{"id":537975,"date":"2026-07-07T15:39:16","date_gmt":"2026-07-07T19:39:16","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=537975"},"modified":"2026-07-07T15:39:16","modified_gmt":"2026-07-07T19:39:16","slug":"fim-da-escala-6x1-eleva-custos-em-ate-22-na-industria-textil-aponta-presidente-da-faciap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=537975","title":{"rendered":"Fim da escala 6\u00d71 eleva custos em at\u00e9 22% na ind\u00fastria t\u00eaxtil, aponta presidente da Faciap"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>Presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais e Empresariais do Estado do Paran\u00e1 (Faciap), <strong>Flavio Furlan<\/strong> avalia que a aprova\u00e7\u00e3o do fim da escala 6&#215;1 pela C\u00e2mara dos Deputados representa risco de aumento de custos trabalhistas de at\u00e9 22% no setor t\u00eaxtil, com reflexos diretos na competitividade da ind\u00fastria e poss\u00edvel repasse de pre\u00e7os ao consumidor final.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/especiais.gazetadopovo.com.br\/noticias-por-mensagem\/\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>Em entrevista, Furlan detalhou como a Faciap atua na articula\u00e7\u00e3o entre as cerca de 300 associa\u00e7\u00f5es comerciais filiadas, buscando fortalecer o ambiente de neg\u00f3cios sem perder de vista as particularidades econ\u00f4micas de cada regi\u00e3o do estado, que consolidou posi\u00e7\u00e3o entre os principais polos empresariais do pa\u00eds. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que o estado soma 2,03 milh\u00f5es de empresas ativas.<\/p>\n<p>Furlan avalia que o cen\u00e1rio combina expans\u00e3o do ambiente de neg\u00f3cios e aumento dos desafios para o setor produtivo. Natural de Toledo, empres\u00e1rio do setor t\u00eaxtil e advogado especializado em Direito e Processo do Trabalho, o presidente da Faciap comenta os debates que envolvem as rela\u00e7\u00f5es de trabalho e defende que solu\u00e7\u00f5es nacionais precisam considerar as diferen\u00e7as entre os segmentos da economia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos tratar a economia como se todos os setores fossem iguais. Cada um tem uma realidade diferente\u201d, afirma.<\/p>\n<h2>Confira a entrevista com o presidente da Faciap<\/h2>\n<p><strong>Dados de maio de 2026 da Faciap e SPC Brasil acenderam um alerta: a inadimpl\u00eancia no Paran\u00e1 cresceu 8,51% em um ano, e o ritmo mensal de aumento superou a m\u00e9dia nacional. Mais de 61% dessas d\u00edvidas est\u00e3o concentradas nos bancos. Como chegamos a esse cen\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>Flavio Furlan: O que est\u00e1 faltando \u00e9 educa\u00e7\u00e3o financeira. O governo federal criou facilidades que s\u00e3o ilus\u00f3rias. Temos os empr\u00e9stimos consignados que, embora a responsabilidade pelo pagamento seja do empregado, o repasse passou a ser responsabilidade do empregador.<\/p>\n<p>Eu sou industrial, tenho 950 empregados na f\u00e1brica e praticamente 50% destes t\u00eam algum empr\u00e9stimo descontado em folha. Isso acaba se tornando uma bola de neve. Se voc\u00ea n\u00e3o tem educa\u00e7\u00e3o financeira e recebe a oferta de um empr\u00e9stimo para cobrir as contas, com juros de 2% ao m\u00eas, pode parecer barato em compara\u00e7\u00e3o ao cheque especial, que hoje chega a 8% ao m\u00eas. Mas n\u00e3o \u00e9, porque em menos de um ano uma parte significativa da sua renda j\u00e1 estar\u00e1 comprometida com essa d\u00edvida.<\/p>\n<p><strong>Esse impacto hoje extrapola a sa\u00fade financeira dos trabalhadores?<\/strong><\/p>\n<p>Temos outros problemas. Entrou em vigor a NR-1, que passou a incluir os riscos psicossociais. Na pr\u00e1tica, determina que as empresas adotem medidas para promover um ambiente de trabalho saud\u00e1vel. E a inadimpl\u00eancia afeta diretamente o bem-estar das pessoas.<\/p>\n<p>Quem est\u00e1 endividado n\u00e3o passa bem. Isso traz impactos para a qualidade de vida, para a sa\u00fade mental, para o sono e para o desempenho no trabalho. Ou seja, cria-se um conjunto de problemas decorrentes da inadimpl\u00eancia, que muitas vezes \u00e9 consequ\u00eancia da falta de educa\u00e7\u00e3o financeira e do desconhecimento sobre o peso de assumir v\u00e1rios empr\u00e9stimos ao mesmo tempo.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 que entramos no tema, passaram a vigorar as novas regras do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Qual \u00e9 o maior receio do empresariado quanto \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o dessa nova norma?<\/strong><\/p>\n<p>A NR-1 n\u00e3o \u00e9 uma norma recente, existe desde 1978. O que houve agora foi uma atualiza\u00e7\u00e3o para adequar os controles que as empresas precisam adotar no ambiente de trabalho em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a, tanto f\u00edsica quanto mental. No per\u00edodo p\u00f3s-pandemia, tivemos uma transforma\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Muitas empresas passaram a adotar o <em>home office<\/em>, e o PGR ganhou uma abrang\u00eancia maior.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta o empregador dizer que o funcion\u00e1rio vai trabalhar em casa. \u00c9 preciso oferecer condi\u00e7\u00f5es adequadas para isso. O ambiente onde esse trabalhador vai prestar servi\u00e7o precisa atender a requisitos de ergonomia, ilumina\u00e7\u00e3o e outros aspectos relacionados \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 seguran\u00e7a. Isso tamb\u00e9m passou a ser uma responsabilidade do empregador.<\/p>\n<p><strong>E como atender a essas novas normas?<\/strong><\/p>\n<p>Temos 38 normas regulamentadoras, que disciplinam a forma de trabalho e estabelecem programas de preven\u00e7\u00e3o voltados \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental do trabalhador. Ainda h\u00e1 muitas discuss\u00f5es sobre a forma de fiscaliza\u00e7\u00e3o dessas regras. Por isso, temos trabalhado, tanto no sistema federativo quanto nas associa\u00e7\u00f5es comerciais, orientando sobre a necessidade de criar mecanismos e de olhar com aten\u00e7\u00e3o para essas transforma\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho. Convivemos com automa\u00e7\u00e3o, teletrabalho e quest\u00f5es relacionadas \u00e0 ergonomia. N\u00e3o basta apenas evitar um trabalho repetitivo. \u00c9 preciso garantir um ambiente de trabalho saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p><strong>A aprova\u00e7\u00e3o do fim da jornada 6\u00d71 pela C\u00e2mara \u00e9 outra discuss\u00e3o que gerou forte rea\u00e7\u00e3o do setor produtivo no Paran\u00e1, com entidades apontando o risco de demiss\u00f5es e um aumento de at\u00e9 22% nos custos trabalhistas. Como os diferentes comerciantes v\u00e3o sentir esse impacto?<\/strong><\/p>\n<p>Existem situa\u00e7\u00f5es muito diferentes de impacto entre a ind\u00fastria, o com\u00e9rcio, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, variando conforme o porte das empresas. Essa \u00e9 uma discuss\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o uma discuss\u00e3o sobre a jornada em si. A constru\u00e7\u00e3o civil, por exemplo, trabalha h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas com a jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso, compensando a jornada de s\u00e1bado. Ent\u00e3o, \u00e9 preciso entender as particularidades de cada setor, mas ainda n\u00e3o temos clareza sobre esse impacto.<\/p>\n<p>No setor t\u00eaxtil, estimamos um aumento de 22% nos custos de produ\u00e7\u00e3o, considerando apenas a folha de pagamento. Convivemos com uma taxa de juros extremamente alta, que dificulta novos investimentos.<\/p>\n<p>Para absorver uma nova jornada, haver\u00e1 aumento nos custos da cadeia produtiva, e isso, inevitavelmente, ser\u00e1 repassado ao consumidor. Tudo isso reduz a competitividade da ind\u00fastria brasileira em um mercado globalizado. O que nos preocupa \u00e9 que n\u00e3o estamos preparados para assumir mais esse aumento de custos sem estudos espec\u00edficos para cada setor.<\/p>\n<p><strong>Acredita que a forma como a discuss\u00e3o est\u00e1 sendo conduzida condiz com as demandas do trabalhador?<\/strong><\/p>\n<p>Historicamente, essa discuss\u00e3o sempre ocorreu entre sindicatos e empresas, respeitando as caracter\u00edsticas de cada categoria. Hoje existem mais de 17 mil sindicatos no Brasil e, sinceramente, n\u00e3o sei qual ser\u00e1 o papel deles se houver uma imposi\u00e7\u00e3o legal sobre esse tema. Uma norma desse tipo engessa a negocia\u00e7\u00e3o coletiva. Muitos sindicatos poder\u00e3o perder espa\u00e7o, porque restar\u00e1 apenas discutir a corre\u00e7\u00e3o anual dos sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>E essa \u00e9 uma discuss\u00e3o muito limitada. Se a empresa perde competitividade, a margem para conceder reajustes al\u00e9m da infla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m diminui. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma confus\u00e3o entre escala de trabalho e limite de jornada. Muita gente que participa desse debate n\u00e3o conhece, de fato, o custo das horas extras, a forma como esse c\u00e1lculo \u00e9 feito e o impacto que isso gera no custo de produ\u00e7\u00e3o. Na nossa avalia\u00e7\u00e3o, se houver a ado\u00e7\u00e3o da jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso da forma como vem sendo discutida, haver\u00e1 um aumento significativo dos custos, com reflexos na infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A Faciap v\u00ea espa\u00e7o para um meio-termo na discuss\u00e3o que tramita no Senado, como a flexibiliza\u00e7\u00e3o para 40 horas semanais por acordo coletivo, ou o modelo atual \u00e9 considerado invi\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p>Os estudos demonstram que a produtividade do trabalhador brasileiro ainda \u00e9 muito inferior \u00e0 de trabalhadores de pa\u00edses desenvolvidos. Se nem com uma jornada de 44 horas conseguimos atingir o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o de um trabalhador americano ou chin\u00eas, n\u00e3o vejo como a simples redu\u00e7\u00e3o da jornada possa beneficiar o trabalhador. De nada adianta ter mais horas livres e menos poder aquisitivo. Qual \u00e9 a vantagem de ter tempo para levar o filho ao cinema se n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para comprar a pipoca?<\/p>\n<p>Na minha vis\u00e3o, a discuss\u00e3o deveria come\u00e7ar pela redu\u00e7\u00e3o dos custos da folha de pagamento e da carga tribut\u00e1ria incidente sobre ela. \u00c9 claro que todo mundo sonha em trabalhar menos. N\u00e3o \u00e9 essa a quest\u00e3o. No cen\u00e1rio atual da nossa economia e diante dos elevados custos tribut\u00e1rios sobre a produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o vejo espa\u00e7o para uma redu\u00e7\u00e3o da jornada.<\/p>\n<p><strong>Desde o in\u00edcio do ano, o Brasil est\u00e1 em uma encruzilhada devido \u00e0s guerras e ao tarifa\u00e7o. Como isso tem chegado ao bolso dos empres\u00e1rios?<\/strong><\/p>\n<p>Esse aumento de tarifas para determinados setores anunciado pelos Estados Unidos abriu oportunidades em outros mercados. Logo ap\u00f3s as primeiras not\u00edcias sobre o chamado &#8220;tarifa\u00e7o&#8221; diversos pa\u00edses da \u00c1frica e do Oriente M\u00e9dio, que n\u00e3o mant\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o regular de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o conosco, procuraram a nossa federa\u00e7\u00e3o por meio de suas embaixadas.<\/p>\n<p>O que mais nos preocupa, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 essa taxa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dos Estados Unidos mas, por exemplo, as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de carnes para a Europa. Muitos dos produtos que mais exportamos para os EUA, como madeira, suco de laranja e caf\u00e9, ainda ter\u00e3o suas tarifas revistas ou at\u00e9 mesmo isentadas. A pr\u00f3pria economia americana depende de diversas mat\u00e9rias-primas que o Brasil exporta, o que naturalmente levar\u00e1 esse tema ao debate interno.<\/p>\n<p><strong>O senhor avalia que a diplomacia brasileira tem sido t\u00e9cnica o suficiente para proteger os interesses de estados exportadores como o Paran\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio \u00e9 como uma adapta\u00e7\u00e3o do mercado internacional, na qual precisamos melhorar e nos profissionalizar cada vez mais. O que me preocupa \u00e9 a falta de proatividade do governo federal em algumas quest\u00f5es estrat\u00e9gicas. A restri\u00e7\u00e3o da carne ao mercado europeu \u00e9 um exemplo.<\/p>\n<p>H\u00e1 anos a Uni\u00e3o Europeia alerta que \u00e9 necess\u00e1rio implantar mecanismos de rastreabilidade da cadeia produtiva, inclusive em rela\u00e7\u00e3o aos agentes biol\u00f3gicos utilizados no combate a carrapatos e outros parasitas da produ\u00e7\u00e3o animal. Se esse sistema de rastreamento estivesse plenamente implementado, provavelmente n\u00e3o enfrentar\u00edamos esse tipo de barreira. O que temos observado \u00e9 uma falta de aten\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os federais \u00e0s novas exig\u00eancias do mercado internacional.<\/p>\n<p><strong>Pensando nas <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/eleicoes\/2026\/\">elei\u00e7\u00f5es deste ano<\/a>, quais s\u00e3o as prioridades que a Faciap vai colocar na mesa dos candidatos paranaenses?<\/strong><\/p>\n<p>Temos um mapeamento das necessidades e das prioridades para o desenvolvimento da nossa cadeia produtiva. O Paran\u00e1 vive um crescimento exponencial, especialmente na ind\u00fastria e na agroind\u00fastria, impulsionado pelas grandes cooperativas. No entanto, estamos chegando ao limite da nossa capacidade log\u00edstica.<\/p>\n<p>N\u00e3o adianta ampliar a produ\u00e7\u00e3o se n\u00e3o houver meios adequados para esco\u00e1-la. H\u00e1 cerca de 30 anos discutimos a implanta\u00e7\u00e3o de uma ferrovia que ligue o oeste do Paran\u00e1 ao Porto de Paranagu\u00e1. Tivemos recentemente as concess\u00f5es de ped\u00e1gio, que preveem um grande volume de investimentos nos pr\u00f3ximos sete anos, mas o setor produtivo precisava dessa infraestrutura para ontem. A necessidade de ampliar os corredores de escoamento \u00e9 uma realidade.<\/p>\n<p>O Porto de Paranagu\u00e1 vem batendo recordes de exporta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m opera pr\u00f3ximo do seu limite. Enquanto isso, Santa Catarina avan\u00e7ou. No Paran\u00e1, ainda enfrentamos discuss\u00f5es ambientais que precisam ser resolvidas em um futuro muito pr\u00f3ximo. Precisamos do apoio do Minist\u00e9rio P\u00fablico, especialmente do MP Estadual, e de um di\u00e1logo mais aberto e objetivo com os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental para que essas obras possam avan\u00e7ar com seguran\u00e7a jur\u00eddica e responsabilidade ambiental.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>O que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela infraestrutura dizerem que, em compara\u00e7\u00e3o com outros estados, o Paran\u00e1 est\u00e1 muito bem. Essa justificativa n\u00e3o se sustenta, porque cada estado tem uma realidade diferente e n\u00edveis distintos de desenvolvimento. No \u00e2mbito do G7, \u00e9 importante destacar que essa n\u00e3o \u00e9 apenas uma pauta da Faciap. Nossos associados incluem produtores rurais, prestadores de servi\u00e7os, ind\u00fastrias e o com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Por isso, estamos alinhados com a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias, a Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio, a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e as demais entidades. Posso adiantar ainda que o G7 est\u00e1 desenvolvendo um estudo conjunto sobre pol\u00edticas p\u00fablicas, justamente para construir propostas integradas voltadas ao desenvolvimento do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da infraestrutura, o que merece aten\u00e7\u00e3o no estado?<\/strong><\/p>\n<p>Precisamos olhar para cada ciclo da economia, especialmente para a agricultura, as safras e os insumos da produ\u00e7\u00e3o, de forma espec\u00edfica. Quando se fala em benef\u00edcios para determinados setores, muitas vezes parece que s\u00e3o privil\u00e9gios, mas \u00e9 preciso acompanhar a din\u00e2mica da economia global e entender as necessidades de cada segmento. N\u00e3o podemos tratar a economia como se todos os setores fossem iguais. Cada um tem uma realidade diferente.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a quest\u00e3o do kit escolar. O estado realizou uma licita\u00e7\u00e3o e a empresa vencedora \u00e9 de S\u00e3o Paulo. Temos cerca de 21 mil empresas entre livrarias e papelarias no Paran\u00e1 que deixam de faturar e, consequentemente, deixam de gerar arrecada\u00e7\u00e3o para o estado. N\u00e3o podemos analisar uma situa\u00e7\u00e3o como essa de forma simplista.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio considerar os efeitos sobre a economia paranaense sempre que uma decis\u00e3o desse porte \u00e9 tomada. Abrimos uma pesquisa interna para identificar quais s\u00e3o as prioridades de cada setor e, a partir desse diagn\u00f3stico, elaborar propostas de pol\u00edticas p\u00fablicas que consideramos necess\u00e1rias para apresentar ao governo do estado e aos futuros governantes.<\/p>\n<p><strong>Com a proximidade das elei\u00e7\u00f5es, reascende o alerta de ass\u00e9dio eleitoral no ambiente corporativo. Onde est\u00e1 a linha t\u00eanue entre o debate pol\u00edtico saud\u00e1vel e as pr\u00e1ticas que configuram abuso do poder econ\u00f4mico dentro das organiza\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Flavio Furlan: Trata-se de uma \u00e1rea bastante sens\u00edvel, porque existem limites claros sobre o que pode e o que n\u00e3o pode ser feito durante o per\u00edodo eleitoral. O principal ponto \u00e9 a liberdade de voto.<\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es passadas, vimos diversas a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas propostas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho contra empregadores que entravam nas linhas de produ\u00e7\u00e3o para manifestar apoio a determinados candidatos e, em alguns casos, faziam amea\u00e7as, dizendo que, se determinado candidato n\u00e3o fosse eleito, os trabalhadores perderiam o emprego. Esse tipo de imposi\u00e7\u00e3o ou intimida\u00e7\u00e3o precisa ser evitado.<\/p>\n<p>O que defendemos \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o e a conscientiza\u00e7\u00e3o. As regras est\u00e3o estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, e elas deixam claro que qualquer pessoa pode expressar sua opini\u00e3o pessoal. O que n\u00e3o pode ocorrer \u00e9 que essa manifesta\u00e7\u00e3o seja feita com car\u00e1ter de amea\u00e7a, constrangimento ou qualquer forma de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de pensamento e de voto dos trabalhadores.<\/p>\n<h2>Seed afirma que licita\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite crit\u00e9rio de localiza\u00e7\u00e3o <\/h2>\n<p>A reportagem solicitou ao governo do Paran\u00e1 um explica\u00e7\u00e3o sobre a escolha da empresa vencedora do edital mencionado pelo entrevistado. Em nota, a Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o (Seed) informou que a contrata\u00e7\u00e3o segue um processo licitat\u00f3rio garantindo ampla concorr\u00eancia, isonomia entre os participantes e total transpar\u00eancia e, por isso, n\u00e3o pode escolh\u00ea-los com base em localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>\u201cOs editais n\u00e3o podem estabelecer crit\u00e9rios que restrinjam a participa\u00e7\u00e3o de empresas em raz\u00e3o de sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Assim, vence a licita\u00e7\u00e3o a empresa que atende a todos os requisitos t\u00e9cnicos e legais previstos no edital e apresenta a proposta mais vantajosa para a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Cabe destacar que, no contrato referente ao per\u00edodo de 2024 para 2025, a empresa vencedora era sediada em Colombo, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba. J\u00e1 para o per\u00edodo de 2025 para 2026, a empresa respons\u00e1vel pelo fornecimento dos kits destinados ao Ensino Fundamental I e ao Ensino Fundamental II tamb\u00e9m \u00e9 sediada no Paran\u00e1\u201c, diz a nota.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais e Empresariais do Estado do Paran\u00e1 (Faciap), Flavio Furlan avalia que a aprova\u00e7\u00e3o do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":537976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-537975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/537975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=537975"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/537975\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/537976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=537975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=537975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=537975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}