{"id":535553,"date":"2026-07-06T11:58:49","date_gmt":"2026-07-06T15:58:49","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=535553"},"modified":"2026-07-06T11:58:49","modified_gmt":"2026-07-06T15:58:49","slug":"um-bairro-de-curitiba-tem-91-das-vias-com-rampas-para-cadeirantes-e-outro-nao-tem-nenhuma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=535553","title":{"rendered":"Um bairro de Curitiba tem 91% das vias com rampas para cadeirantes e outro n\u00e3o tem nenhuma"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>O acesso \u00e0 infraestrutura de acessibilidade varia de forma acentuada entre os bairros de Curitiba. Em algumas regi\u00f5es, mais de 90% dos domic\u00edlios est\u00e3o localizados em vias com rampas para cadeirantes. Em outras, esse \u00edndice n\u00e3o alcan\u00e7a 1%.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/especiais.gazetadopovo.com.br\/noticias-por-mensagem\/\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>Os dados constam em um levantamento elaborado a partir de informa\u00e7\u00f5es do Censo 2022, pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). A revis\u00e3o do Plano Diretor, em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara de Vereadores, pode orientar a\u00e7\u00f5es para diminuir essas diferen\u00e7as e ampliar a acessibilidade nas ruas da cidade.<\/p>\n<p>O levantamento considera o percentual de domic\u00edlios situados em faces de quadra com cal\u00e7adas e com rampas para cadeirantes. Embora a presen\u00e7a de cal\u00e7adas seja predominante em Curitiba, os indicadores mostram diferen\u00e7as significativas na oferta de rampas de acessibilidade entre diferentes regi\u00f5es da cidade.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Bairros centrais lideram <em>ranking<\/em> de ruas com rampas para cadeirantes<\/h2>\n<p>Os dados do Ippuc mostram que os bairros da regi\u00e3o central concentram os maiores percentuais de domic\u00edlios localizados em vias com rampas para cadeirantes. Al\u00e9m da maior presen\u00e7a desse tipo de infraestrutura, as regi\u00f5es registram cobertura praticamente total de cal\u00e7adas.<\/p>\n<p>O <strong>Alto da Gl\u00f3ria<\/strong> lidera o <em>ranking<\/em>, com 91,45% dos domic\u00edlios situados em faces de quadra com rampas de acessibilidade. Na sequ\u00eancia aparecem Centro C\u00edvico (90,59%), Batel (89,36%), Cabral (83,79%) e Alto da Rua XV (79,65%).<\/p>\n<p>Em comum, esses bairros apresentam outro indicador elevado: praticamente todos registram mais de 99% dos domic\u00edlios localizados em vias com cal\u00e7adas, indicando uma infraestrutura mais consolidada para a circula\u00e7\u00e3o de pedestres.<\/p>\n<h3><em>Ranking<\/em> dos bairros com mais rampas para cadeirantes em Curitiba<\/h3>\n<ul>\n<li>Alto da Gl\u00f3ria: 91,45%<\/li>\n<li>Centro C\u00edvico: 90,59%<\/li>\n<li>Batel: 89,36%<\/li>\n<li>Cabral: 83,79%<\/li>\n<li>Alto da Rua XV: 79,65%<\/li>\n<li>Rebou\u00e7as: 78,43%<\/li>\n<li>\u00c1gua Verde: 77,88%<\/li>\n<li>Centro: 74,90%<\/li>\n<li>Juvev\u00ea: 69,14%<\/li>\n<li>Cristo Rei: 68,90%<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na outra ponta do levantamento, os menores percentuais de rampas para cadeirantes est\u00e3o concentrados em bairros mais afastados da regi\u00e3o central. O caso mais extremo \u00e9 o do <strong>S\u00e3o Miguel<\/strong>, onde nenhum domic\u00edlio est\u00e1 localizado em face de quadra com rampa de acessibilidade. Na sequ\u00eancia aparecem Caximba (0,60%), Riviera (0,68%), Cascatinha (6,84%) e Lamenha Pequena (8,31%).<\/p>\n<h3><em>Ranking <\/em>dos bairros com menos rampas para cadeirantes<\/h3>\n<ul>\n<li>S\u00e3o Miguel: 0%<\/li>\n<li>Caximba: 0,60%<\/li>\n<li>Riviera: 0,68%<\/li>\n<li>Cascatinha: 6,84%<\/li>\n<li>Lamenha Pequena: 8,31%<\/li>\n<li>Fazendinha: 13,28%<\/li>\n<li>Butiatuvinha: 19,43%<\/li>\n<li>Abranches: 20,19%<\/li>\n<li>Umbar\u00e1: 23,42%<\/li>\n<li>Jardim Social: 24,49%<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Diferen\u00e7as aparecem tamb\u00e9m na cobertura de cal\u00e7adas<\/h2>\n<p>As diferen\u00e7as entre os bairros n\u00e3o aparecem apenas na presen\u00e7a de rampas para cadeirantes. Os dados mostram que a cobertura de cal\u00e7adas \u00e9 bastante elevada na regi\u00e3o central, mas ainda apresenta lacunas importantes em algumas \u00e1reas da cidade.<\/p>\n<p>O Centro registra cobertura de 99,99% dos domic\u00edlios localizados em vias com cal\u00e7adas. Alto da Rua XV, Centro C\u00edvico, Hauer, Juvev\u00ea e S\u00e3o Francisco aparecem com cobertura integral.<\/p>\n<p>O menor \u00edndice \u00e9 registrado no Caximba, onde apenas 9,22% dos domic\u00edlios est\u00e3o em vias com cal\u00e7adas. Tamb\u00e9m aparecem entre os bairros com menor cobertura Lamenha Pequena (52,49%), Cascatinha (61,82%), Riviera (62,16%), Butiatuvinha (80,29%) e Umbar\u00e1 (82,65%).<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Plano Diretor aponta desafios na infraestrutura para pedestres<\/h2>\n<p>As diferen\u00e7as observadas nos dados do Censo tamb\u00e9m aparecem no diagn\u00f3stico elaborado pelo Ippuc para a revis\u00e3o do Plano Diretor. Embora Curitiba apresente ampla cobertura de cal\u00e7adas, o documento aponta que a qualidade, a continuidade e a padroniza\u00e7\u00e3o dessas estruturas ainda variam entre os bairros.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, as cal\u00e7adas com dimens\u00f5es consideradas adequadas concentram-se principalmente na regi\u00e3o central e nos eixos estruturais de transporte. Em \u00e1reas mais afastadas, por outro lado, s\u00e3o mais comuns trechos interrompidos, estreitos ou inexistentes.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico atribui parte desse cen\u00e1rio ao modelo adotado historicamente pela cidade, no qual a constru\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas ficaram sob responsabilidade dos propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis. Como consequ\u00eancia, um mesmo quarteir\u00e3o pode reunir passeios com materiais, larguras e condi\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o bastante diferentes.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m ressalta que a exist\u00eancia de uma rampa n\u00e3o significa, necessariamente, acessibilidade. O levantamento identificou casos de guias rebaixadas com inclina\u00e7\u00e3o inadequada, aus\u00eancia de piso t\u00e1til e desn\u00edveis na liga\u00e7\u00e3o com o asfalto, problemas que podem dificultar a circula\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia ou mobilidade reduzida.<\/p>\n<h2>Plano Diretor prev\u00ea amplia\u00e7\u00e3o de rotas acess\u00edveis<\/h2>\n<p>Entre as propostas apresentadas na revis\u00e3o do Plano Diretor est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma rede de rotas caminh\u00e1veis, priorizando \u00e1reas pr\u00f3ximas a escolas, unidades de sa\u00fade, terminais de transporte coletivo e outros equipamentos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m prev\u00ea a padroniza\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas, a amplia\u00e7\u00e3o do piso t\u00e1til, a obrigatoriedade de rebaixamento de guias em novos empreendimentos e o uso dos registros da Central 156 para identificar e priorizar pontos da cidade que demandam interven\u00e7\u00f5es de acessibilidade.<\/p>\n<p>As medidas previstas na revis\u00e3o do Plano Diretor se somam \u00e0s mudan\u00e7as recentes promovidas pela Prefeitura de Curitiba nas regras para constru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o de cal\u00e7adas. Entre as mudan\u00e7as est\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o mais clara das tr\u00eas faixas que comp\u00f5em a cal\u00e7ada: a faixa livre para circula\u00e7\u00e3o de pedestres, a faixa de servi\u00e7o \u2014 destinada \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o, mobili\u00e1rio urbano e infraestrutura \u2014 e a faixa de acomoda\u00e7\u00e3o, localizada junto aos im\u00f3veis quando houver espa\u00e7o dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>As normas tamb\u00e9m ampliam os materiais permitidos para pavimenta\u00e7\u00e3o, desde que atendam aos requisitos de seguran\u00e7a e acessibilidade, e atualizam as regras para ocupa\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas por mesas, cadeiras e outros elementos utilizados por estabelecimentos comerciais, preservando o espa\u00e7o destinado \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de pedestres.<\/p>\n<p>Segundo a prefeitura, Curitiba possui mais de 9,2 mil quil\u00f4metros de cal\u00e7adas e cerca de 95% dos domic\u00edlios est\u00e3o localizados em vias atendidas por essa infraestrutura, um dos maiores \u00edndices entre as capitais brasileiras, de acordo com dados do IBGE.<\/p>\n<h2>Transporte coletivo tem infraestrutura acess\u00edvel<\/h2>\n<p>Enquanto o estudo obtido pela reportagem aponta diferen\u00e7as na infraestrutura destinada aos pedestres, a Urbaniza\u00e7\u00e3o de Curitiba (URBS) afirma que o sistema de transporte coletivo atende \u00e0s normas de acessibilidade.<\/p>\n<p>Segundo a empresa, os 23 terminais da cidade s\u00e3o totalmente acess\u00edveis e toda a frota em opera\u00e7\u00e3o conta com equipamentos para pessoas com defici\u00eancia ou mobilidade reduzida.<\/p>\n<p>Curitiba possui atualmente 6.828 pontos de parada e 347 esta\u00e7\u00f5es-tubo. Destas, cerca de 9,6% n\u00e3o oferecem total acessibilidade. A URBS informa, por\u00e9m, que aproximadamente 91% dessas esta\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o contempladas pelas obras do novo BRT Leste\/Oeste, que prev\u00ea a moderniza\u00e7\u00e3o completa das estruturas. As demais possuem projetos em desenvolvimento para futuras adapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acesso \u00e0 infraestrutura de acessibilidade varia de forma acentuada entre os bairros de Curitiba. 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