{"id":535056,"date":"2026-07-05T10:17:29","date_gmt":"2026-07-05T14:17:29","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=535056"},"modified":"2026-07-05T10:17:29","modified_gmt":"2026-07-05T14:17:29","slug":"a-regiao-que-tornou-o-palmito-pupunha-referencia-nacional-e-abriu-o-mercado-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=535056","title":{"rendered":"A regi\u00e3o que tornou o palmito pupunha refer\u00eancia nacional e abriu o mercado externo"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout-module-scss-module__08MJ-a__postContent\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/26131533\/palmito-pupunha.jpg.webp\" \/><span>Com mais de 40 milh\u00f5es de palmeiras plantadas, a cadeia produtiva do palmito gera 10 mil empregos diretos. (Foto: Maicon Rodrigo de Barros\/Apuvale)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">A imagem dos palmiteiros clandestinos que outrora desafiavam a fiscaliza\u00e7\u00e3o no sul de S\u00e3o Paulo ficou no passado. No <strong>Vale do Ribeira<\/strong>, o cultivo planejado do palmito pupunha enterrou o hist\u00f3rico extrativismo ilegal da palmeira nativa, transformando a regi\u00e3o no maior polo produtor do pa\u00eds e na segunda maior for\u00e7a econ\u00f4mica local, de acordo com a secretaria de Agricultura do estado.<\/p>\n<p>Essa evolu\u00e7\u00e3o ganhou chancela oficial: o produto acaba de obter o selo de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), abrindo de vez as portas dos mercados internacionais mais restritivos. &#8220;O cultivo planejado da pupunheira mudou a din\u00e2mica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Conseguimos atender \u00e0 demanda do mercado de forma sustent\u00e1vel e reduzimos drasticamente a press\u00e3o sobre o extrativismo ilegal da palmeira ju\u00e7ara nas \u00e1reas remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica&#8221;, afirma o diretor da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale), Claudio de Andrade e Silva. A concess\u00e3o do selo, emitido na categoria Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia, resulta da articula\u00e7\u00e3o entre pequenos agricultores, Apuvale, Sebrae-SP e Instituto Federal de S\u00e3o Paulo (IFSP).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/26131755\/Daniele-Otto-Embrapa.jpg.webp\" \/><i>Impulsionado por mais de 40 milh\u00f5es de palmeiras no Vale do Ribeira, o setor de palmito abastece at\u00e9 70 agroind\u00fastrias. (Foto: Daniele Otto\/Embrapa)<\/i><\/p>\n<p>A Apuvale projeta uma valoriza\u00e7\u00e3o comercial r\u00e1pida do produto ap\u00f3s a certifica\u00e7\u00e3o do Inpi. De acordo com a associa\u00e7\u00e3o, o selo atende a uma demanda global por rastreabilidade e diferencia\u00e7\u00e3o no mercado de alimentos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">&#8220;O mercado exige a &#8216;descomoditiza\u00e7\u00e3o&#8217; dos produtos e o selo de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica cumpre exatamente esse papel. Conferimos um <em>status<\/em> diferenciado ao palmito, amparado pela seguran\u00e7a de uma certifica\u00e7\u00e3o de alta qualidade&#8221;, explica Andrade e Silva.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Com 40 milh\u00f5es de palmeiras, cadeia da pupunha gera 10 mil empregos<\/h2>\n<p>O sucesso do cultivo da pupunha no extremo sul paulista est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 geografia local. Ao encontrar um regime de calor e alta umidade nos 17 munic\u00edpios que comp\u00f5em a bacia do Rio Ribeira de Iguape, a esp\u00e9cie de origem peruana adaptou-se com rapidez.<\/p>\n<p>De acordo com a Apuvale, diferente da ju\u00e7ara, que morre ap\u00f3s o corte e exige at\u00e9 12 anos para o desenvolvimento, a pupunheira perfilha. &#8220;O perfilhamento nada mais \u00e9 do que brotos que nascem junto \u00e0 planta principal, formando uma pequena touceira e garantem cortes sucessivos. A planta n\u00e3o morre no corte e garante a produ\u00e7\u00e3o por muitos anos, sem precisar de replantio&#8221;, explica o produtor e presidente da Apuvale, Tercides Freitas.<\/p>\n<p>A efici\u00eancia do cultivo moderno reflete diretamente na capacidade de regenera\u00e7\u00e3o e colheita da cultura. &#8220;Numa lavoura tecnificada, uma \u00fanica planta de pupunheira para extra\u00e7\u00e3o de palmito pode dar dois cortes anuais, colhendo-se duas hastes de palmito. Eventualmente, numa mesma touceira, colhe-se tr\u00eas hastes&#8221;, diz Freitas.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Cultura do palmito ocupa 10 mil hectares no Vale do Ribeira<\/h2>\n<p>Um levantamento da Apuvale indica que a cultura do palmito iniciou-se no Vale do Ribeira como alternativa experimental na d\u00e9cada de 1970 e hoje ocupa mais de 10 mil hectares, com mais de 40 milh\u00f5es de palmeiras plantadas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O lucro por hectare de pupunha gira em torno de R$ 10 mil a R$ 15 mil por ano, segundo a Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral (Cati), da secretaria de Agricultura de S\u00e3o Paulo. A cadeia produtiva local gera 10 mil empregos diretos, o que engloba cerca de 1,8 mil fam\u00edlias, e abastece de 40 a 70 agroind\u00fastrias licenciadas na regi\u00e3o. A atividade econ\u00f4mica fica atr\u00e1s apenas da bananicultura no cen\u00e1rio regional.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/26131959\/palmito2.jpeg.webp\" \/><i>Com lucro anual de at\u00e9 R$ 15 mil por hectare, o cultivo de palmito pupunha se consolida na regi\u00e3o do Vale do Ribeira. (Foto: Marcio Franchetti\/Apuvale)<\/i><\/p>\n<h2>Pupunha do Vale do Ribeira inova para conquistar EUA e Europa<\/h2>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">A diversifica\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo impulsionou a aceita\u00e7\u00e3o comercial da pupunha. Al\u00e9m do formato tradicional em tolete e conserva, as ind\u00fastrias do Vale do Ribeira processam o vegetal em op\u00e7\u00f5es como <strong>espaguete, arroz e lasanha de palmito<\/strong>, produtos direcionados ao segmento de baixas calorias.<\/p>\n<p>A certifica\u00e7\u00e3o do Inpi atesta a origem e as especificidades do manejo local para atender mercados da Europa e dos Estados Unidos, que demandam crit\u00e9rios de responsabilidade social, sustentabilidade e rastreabilidade na cadeia de suprimentos.<\/p>\n<p>De acordo com a Apuvale, o selo oferece amparo jur\u00eddico para proteger a marca &#8220;Vale do Ribeira&#8221; contra falsifica\u00e7\u00f5es e viabiliza a exporta\u00e7\u00e3o direta por parte das agroind\u00fastrias locais, fator que diminui a intermedia\u00e7\u00e3o comercial. &#8220;Com a medida, o palmito regional exibe a identifica\u00e7\u00e3o de origem do sul paulista no mercado global&#8221;, afirma Andrade e Silva.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com mais de 40 milh\u00f5es de palmeiras plantadas, a cadeia produtiva do palmito gera 10 mil empregos diretos. 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