Era\u00ed Maggi Scheffer. 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